{"id":292,"date":"2025-03-12T17:24:17","date_gmt":"2025-03-12T17:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/?p=292"},"modified":"2025-03-12T17:24:18","modified_gmt":"2025-03-12T17:24:18","slug":"que-a-forca-da-boa-gestao-de-operacoes-esteja-connosco-ca-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/opiniao\/que-a-forca-da-boa-gestao-de-operacoes-esteja-connosco-ca-em-portugal\/","title":{"rendered":"Que a for\u00e7a da boa gest\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es esteja connosco\u2026 c\u00e1 em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 \u00e0s opera\u00e7\u00f5es, a quem compete gerir e melhorar de forma cont\u00ednua todos estes fatores de produ\u00e7\u00e3o, com o objetivo de criar as vantagens competitivas essenciais a qualquer neg\u00f3cio e em qualquer mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 96% das empresas em Portugal s\u00e3o Pequenas e M\u00e9dias Empresas (PME), mas poucas aproveitam o potencial da moderniza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es para crescer e competir globalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatores de produ\u00e7\u00e3o existentes em Portugal e as suas consequ\u00eancias no produto final s\u00e3o, no final de contas e em boa medida, o que determina a atratividade do novo empreendedorismo, bem como a competitividade e a capacidade de se exportar o produto nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A subida de pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas transformadas e a crescente dificuldade na antecipa\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas da procura afetam de forma transversal toda a ind\u00fastria, nomeadamente a nacional; o que n\u00e3o afeta de forma transversal as nossas empresas \u00e9 o ecossistema regional e nacional onde se produzem e transformam os produtos e servi\u00e7os portugueses, bem como o n\u00edvel de compet\u00eancias e inova\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es existente em cada empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o, assim, moldadas por estas duas dimens\u00f5es: uma primeira, que abrange os fatores de produ\u00e7\u00e3o existentes no contexto em que a organiza\u00e7\u00e3o atua e no qual transforma os seus produtos (pre\u00e7os da mat\u00e9ria-prima, da energia, rede log\u00edstica de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o, fiscalidade,\u2026), e que engloba tamb\u00e9m as ferramentas e infraestruturas que determinam a diversidade e competitividade do ecossistema industrial nacional e regional; e uma segunda dimens\u00e3o, a das compet\u00eancias de gest\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es, do saber-fazer fundamental, que em muito est\u00e1 ligado ao processo, ao m\u00e9todo e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foquemos por agora apenas esta segunda alavanca da competitividade, ou seja, o contributo da boa gest\u00e3o e da boa engenharia e, em particular, o desenvolvimento de compet\u00eancias na \u00e1rea das opera\u00e7\u00f5es na generalidade nas nossas PME.<\/p>\n\n\n\n<p>Num contexto empresarial em permanente e r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es constitui um elemento vital no sucesso de qualquer microeconomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, no tri\u00e9nio 2020-2022, cerca de 44,7% das empresas tiveram algum tipo de atividade de inova\u00e7\u00e3o, seja ao n\u00edvel do produto ou do processo. Contudo, face ao per\u00edodo 2018-2020, todos os setores registaram um decr\u00e9scimo na inova\u00e7\u00e3o empresarial, com exce\u00e7\u00e3o do setor do alojamento e restaura\u00e7\u00e3o, cujo indicador cresceu 1,9%, raz\u00e3o que contribuiu para que a Grande Lisboa tenha registado a maior percentagem de empresas inovadoras (cerca de 50% do total).&nbsp; O setor que registou o maior decr\u00e9scimo foi o da agricultura e pescas, com -5,3% no desenvolvimento de atividades de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste mesmo tri\u00e9nio de 2020-2022, apenas 22,6% das empresas introduziram inova\u00e7\u00f5es de produto (novo ou melhorado), e para este aumento contribu\u00edram essencialmente as empresas com 250 pessoas ou mais, atuando, na sua maioria, nos setores da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o e das atividades financeiras e de seguros.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas n\u00e3o inovadoras justificam n\u00e3o ter inovado por n\u00e3o sentirem essa necessidade (28%) ou por n\u00e3o terem os recursos necess\u00e1rios (16%). Estes r\u00e1cios, preocupantes, t\u00eam como fonte o \u00faltimo Inqu\u00e9rito Comunit\u00e1rio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o 2022, publicado pelo INE.<\/p>\n\n\n\n<p>A inova\u00e7\u00e3o e a melhoria cont\u00ednua da gest\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es em Portugal t\u00eam de estar sempre presentes, independentemente da dimens\u00e3o da empresa ou do setor em que atua.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda dos \u00edndices nacionais de inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 tamb\u00e9m intrinsecamente ligada \u00e0 necessidade de forma\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de iniciativas que procurem a melhoria de compet\u00eancias nas organiza\u00e7\u00e3o de modo a reverter esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As PME representam a espinha dorsal da nossa economia, e estas empresas enfrentam hoje desafios na gest\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es mais exigentes e complexos, na incessante otimiza\u00e7\u00e3o de processos e produtos, de modo a competir nos mercados onde j\u00e1 atuam e serem capazes de se expandir.<\/p>\n\n\n\n<p>Formar para alavancar o neg\u00f3cio tem de ser uma prioridade do nosso tecido empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso das opera\u00e7\u00f5es das nossas pequenas e m\u00e9dias empresas, sejam entidades privadas ou p\u00fablicas, define um ecossistema, capaz ou n\u00e3o de atrair e viabilizar o empreendedorismo nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o comportamento das empresas e a sua performance integrada que determinam a competitividade de um pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A coopera\u00e7\u00e3o em atividades de inova\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es, nomeadamente com fornecedores, clientes, universidades, institutos de investiga\u00e7\u00e3o ou consultores, \u00e9 uma alavanca a refor\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de capacitar as nossas organiza\u00e7\u00f5es com melhores compet\u00eancias nas opera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apenas para sobreviverem, mas para prosperarem num contexto cada vez mais din\u00e2mico e exigente, para que o processo de transforma\u00e7\u00e3o nacional de produtos e servi\u00e7os inovadores seja mais eficiente e eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal \u00e9 rico em exemplos de desenvolvimento cient\u00edfico, temos agora de ser igualmente ricos na transforma\u00e7\u00e3o de ideias inovadoras em opera\u00e7\u00f5es de sucesso; temos de saber gerir recursos e a sua transforma\u00e7\u00e3o em produtos e servi\u00e7os inovadores, hoje \u00e9 urgente que estes casos de empreendedorismo sejam mais frequentes. Para isso, \u00e9 crucial que as PME invistam no desenvolvimento de compet\u00eancias que fortale\u00e7am as suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesta dimens\u00e3o, ao n\u00edvel das compet\u00eancias, que se desenvolve a iniciativa VOICE Leadership. Desenvolvida pela NOVA School of Business and Economics, esta iniciativa tem como grande miss\u00e3o formar com vista a alavancar os neg\u00f3cios, contribuindo assim&nbsp; para o fortalecimento do tecido empresarial portugu\u00eas, atrav\u00e9s da capacita\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de compet\u00eancias fundamentais na gest\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es \u00e9 um investimento direto na competitividade de qualquer PME. Que a for\u00e7a da boa gest\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es esteja connosco\u2026 aqui em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar de opera\u00e7\u00f5es nas empresas significa falar de produto,  de processo e da gest\u00e3o eficiente e eficaz de recursos, de que se destacam mat\u00e9rias-primas, m\u00e3o de obra, tecnologia, infraestruturas, equipamentos e sistemas de controlo de qualidade; estes s\u00e3o os elementos que determinam a produtividade de qualquer organiza\u00e7\u00e3o, seja na produ\u00e7\u00e3o de bens e produtos, seja na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":277,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[10,79,49],"class_list":["post-292","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-globalizacao","tag-operacoes","tag-pme"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=292"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":295,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292\/revisions\/295"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/a-voz-das-pme\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}