{"id":493,"date":"2023-07-06T11:00:00","date_gmt":"2023-07-06T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/?p=493"},"modified":"2023-07-18T10:26:04","modified_gmt":"2023-07-18T09:26:04","slug":"os-desafios-do-marketing-e-a-realidade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/noticias\/os-desafios-do-marketing-e-a-realidade-humana\/","title":{"rendered":"Os desafios do Marketing e a realidade humana"},"content":{"rendered":"\n<p>A sobrecarga da informa\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o t\u00eam contribu\u00eddo para a perda de confian\u00e7a e desacredita\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 da sociedade em geral, nomeadamente da pol\u00edtica, economia, institui\u00e7\u00f5es e <em>media<\/em>, mas tamb\u00e9m das marcas. Efetivamente, os consumidores consideram que apenas 47% das marcas s\u00e3o de confian\u00e7a e cinco em cada sete afirmam-se cansados das suas promessas vazias. Este contexto for\u00e7a uma mudan\u00e7a de comportamento do consumidor, cada vez mais c\u00e9tico e menos perme\u00e1vel \u00e0s mensagens a que \u00e9 exposto. <\/p>\n\n\n\n<p>Na era do \u201cvale-tudo\u201d, as marcas tentam sobressair, adaptando as suas estrat\u00e9gias, muitas vezes tentando apoderar-se a todo o custo de territ\u00f3rios relevantes, como a sustentabilidade ou movimentos c\u00edvicos, que pouco ou nada t\u00eam a ver com a sua ess\u00eancia e verdade. Esquecem-se, por\u00e9m, que o escrut\u00ednio a que s\u00e3o sujeitas \u00e9 cada vez maior, com um consumidor desconfiado e atento \u00e0 m\u00ednima escorregadela. Um passo em falso pode levar ao \u201ccancelamento\u201d da marca, a chamada <em>cancel<\/em> <em>culture<\/em>, que poder\u00e1 ter o impacto inverso na marca e prejudicar indefinidamente a sua reputa\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescente n\u00famero de meios e canais tem contribu\u00eddo tamb\u00e9m para a fragmenta\u00e7\u00e3o do consumidor, cada vez mais disperso. Se antigamente bastava investir em televis\u00e3o para chegar a um p\u00fablico bastante diverso, atualmente n\u00e3o serve para chegar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais novas, incluindo os <em>millennials<\/em> (nos quais me insiro), que, em muitos casos, n\u00e3o t\u00eam sequer televis\u00e3o em casa. Assim sendo, para chegar a esse mesmo p\u00fablico diverso hoje, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 adaptar os meios em que publicitamos, os canais nos quais vendemos, mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria estrat\u00e9gia de conte\u00fados. Esta \u00faltima tem-se revelado insuficiente e ineficiente, com praticamente metade dos consumidores a considerarem como n\u00e3o relevante o conte\u00fado partilhado pelas marcas. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma maior apet\u00eancia por conte\u00fados mais informativos e solid\u00e1rios, bem como relacionados com recompensas ao consumidor, em detrimento de conte\u00fados mais aspiracionais ou de entretenimento, que s\u00e3o mais expect\u00e1veis. Neste sentido, \u00e9 imprescind\u00edvel compreender o consumidor, na sua diversidade, e colocar os seus desejos e anseios no centro das mensagens de marca. Por outro lado, o formato desses mesmos conte\u00fados tem necessariamente de ser adaptado a este consumidor cada vez mais exigente, menos perme\u00e1vel e descrente, no sentido de uma menor intrus\u00e3o da marca, o chamado <em>permission marketing<\/em>, e de um maior humanismo, colocando a pessoa, o ser humano (n\u00e3o o consumidor), no palco da mensagem.<\/p>\n\n\n<\/div><div class=\"uk-container uk-margin-medium\"><div class=\"image-interstitial uk-inline\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/148\/2023\/06\/web-GettyImages-955080866-1200x630.jpg\" alt=\"Os desafios do Marketing e a realidade humana | Branded Content\" loading=\"lazy\" \/><\/div><\/div><div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<p>Por fim, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, nomeadamente o mais recente avan\u00e7o da IA, vai necessariamente mudar o nosso paradigma, desde o modo como trabalhamos \u00e0 forma como nos relacionamos e organizamos em sociedade. A IA ter\u00e1 um impacto significativo no mercado de trabalho, eliminando v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es que se tornar\u00e3o obsoletas. Contudo, constituir\u00e1 tamb\u00e9m uma grande oportunidade para quem desde j\u00e1 a come\u00e7ar a utilizar, beneficiando das suas efici\u00eancias. <\/p>\n\n\n\n<p>Para o mundo do <em>marketing<\/em>, ser\u00e3o v\u00e1rias: automa\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es repetitivas, tais como relat\u00f3rios peri\u00f3dicos ou otimiza\u00e7\u00e3o de campanhas; personaliza\u00e7\u00e3o e segmenta\u00e7\u00e3o avan\u00e7adas, permitindo \u00e0s marcas oferecer experi\u00eancias mais relevantes e personalizadas para o consumidor; an\u00e1lises rigorosas de neg\u00f3cio ou campanhas em um clique, com identifica\u00e7\u00e3o de oportunidades, previs\u00e3o de tend\u00eancias, antecipa\u00e7\u00e3o de comportamento do consumidor, e sugest\u00e3o de estrat\u00e9gias de <em>marketing<\/em> eficazes; cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e <em>design<\/em>, atrav\u00e9s de <em>insights <\/em>facultados pelo <em>marketeer<\/em>, tais como gera\u00e7\u00e3o de <em>copies<\/em>, cria\u00e7\u00e3o de ideias publicit\u00e1rias, manifestos de marca, cria\u00e7\u00e3o de <em>designs<\/em> personalizados, adaptados \u00e0s prefer\u00eancias dos p\u00fablicos-alvo, entre outros. <\/p>\n\n\n\n<p>Esta transforma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tanto melhor para as marcas\/empresas, quanto mais r\u00e1pido come\u00e7ar a ocorrer, sobretudo no que concerne \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o dos <em>marketeers <\/em>para esta \u201cnova\u201d (j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o nova) realidade. Da mesma forma que pass\u00e1mos de usar os nossos telem\u00f3veis 30 minutos por dia para 4 horas por dia, passaremos tamb\u00e9m a integrar no nosso dia a dia a IA, trabalhando com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Pese embora todos os desafios aqui referidos, aos quais se poderiam juntar muitos mais e em rela\u00e7\u00e3o aos quais deveremos estar atentos e agir sobre eles, h\u00e1 uma realidade comum persistente e que n\u00e3o mudar\u00e1 com o passar dos tempos: a realidade humana. E esta prende-se com as necessidades b\u00e1sicas identificadas por Maslow, desde as mais elementares, como ter acesso a comida, \u00e1gua ou seguran\u00e7a, \u00e0s mais complexas, como sentir amor, respeito, perten\u00e7a, reconhecimento, realiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, \u00e9 importante as marcas criarem narrativas com significado, aut\u00eanticas, com as quais as pessoas se identifiquem e sintam perten\u00e7a, e que as levem a querer falar orgulhosamente sobre isso, pela mudan\u00e7a positiva que gerou. \u00c9 importante que as marcas tenham um prop\u00f3sito claro e consistente com as suas a\u00e7\u00f5es, que seja culturalmente relevante, e contribuam para uma mudan\u00e7a positiva, para que essas narrativas sejam cred\u00edveis e passem de boca em boca. As marcas que privilegiarem a realidade humana aqui referida ser\u00e3o potencialmente as marcas que prevalecer\u00e3o gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"uk-text-small\"><strong>Notas:<\/strong><br>*Os dados estat\u00edsticos apresentados adv\u00eam do relat\u00f3rio \u201cMeaningful Brands 2021\u201d do Havas Group.<br>**Neste artigo foi utilizado o Chat GPT para complementar algumas ideias sobre IA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos num mundo em r\u00e1pida e crescente evolu\u00e7\u00e3o. O excesso de informa\u00e7\u00e3o (e desinforma\u00e7\u00e3o), a multitude de canais e meios, e o exponencial avan\u00e7o da tecnologia, com especial aten\u00e7\u00e3o para a intelig\u00eancia artificial (IA), colocam v\u00e1rios desafios ao <em>marketing<\/em> como o conhecemos.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":535,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[70,46,76,73,67],"class_list":["post-493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-artificial-intelligence-ai","tag-marketing","tag-media","tag-realidade-humana","tag-sofia-bargiela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=493"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":967,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493\/revisions\/967"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/media\/535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/branded-content\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}