Fidelidade pioneira na combinação do estudo científico com ação climática
O Impact Center for Climate Change é a resposta científica da Fidelidade aos desafios do clima. A Fidelidade até já está a testar uma ferramenta que permite recomendar seguros com base na informação gerada pelo ICCC sobre risco climático.
Impact Center for Climate Change: Ação Climática
O impacto económico das alterações climáticas está a tornar-se cada vez mais real para pessoas, famílias, empresas e investidores. No setor segurador, essa evolução é particularmente evidente: eventos extremos aumentam a sinistralidade, pressionam os custos e exigem a evolução dos produtos e dos modelos de avaliação de risco, de forma a incentivar a adoção de estratégias de adaptação e mitigação.
Foi neste contexto que a Fidelidade criou, em 2024, o Impact Center for Climate Change (ICCC) — um centro de conhecimento dedicado a fomentar a investigação aplicada sobre os impactos das alterações climáticas, estratégias de adaptação e mitigação, e a sua integração na gestão do risco, nos produtos e na estratégia do setor segurador.
“O ICCC nasceu da vontade de transformar conhecimento científico em ação climática”, afirma Rui Esteves, Diretor Geral Técnico Não Vida e Vida Risco. “Queremos que o conhecimento tenha consequências práticas, que sirva para agir e preparar o futuro”, afirma.
Inicialmente a ideia era que o ICCC fosse um centro de estudos, mas entretanto evoluiu para um centro de conhecimento multidisciplinar que combina ciência, dados, e a experiência e conhecimento do setor segurador. O objetivo é claro: compreender os riscos físicos associados às alterações climáticas, estudar o seu impacto na saúde, infraestruturas, território e outros sistemas e traduzir essa informação em instrumentos de decisão não só para o negócio segurador, como para famílias, empresas e entidades públicas.
Com este objetivo, “estamos a trabalhar em estreita colaboração com universidades, centros de investigação e entidades públicas, desde o Instituto Português do Mar e da Atmosfera à Agência Portuguesa do Ambiente ou à Proteção Civil”, explica Rui Esteves. “Desafiámos as universidades a estudar temas que cruzam o clima, o território e a gestão do risco, e lançámos bolsas de investigação para jovens cientistas em áreas tão distintas como a biologia, a geografia e a comunicação”.
A estratégia do centro assenta em duas premissas centrais: reforçar o conhecimento sobre o impacto climático e desenvolver mecanismos concretos de mitigação e adaptação. “A ciência é o ponto de partida, mas o nosso objetivo final é a ação. A investigação só tem valor se for aplicada”, sintetiza o responsável.
Queremos ajudar famílias, empresas e entidades públicas a compreenderem onde estão os maiores riscos, quais as vulnerabilidades e como investir para as reduzir.
Desta forma, e ao longo do último ano, o ICCC começou já a gerar conhecimento suscetível de ser incorporado nas decisões e na atividade da Fidelidade. “Estamos a integrar esse conhecimento em áreas de negócio como subscrição, produto e tarifação”, afirma Rui Esteves.
Uma outra vertente da aplicação prática deste conhecimento está na capacidade de prevenção e comunicação do risco. “Estamos a criar a capacidade para interagir com os clientes quando há risco de eventos extremos, como incêndios ou inundações, combinando diversos tipos de dados”, explica.
Em paralelo, a Fidelidade está a testar uma ferramenta que permite aos distribuidores recomendar seguros com base nesta informação e conhecimento. “Ainda é um piloto, mas acreditamos que é uma ferramenta que pode contribuir para aumentar o grau de proteção dos nossos clientes”, afirma.
O trabalho do ICCC tem também uma forte componente de cooperação internacional, num setor cada vez mais global na resposta ao risco climático. “Participamos em grupos de trabalho internacionais que estão a definir as estratégias do setor segurador perante as alterações climáticas”, sublinha Rui Esteves. Este envolvimento posiciona a Fidelidade como um player relevante na reflexão e na inovação sobre risco climático, com impacto não apenas nacional, mas também na forma como o mercado europeu de seguros se está a adaptar a esta nova realidade.
No entanto, o ICCC orienta a sua atividade sobretudo para a investigação sobre os riscos físicos mais críticos para Portugal, nomeadamente incêndios, vagas de calor e inundações. As análises já feitas cruzaram dados climáticos com diferentes sistemas económicos e sociais — agricultura, saúde, infraestruturas, ecossistemas — de forma a identificar vulnerabilidades e a orientar medidas de adaptação. “Fizemos uma análise que cruzou riscos e sistemas, e que nos permitiu definir as nossas prioridades de investigação”, explica Rui Esteves. O objetivo, acrescenta, é gerar informação útil para a tomada de decisão no presente — tanto no setor privado como público. “Queremos ajudar famílias, empresas e entidades públicas a compreenderem onde estão os maiores riscos, quais as vulnerabilidades e como investir para as reduzir”, diz o diretor do ICCC.
Um ano após a sua criação, o ICCC afirma-se como uma peça estratégica no reforço da resiliência climática da Fidelidade e do país. Ao unir ciência, dados e experiência seguradora, o centro demonstra que compreender o risco climático é apenas o primeiro passo: o verdadeiro valor surge quando esse conhecimento se traduz em prevenção, adaptação e proteção efetiva.
Num contexto em que os impactos físicos do clima são crescentes, o ICCC representa uma visão de longo prazo — preparar hoje as famílias, empresas e instituições para enfrentarem os riscos de amanhã.