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Migdalo

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Migdalo

Em Ferreira do Alentejo, a Migdalo transformou a produção de amêndoa num projeto agrícola altamente tecnológico, orientado para a exportação e para mercados globais exigentes.

No coração do Alentejo, onde a paisagem se estende em linhas de horizonte amplas e o ritmo da natureza continua a marcar o tempo, a agricultura portuguesa está a reinventar-se. A Migdalo é um dos exemplos mais claros dessa transformação. A partir de Ferreira do Alentejo, a empresa desenvolveu um modelo agrícola moderno, tecnológico e altamente orientado para a exportação, pondo a amêndoa portuguesa nos mercados internacionais.

Fundada com um posicionamento inicialmente focado no mercado nacional, a Migdalo evoluiu rapidamente para um projeto de escala global, acompanhando o crescimento da produção e a procura internacional por produtos de qualidade certificada. Hoje, a empresa integra uma cadeia de valor que vai da produção agrícola ao processamento industrial, garantindo controlo, consistência e competitividade.

Este percurso é retratado num dos episódios da série “De Portugal para o Mundo”, conduzida por Diana Pereira, que acompanha empresas portuguesas com ambição internacional. No episódio, a conversa com Miguel Matos Chaves, CEO da Migdalo, revela como uma produção agrícola local se transformou numa operação exportadora com presença em dezenas de mercados.


Migdalo

Um projeto que cresceu para fora

A história da Migdalo começa com uma ambição local, mas rapidamente ganhou dimensão internacional. O crescimento da produção obrigou a empresa a olhar para fora e a estruturar uma estratégia de exportação.

“O projeto Migdalo começou como um projeto a uma escala local e focado no mercado nacional. Com o crescimento da produção, o projeto teve de crescer, virar-se para fora.” Esse momento marcou uma mudança estrutural no posicionamento da empresa.

“Começámos a pensar na parte toda da exportação. E há 10 anos ninguém pensava que o setor em Portugal pudesse crescer tanto.”

Hoje, essa aposta traduz-se em números expressivos. “A exportação, atualmente, representa 95% do que a Migdalo produz. No total, são mais de 40 países para os quais exportamos.” A empresa afirma-se assim como um dos exemplos mais claros da nova agricultura portuguesa, orientada para mercados globais.

Há 10 anos, ninguém pensava que o setor em Portugal pudesse crescer tanto.
Miguel Matos Chaves, CEO da Migdalo

O início de tudo está no campo

Apesar da dimensão industrial e da presença internacional, tudo começa no campo. A produção de amêndoa segue um ciclo agrícola rigoroso, em que cada fase influencia diretamente a qualidade final do produto.

Na visita ao amendoal, em plena altura de floração, Miguel Matos Chaves explica-nos o processo a partir desta etapa, a etapa zero. “No fundo isto é o início de tudo, é um novo ciclo que está a começar com a floração.” O processo acompanha o ritmo natural das estações. “A seguir à floração começa o fruto pequenino a desenvolver-se, que se irá desenvolver até ao verão, durante o verão amadurece e no final do verão fazemos a colheita.”

Este ciclo exige conhecimento técnico, planeamento e capacidade de adaptação às condições naturais.

    Agricultura de precisão e tecnologia

    A agricultura desenvolvida pela Migdalo está longe dos modelos tradicionais. Trata-se de um sistema altamente tecnológico e monitorizado, no qual cada variável é controlada para garantir produtividade e qualidade. “Hoje em dia é um processo, um modelo produtivo que é altamente tecnológico, profissionalizado.”

    As plantações são acompanhadas de forma contínua. “Estas áreas que estamos aqui a ver estão constantemente a ser monitorizadas a todos os níveis, em termos de água, de hídricos, de nutrição, de sanidade.”

    Esta abordagem permite antecipar problemas, otimizar recursos e garantir consistência na produção.

      Qualidade que começa no ecossistema

      Para a Migdalo, a qualidade não se constrói apenas na fábrica. Começa no campo e depende de uma visão integrada do ecossistema agrícola. “A qualidade do produto final da amêndoa começa aqui, na produção, na parte agrícola, no campo.”

      Mas essa qualidade vai além da árvore. “Não é só olhar para as árvores, mas é olhar para tudo como um sistema complexo.”

      A empresa trabalha o solo, a fauna e a flora auxiliar como parte de um todo. “Olhamos para o solo, olhamos para a fauna e flora auxiliares, que estão neste amendoal, e trabalhamos nessas vertentes todas para que cada vez mais tenhamos todo o ecossistema forte.”

      O objetivo é criar condições que permitam árvores mais saudáveis e, consequentemente, um produto final de maior qualidade.

      Olhamos para o solo, olhamos para a fauna e flora auxiliares, que estão neste amendoal, e trabalhamos nessas vertentes todas para que cada vez mais tenhamos todo o ecossistema forte.
      Miguel Matos Chaves, CEO da Migdalo

      Da produção à transformação

      Depois da colheita, a amêndoa segue para a unidade industrial, onde continua o processo de valorização. Na fábrica, a matéria-prima é transformada em diferentes formatos e produtos, adaptados às necessidades dos mercados internacionais. “O que produzimos aqui é o miolo de amêndoa natural e isto é exportado assim para o mundo inteiro e é um produto premium com um elevado valor nutricional.”

      A integração no grupo Manole permitiu ampliar essa capacidade industrial. “O grupo Manole tem outro tipo de processamento que permite fabricar a amêndoa repelada, a farinha, os palitos, os cubos, a pasta de amêndoa.”

      Esta diversificação permite à empresa responder a diferentes segmentos e aplicações, desde a indústria alimentar à produção de bebidas vegetais.

      Migdalo

      Um produto, múltiplos mercados

      A amêndoa portuguesa ganhou espaço nos mercados internacionais graças à sua qualidade, rastreabilidade e versatilidade.

      Os clientes da Migdalo utilizam o produto como matéria-prima para diferentes aplicações, criando uma cadeia de valor global. Na visita à fábrica, o CEO mostra alguns dos produtos que nascem da amêndoa portuguesa, como o famoso torrão espanhol. “São produtos de alguns dos nossos clientes que nos compram o miolo de amêndoa em vários formatos para depois então criar uma gama de produtos à base de amêndoa.”

      Este posicionamento permite à empresa integrar-se em cadeias industriais internacionais e reforçar a presença portuguesa em diferentes setores.

        Logística e transporte como elo crítico

        Num negócio altamente orientado para a exportação, a logística assume um papel determinante. Garantir que o produto chega ao destino com qualidade é essencial para manter a confiança dos clientes.

        O transporte torna-se assim parte integrante da cadeia de valor. Durante o episódio, esta dimensão é também ilustrada através da mobilidade associada ao novo Volkswagen T-Roc, que acompanha o percurso entre campo e fábrica, muitas vezes por estradas secundárias, em que a estabilidade e os sistemas de apoio à condução são essenciais.


          Crescimento e ambição internacional

          Apesar da forte presença internacional, a Migdalo continua a olhar para o futuro com ambição. “Tem sido uma aventura, tem sido um processo muito interessante.” O crescimento da empresa está longe de terminado. A expansão para novos mercados e a consolidação dos atuais continuam a ser prioridades estratégicas.

          O objetivo é claro: reforçar a presença internacional e continuar a posicionar a amêndoa portuguesa como produto de referência.


            “De Portugal para o Mundo”: mais do que uma série

            A história da Migdalo integra a série “De Portugal para o Mundo”, que percorre diferentes regiões e setores para mostrar empresas que representam o melhor da economia portuguesa.

            Ao longo dos episódios, o projeto constrói um retrato do país produtivo, destacando empresas que inovam, exportam e competem em mercados globais.


            Migdalo

            Produzir em Portugal para competir globalmente

            Tal como o Volkswagen T-Roc – produzido em Portugal e exportado para vários mercados –, também a Migdalo representa uma nova geração de empresas que nascem no território nacional, mas pensam à escala global.

            A agricultura portuguesa está a tornar-se mais tecnológica, mais eficiente e mais orientada para valor acrescentado, reforçando a sua competitividade internacional.

            A Migdalo demonstra que é possível transformar tradição agrícola em inovação e exportação, contribuindo para um país que produz, cresce e se afirma além-fronteiras.

            Porque quando Portugal investe na qualidade, na tecnologia e na ambição, o mundo responde.