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Cartuxa

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Cartuxa

Na Adega Cartuxa, em Évora, a Fundação Eugénio de Almeida produz vinhos que representam o Alentejo e Portugal em mercados internacionais exigentes. Uma história na qual território, conhecimento e ambição global caminham lado a lado.

Há marcas que se tornam sinónimo de um território. No caso da Cartuxa, esse território é o Alentejo, mas também é Portugal. Produzidos pela Fundação Eugénio de Almeida, os vinhos da Adega Cartuxa são hoje uma referência incontornável da vitivinicultura portuguesa e um exemplo de como tradição, inovação e visão estratégica podem transformar um produto local numa presença internacional consolidada.

Fundada em Évora, a Fundação Eugénio de Almeida desenvolveu ao longo das últimas décadas um projeto vitivinícola que alia conhecimento agrícola, investigação enológica e valorização do território. No Monte dos Pinheiros, a Adega Cartuxa mostra um dos centros desta atividade, onde nascem vinhos reconhecidos dentro e fora de portas, como o Cartuxa, o EA, o Scala Coeli ou o emblemático Pêra-Manca.

Foi neste cenário que decorreu um dos episódios da série “De Portugal para o Mundo”, conduzida por Diana Pereira. O episódio acompanha o dia a dia da Adega Cartuxa e conversa com Pedro Baptista, engenheiro e enólogo da Adega da Cartuxa, responsável ligado à produção e à identidade dos vinhos da Fundação Eugénio de Almeida, mostrando como um produto profundamente ligado ao território se pode tornar um embaixador global.


Cartuxa

Uma história que começa na terra

A história da Cartuxa está profundamente ligada à missão da Fundação Eugénio de Almeida, instituição criada em 1963 com objetivos de desenvolvimento cultural, educativo e social na região de Évora. A atividade agrícola e vitivinícola surge como parte dessa visão, procurando valorizar o território alentejano e promover práticas de produção sustentáveis e consistentes.

Ao longo das décadas, a Adega Cartuxa consolidou uma abordagem baseada no respeito pelo terroir – a combinação única de solo, clima, castas e práticas agrícolas que definem o caráter de um vinho.

Neste episódio da série, Pedro Baptista explica que é precisamente esse equilíbrio entre natureza e conhecimento que define o trabalho da casa.

“O terroir, e tudo aquilo que ele encerra, é a nossa base de produção. É aquilo que dá a identidade aos nossos vinhos, porque temos uma abordagem de produção muito respeitadora daquilo que são as uvas, as castas que aqui plantamos, neste contexto de solos e de clima na denominação de origem Évora no Alentejo.”

A ligação à terra continua a ser o ponto de partida. Mas, numa indústria cada vez mais exigente e globalizada, tradição por si só já não basta.

    Inovar para respeitar o território

    Se o terroir é a base da identidade dos vinhos da Cartuxa, a inovação tem sido essencial para garantir consistência, qualidade e competitividade ao longo do tempo.

    A Fundação Eugénio de Almeida investe há décadas em investigação enológica e tecnológica, procurando compreender melhor o comportamento das castas, as condições de vinificação e os processos de estágio.

    Pedro Baptista recorda que a evolução do conhecimento científico e técnico transformou profundamente a forma como se produz vinho.

    “A inovação é algo a que a Fundação esteve sempre ligada. Na Adega Cartuxa, sempre se investigou e investiu bastante em inovar. Há 50 anos falava-se em cada década de uma ou duas vindimas muito boas e hoje temos o contrário.”

    Hoje, explica, o setor beneficia de uma capacidade técnica muito maior para interpretar o comportamento da vinha e intervir com precisão.

    “Atualmente, temos uma ou duas vindimas um pouco menos boas. Toda a forma como o conhecimento tem evoluído e o impacto da procura por inovação neste sentido têm permitido ao setor e à Adega Cartuxa em particular fazer esse caminho e hoje garantimos ao consumidor colheitas melhores e em mais anos consecutivos.”

    O resultado é uma produção mais estável e previsível, capaz de responder às exigências dos mercados internacionais sem perder identidade.

      Da adega ao mundo

      A Adega Cartuxa é um espaço onde tradição e tecnologia convivem diariamente. No episódio da série, mostramos um pouco do processo de produção, com o percurso a começar na área de estágio em madeira, uma fase essencial na produção dos vinhos de gama superior.

      “Proponho-lhe vermos uma fase muito importante do processo de produção dos vinhos, sobretudo dos vinhos de gamas mais altas, que é o estágio em madeira”, explica Pedro Baptista durante a visita.

      O vinho repousa durante cerca de um ano em grandes depósitos de madeira – os balseiros – antes de seguir para o lote final e posterior engarrafamento.

      A fase final do processo produtivo acontece precisamente na linha de enchimento, em que cada garrafa é preparada para iniciar a sua viagem internacional.

      “Vamos ver também o engarrafamento, que é sempre uma fase muito crítica na produção dos vinhos, porque na verdade é o último contacto que temos com o vinho antes de o passar ao consumidor, ao apreciador.”

      É neste momento que o vinho deixa a adega para entrar nos mercados globais.


        O vinho Cartuxa é um vinho com taninos muito suaves na boca e que traz consigo essa característica do Alentejo que facilmente reconhecemos e que também facilmente agrada a quem o consome.
        Pedro Baptista, engenheiro e enólogo da Adega da Cartuxa

        Cartuxa

        Cartuxa: um vinho que representa Portugal

        Entre os vários vinhos produzidos pela Adega Cartuxa, o Cartuxa Tinto é um dos mais emblemáticos. No episódio, é precisamente este vinho – a colheita de 2022 – que é apresentado como exemplo da identidade da casa.

        “Escolhi o Cartuxa Colheita 2022, a última colheita do Cartuxa Tinto, porque é a marca que melhor representa, no nosso sentir, o que são os vinhos da Fundação Eugénio de Almeida.”

        A descrição que Pedro Baptista faz do vinho traduz também a filosofia da adega.

        “O vinho Cartuxa é um vinho simples, simples na sua abordagem, pela fruta, pela suavidade, pela delicadeza, e um vinho com taninos muito suaves na boca e que traz consigo essa característica do Alentejo que facilmente reconhecemos e que também facilmente agrada a quem o consome.”

        Este perfil sensorial – equilibrado, elegante e acessível – ajuda a explicar porque os vinhos da Cartuxa conquistaram apreciadores em diferentes mercados.

          Exportar identidade

          Hoje, os vinhos da Cartuxa estão presentes em vários países e continuam a afirmar-se como uma das marcas portuguesas mais reconhecidas no panorama internacional do vinho.

          Para a equipa da Adega Cartuxa, essa presença internacional é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade.

          “Sentimos exatamente dessa forma, como uma enorme responsabilidade quando uma garrafa de vinho da Adega Cartuxa vai por esse mundo fora.”

          Cada garrafa transporta não apenas a marca da adega, mas também a identidade de uma região e de um país.

          É esse o compromisso que nós temos cada dia aqui, a trabalhar nas vinhas, na adega, para que não só a adega fique naturalmente bem vista e reconhecida no panorama internacional, mas sobretudo que transporte a bandeira portuguesa com muita honra.
          Pedro Baptista, engenheiro e enólogo da Adega da Cartuxa

            “Naturalmente sentimos esse peso do que significa representar não só os vinhos desta adega, mas também os vinhos do Alentejo e os vinhos de Portugal em geral.”

            A ambição é clara: garantir que cada vinho continue a afirmar Portugal nos mercados globais.

            “É esse o compromisso que nós temos cada dia aqui, a trabalhar nas vinhas, na adega, para que não só a adega fique naturalmente bem vista e reconhecida no panorama internacional, mas sobretudo que transporte a bandeira portuguesa com muita honra.”


              Cultura, experiência e território

              A ligação da Fundação Eugénio de Almeida ao território vai além da produção de vinho. A instituição promove também iniciativas culturais que reforçam a relação entre património, cultura e experiência.

              Um exemplo é o festival EA Live, que tem vindo a afirmar-se como um dos eventos musicais mais reconhecidos da região. Esta dimensão cultural surge como parte da experiência mais ampla que envolve a visita à adega e ao território.

              “Há territórios que vivem com todos os sentidos”, diz Diana Pereira no final da visita. “Aqui sente-se na cultura, na paisagem e nas experiências que se criam.”

              A viagem torna-se assim parte da experiência.

              Cartuxa

              “De Portugal para o Mundo”: mais do que uma série

              A história da Cartuxa integra a série “De Portugal para o Mundo”, que percorre diferentes regiões e setores à procura de empresas que representam o melhor da economia portuguesa.

              De fábricas industriais a projetos de biotecnologia, passando pela agricultura e pela indústria têxtil, a série constrói um retrato do país produtivo – aquele que investe, exporta e compete em mercados globais.

              Ao pôr estas empresas no centro da narrativa, o projeto mostra que inovação, tradição e ambição internacional podem coexistir.

                Produzir em Portugal para chegar ao mundo

                A Cartuxa é um exemplo claro de como produtos profundamente ligados ao território podem conquistar reconhecimento internacional.

                Tal como acontece com o Volkswagen T-Roc – produzido em Portugal e exportado para vários mercados –, também estes vinhos nascem num lugar específico, mas são pensados para um público global.

                Histórias como a da Cartuxa e do T-Roc representam um país que produz e um mundo que reconhece. São histórias feitas de visão, resiliência e identidade que levam o nome de Portugal cada vez mais longe.

                E quando Portugal se move, o mundo aproxima-se.