{"id":1309,"date":"2022-05-25T20:03:03","date_gmt":"2022-05-25T20:03:03","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/?p=1309"},"modified":"2022-05-25T20:40:28","modified_gmt":"2022-05-25T20:40:28","slug":"estes-sao-tempos-desafiantes-mas-tambem-estimulantes-para-a-industria-energetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/transicao-energetica\/estes-sao-tempos-desafiantes-mas-tambem-estimulantes-para-a-industria-energetica\/","title":{"rendered":"\u201cEstes s\u00e3o tempos desafiantes, mas tamb\u00e9m estimulantes para a ind\u00fastria energ\u00e9tica\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>A descarboniza\u00e7\u00e3o da economia \u00e9 um processo que sociedade e empresas est\u00e3o a realizar para reduzir o impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Mudar para uma nova matriz de consumo energ\u00e9tico, assente em energias limpas, obriga a mudan\u00e7as profundas na forma como produzimos e consumimos energia. As empresas energ\u00e9ticas v\u00e3o conseguir fazer a transi\u00e7\u00e3o? Estamos preparados? O CEO da Galp, Andy Brown, conta o que est\u00e3o a fazer neste dom\u00ednio e deixa alguns alertas para aqueles que querem acelerar o processo sem garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica de que o pa\u00eds precisa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Galp, tal como outras companhias de petr\u00f3leo e g\u00e1s, quer fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e reduzir a componente f\u00f3ssil. Como \u00e9 que esta meta est\u00e1 a correr?<br><\/strong>Temos avan\u00e7ado muito rapidamente em todas as nossas \u00e1reas de neg\u00f3cio. Na energia solar, somos hoje o segundo maior produtor na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, com mais de 1 GW de capacidade em funcionamento, e ainda este m\u00eas, duplic\u00e1mos a nossa carteira de projetos em desenvolvimento com uma importante aquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Estamos a construir uma unidade de convers\u00e3o de l\u00edtio em Set\u00fabal com a Northvolt, o principal produtor europeu de baterias. Acab\u00e1mos de decidir construir um eletrolisador de pequena escala que nos permitir\u00e1 produzir as nossas primeiras mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio verde em Sines, e queremos come\u00e7ar at\u00e9 ao in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano dois projetos de 100 MW \u00e0 escala industrial. Estes s\u00e3o tempos desafiantes, mas tamb\u00e9m estimulantes para a ind\u00fastria energ\u00e9tica. No nosso neg\u00f3cio tradicional de mobilidade, as coisas est\u00e3o realmente a acelerar. Em 2010, o ano em que abrimos o nosso primeiro ponto de carregamento, foram vendidos apenas 18 carros el\u00e9tricos em Portugal. Este ano, at\u00e9 ao final de abril, foram vendidos quase 10 mil, mais 35% do que no ano anterior. E a Galp est\u00e1 a liderar essa mudan\u00e7a: no final de 2021, t\u00ednhamos 1000 pontos de carregamento em funcionamento e este ano vamos duplicar esse n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A transi\u00e7\u00e3o envolve custos elevados e grandes investimentos, mas tamb\u00e9m riscos. Quais s\u00e3o os principais riscos envolvidos nesta transforma\u00e7\u00e3o?<br><\/strong>O maior risco \u00e9 n\u00e3o fazermos nada. O mundo est\u00e1 a mudar t\u00e3o rapidamente que mais do que responder a essa mudan\u00e7a, temos de a liderar, proporcionando aos nossos clientes solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas competitivas e sustent\u00e1veis. Temos de assegurar que esta ampla transforma\u00e7\u00e3o do sistema energ\u00e9tico seja, de facto, uma transi\u00e7\u00e3o, na qual as empresas possam desenvolver os seus planos de neg\u00f3cios a longo prazo com alguma previsibilidade. Se quisermos ter uma transi\u00e7\u00e3o adequada \u2013 em vez de uma rutura \u2013, precisaremos de um aprovisionamento fi\u00e1vel de fontes de energia tradicionais, nomeadamente de g\u00e1s natural, mas tamb\u00e9m de petr\u00f3leo. E temos de continuar a investir nessas fontes at\u00e9 dispormos de energia renov\u00e1vel que garanta a nossa seguran\u00e7a energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra na Ucr\u00e2nia alterou a urg\u00eancia da discuss\u00e3o sobre a transi\u00e7\u00e3o e a independ\u00eancia energ\u00e9tica. Ser\u00e1 que o problema se tornou mais claro?<br><\/strong>Tornou-se muito mais \u00f3bvio que temos de reduzir a nossa depend\u00eancia face a fornecedores de energia inst\u00e1veis como a R\u00fassia. \u00c9 tamb\u00e9m claro que precisamos de aumentar a produ\u00e7\u00e3o da nossa energia a partir de fontes locais, como o vento e o sol. Temos ainda de garantir que a energia de que dependemos hoje continua a estar dispon\u00edvel e a ser acess\u00edvel aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Houve alguma mudan\u00e7a na estrat\u00e9gia que estava a ser seguida? Os investimentos planeados est\u00e3o a ser repensados \u00e0 luz da guerra?<br><\/strong>N\u00e3o, de forma alguma. A \u00fanica decis\u00e3o estrat\u00e9gica que tom\u00e1mos devido \u00e0 guerra foi a de deixar de comprar produtos petrol\u00edferos \u00e0 R\u00fassia. Quando os nossos valores fundamentais est\u00e3o em jogo, temos de os defender, e foi isso que fizemos. Intensific\u00e1mos tamb\u00e9m os esfor\u00e7os para ajudar os mais necessitados, apoiando os refugiados e aumentando os descontos aos nossos clientes.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h2 class=\"uk-h3 uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">A \u00fanica decis\u00e3o estrat\u00e9gica que tom\u00e1mos devido \u00e0 guerra foi a de deixar de comprar produtos petrol\u00edferos \u00e0 R\u00fassia.<\/h2><footer><cite>Andy Brown, CEO da Galp<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Do ponto de vista do consumidor, \u00e9 importante ter uma oferta de produto \u201cmais verde\u201d?<br><\/strong>Esta \u00e9 uma mudan\u00e7a em que todos temos de fazer a nossa parte. Como empresa de energia, temos de fornecer os meios para que a sociedade fa\u00e7a essa transi\u00e7\u00e3o. Mas s\u00f3 seremos bem-sucedidos se os consumidores estiverem dispostos a adotar os novos produtos e fontes de energia. Tem de existir um mercado. Os consumidores devem ser informados e incentivados a adotar comportamentos respons\u00e1veis, mas as alternativas t\u00eam de ser acess\u00edveis. Isso exige, por vezes, legisla\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o para acelerar a mudan\u00e7a. Um exemplo \u2013 o hidrog\u00e9nio verde \u00e9 mais caro do que o g\u00e1s natural. Temos de garantir que se torna competitivo, incorporando o custo das emiss\u00f5es nas alternativas concorrentes. Isso requer a\u00e7\u00e3o por parte dos poderes p\u00fablicos. A velocidade da mudan\u00e7a depender\u00e1 da capacidade dos governos europeus para trabalharem com a ind\u00fastria em parcerias estrat\u00e9gicas, de modo a criarem quadros regulamentares e de licenciamento equilibrados para que todas estas mudan\u00e7as possam acontecer mais rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chegar\u00e1 o dia em que a Galp ser\u00e1 uma empresa \u201cpara al\u00e9m do petr\u00f3leo\u201d?<br><\/strong>Na realidade, a Galp j\u00e1 \u00e9 hoje muito mais do que petr\u00f3leo. Embora a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s ainda assegure a maior parte dos nossos resultados, representa menos de metade dos nossos investimentos, \u00e0 medida que constru\u00edmos uma carteira de neg\u00f3cios sustent\u00e1veis que impulsione o nosso crescimento a partir dos anos 2030, substituindo progressivamente os combust\u00edveis f\u00f3sseis: energias renov\u00e1veis, hidrog\u00e9nio verde, transforma\u00e7\u00e3o de l\u00edtio para baterias, combust\u00edveis de baixo carbono, mobilidade el\u00e9trica, convers\u00e3o de frotas empresariais e urbanas, mas tamb\u00e9m de produ\u00e7\u00e3o descentralizada de energia solar para autoconsumo. At\u00e9 2050, ambicionamos ter emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub> neutras. Nessa altura, por defini\u00e7\u00e3o, estaremos \u201cpara al\u00e9m do petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A crescente tend\u00eancia para a eletrifica\u00e7\u00e3o exige a produ\u00e7\u00e3o de baterias de l\u00edtio, o que tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial para o ambiente. Como se pode resolver este equil\u00edbrio?<br><\/strong>Equil\u00edbrio \u00e9, realmente, a palavra-chave. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es milagrosas para a equa\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, mas simplesmente n\u00e3o podemos continuar a fingir que as a\u00e7\u00f5es que tomamos hoje n\u00e3o t\u00eam custos no futuro. As consequ\u00eancias de continuarmos a queimar combust\u00edveis f\u00f3sseis est\u00e3o sobre n\u00f3s. Precisamos de desenvolver alternativas de forma sustent\u00e1vel. \u00c9 isso que pretendemos atingir em cada uma das etapas da cadeia de valor do l\u00edtio que estamos a montar com a Northvolt, e com a f\u00e1brica de convers\u00e3o de Set\u00fabal, que ser\u00e1 uma das maiores e mais sustent\u00e1veis da Europa. O sistema energ\u00e9tico suportado nos combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 prejudicial para o clima. A pegada do novo sistema energ\u00e9tico n\u00e3o ser\u00e1 igual a zero, exigir\u00e1 a gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel a partir do vento e do sol e tamb\u00e9m a extra\u00e7\u00e3o e processamento de mat\u00e9rias-primas para o fabrico dos componentes necess\u00e1rios para o novo sistema energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em termos de investimento, o que implica ser \u201cmais verde\u201d? Onde \u00e9 que se investe?<br><\/strong>A Galp tem a ambi\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7ar neutralidade carb\u00f3nica at\u00e9 2050 e uma redu\u00e7\u00e3o global de 40% nas nossas emiss\u00f5es at\u00e9 2030. Todos os projetos que contribuem para estes objetivos, e dos quais j\u00e1 fal\u00e1mos, s\u00e3o investimentos verdes, porque estas metas s\u00e3o o resultado agregado dos projetos concretos que temos em desenvolvimento. Temos muitos desafios pela frente \u2013 e igual n\u00famero de oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A mudan\u00e7a no paradigma empresarial obrigar\u00e1 a Galp a continuar a investir em Portugal e no estrangeiro. Como \u00e9 que se divide esse investimento?<br><\/strong>A energia \u00e9 uma das ind\u00fastrias mais globais do mundo e os nossos neg\u00f3cios mostram isso claramente \u2013 a maior parte dos nossos resultados vem do Brasil, estamos tamb\u00e9m presentes em muitos pa\u00edses africanos e a maior parte dos nossos neg\u00f3cios de refina\u00e7\u00e3o e retalho est\u00e1 na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. A nossa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um esfor\u00e7o global. Grande parte do nosso crescimento em energias renov\u00e1veis vir\u00e1 de Espanha e do Brasil, mas tamb\u00e9m temos um gigantesco e muito promissor projeto de GNL em Mo\u00e7ambique. Iremos investir consideravelmente em hidrog\u00e9nio verde na nossa base industrial em Sines, e pode fazer sentido replicar isso noutras geografias onde tamb\u00e9m temos uma forte capacidade de energia renov\u00e1vel, como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que o mercado v\u00ea esta transi\u00e7\u00e3o?<br><\/strong>Estamos num momento de transi\u00e7\u00e3o em que muitos investidores est\u00e3o apreensivos com o retorno dos investimentos em energias renov\u00e1veis, mas outros est\u00e3o preocupados com a sustentabilidade do investimento em projetos tradicionais de petr\u00f3leo e g\u00e1s. \u00c9 nossa responsabilidade provar que podemos construir um neg\u00f3cio sustent\u00e1vel que traga crescimento rent\u00e1vel aos acionistas, respondendo simultaneamente \u00e0s necessidades da sociedade. Creio que a Galp tem feito um bom trabalho na constru\u00e7\u00e3o de um caso equilibrado para responder a ambas estas perspetivas.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h2 class=\"uk-h3 uk-margin-top uk-margin-small-bottom\"> O conhecimento e a literacia energ\u00e9tica s\u00e3o pilares essenciais da Galp Electric Summit.<\/h2><footer><cite>Andy Brown, CEO da Galp<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 a Electric Summit? Quais s\u00e3o os objetivos desta iniciativa?<br><\/strong>A Electric Summit pretende ser o local para pensar e discutir a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e a mobilidade sustent\u00e1vel em Portugal, com especialistas em sustentabilidade, tecnologia e engenharia, gestores e decisores. Inclui tamb\u00e9m um <em>roadshow<\/em> por v\u00e1rios munic\u00edpios portugueses. Queremos envolver empresas, governantes, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e, sobretudo, os cidad\u00e3os neste di\u00e1logo sobre como construir um futuro descarbonizado e mais eficiente em termos energ\u00e9ticos. O conhecimento e a literacia energ\u00e9tica s\u00e3o pilares essenciais da Galp Electric Summit. Esta \u00e9 a \u00fanica forma de avan\u00e7armos para um paradigma energ\u00e9tico mais inclusivo. Queremos estar perto das pessoas e mostrar-lhes o que n\u00f3s, como empresa energ\u00e9tica, estamos a fazer para regenerar o seu futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andy Brown, CEO da Galp, explica o que est\u00e1 a ser feito na descarboniza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3-cio, na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e o que est\u00e1 em causa neste processo.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":1318,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[367],"tags":[388,5,355,200,379],"class_list":["post-1309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transicao-energetica","tag-andy-brown","tag-electric-summit","tag-energias-renovaveis","tag-galp","tag-transicao-energetica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1309"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1324,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1309\/revisions\/1324"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}