{"id":866,"date":"2021-11-19T18:02:41","date_gmt":"2021-11-19T18:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/?p=866"},"modified":"2023-04-16T14:58:44","modified_gmt":"2023-04-16T13:58:44","slug":"grande-parte-dos-problemas-de-visao-e-diagnosticada-nos-rastreios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/vida-saudavel\/grande-parte-dos-problemas-de-visao-e-diagnosticada-nos-rastreios\/","title":{"rendered":"\u201cGrande parte dos problemas de vis\u00e3o \u00e9 diagnosticada nos rastreios\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Susana Teixeira, oftalmologista pedi\u00e1trica do Hospital Cruz Vermelha, entidade parceira da Associa\u00e7\u00e3o Montepio<\/p>\n\n\n<div class=\"uk-inline\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/58\/2021\/11\/foto-logoHCV.jpg\" alt=\"\u201cGrande parte dos problemas de vis\u00e3o \u00e9 diagnosticada nos rastreios\u201d | Espa\u00e7o M365\" loading=\"lazy\" \/><\/div><p class=\"uk-hidden@s uk-text-small uk-text-muted uk-margin-small-top uk-margin-medium-bottom uk-text-left\"><\/p>\n\n\n\n<p>Se ainda n\u00e3o levou as suas crian\u00e7as a fazer um rastreio, est\u00e1 na hora de o fazer. S\u00f3 assim se conseguem verificar dificuldades que podem influenciar o desenvolvimento das crian\u00e7as e jovens. A oftalmologista pedi\u00e1trica Susana Teixeira explica em que situa\u00e7\u00f5es se devem realizar os rastreios, quais os sinais a que devemos estar atentos e as consequ\u00eancias das patologias n\u00e3o diagnosticadas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando deve ser feita a primeira visita ao oftalmologista?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nas crian\u00e7as, o primeiro rastreio oftalmol\u00f3gico deve ser realizado por volta dos tr\u00eas anos de idade, sem nunca esquecer que o primeiro rastreio \u00e9 feito pelo pediatra, ainda na maternidade e logo ap\u00f3s o nascimento, em que se pesquisa o reflexo vermelho do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>De quanto em quanto tempo \u00e9 aconselh\u00e1vel fazer um rastreio \u00e0 vis\u00e3o das crian\u00e7as?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 aconselh\u00e1vel realizar um rastreio com um ano de idade, com tr\u00eas e, depois, com cinco\/seis anos, antes de entrar na escola. A partir do momento em que entram na escola prim\u00e1ria, as crian\u00e7as j\u00e1 se sabem queixar e os pais e os professores j\u00e1 d\u00e3o mais facilmente conta de pequenas dificuldades, pelo que a consulta dever\u00e1 ser marcada caso haja alguma queixa. Ao realizar uma consulta oftalmol\u00f3gica no in\u00edcio do ano letivo est\u00e3o a evitar-se problemas durante o ano.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O mesmo se aplica aos jovens que se encontram em fase escolar?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Dever\u00e3o ser avaliados sempre que haja queixas. O rastreio \u00e9 uma consulta para pesquisa de altera\u00e7\u00f5es. As crian\u00e7as com patologias j\u00e1 diagnosticadas devem fazer a vigil\u00e2ncia segundo o que o oftalmologista aconselhe de acordo com a patologia que apresentem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00c9 frequente haver problemas diagnosticados nos rastreios de rotina?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. Grande parte dos erros refrativos nas crian\u00e7as pequenas \u00e9 diagnosticada nos rastreios, uma vez que as crian\u00e7as ainda n\u00e3o se queixam.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Em m\u00e9dia, quantas crian\u00e7as fazem em Portugal uma an\u00e1lise regular \u00e0 vis\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 implantado em Portugal um rastreio oftalmol\u00f3gico nacional, pelo que todas as crian\u00e7as s\u00e3o rastreadas aos dois e, posteriormente, aos quatro anos de idade. Estes rastreios s\u00e3o realizados nos centros de sa\u00fade, por enfermeiros treinados e avaliados nos hospitais por oftalmologistas pedi\u00e1tricos. Neste momento, Portugal est\u00e1 melhor do que muitos outros pa\u00edses europeus em que n\u00e3o h\u00e1 rastreios nacionais institucionalizados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>As dificuldades visuais nas crian\u00e7as, em Portugal, s\u00e3o comuns?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Felizmente, h\u00e1 cada vez uma maior percentagem de crian\u00e7as com o diagn\u00f3stico de patologias oft\u00e1lmicas detetado, cada vez mais cedo, fruto do melhor e maior acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, mais informa\u00e7\u00e3o e ao in\u00edcio do rastreio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Que tipos de anomalias visuais devem ser despistados?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nos rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as mais pequenas, devem ser despistadas opacifica\u00e7\u00f5es dos meios e leucoc\u00f3rias (reflexo branco da pupila). Em crian\u00e7as a partir de um ano de idade, devem ser pesquisados, al\u00e9m destas, os erros refrativos (hipermetropias, miopias e astigmatismos), as anisometropias (diferen\u00e7a refrativa entre os dois olhos) e o estrabismo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual o impacto de uma insufici\u00eancia visual na vida das crian\u00e7as?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma dificuldade visual pode levar a um atraso no desenvolvimento da crian\u00e7a, quer a n\u00edvel cognitivo, motor ou social. A crian\u00e7a que v\u00ea mal demora mais tempo a aprender, a andar e a correr, a descer escadas. J\u00e1 na escola, tem mais dificuldade em fazer os trabalhos, pelo que se desinteressa facilmente pela pintura ou por grafismos, com repercuss\u00e3o mais tarde na leitura. Pode tamb\u00e9m dificultar a intera\u00e7\u00e3o com os seus pares.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias de uma anomalia visual n\u00e3o diagnosticada ou tratada incorretamente?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Pode levar ao desenvolvimento de uma ambliopia, que \u00e9 basicamente a aus\u00eancia de desenvolvimento da vis\u00e3o n\u00e3o recuperada por \u00f3culos ou cirurgia. A vis\u00e3o desenvolve-se nos primeiros oito anos de vida, em que os primeiros quatro s\u00e3o mais cr\u00edticos. Se existe alguma patologia que dificulte a forma\u00e7\u00e3o n\u00edtida das imagens na retina de um ou ambos os olhos, a vis\u00e3o n\u00e3o se desenvolve e surge a chamada ambliopia. Ap\u00f3s os sete\/oito anos, esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recuper\u00e1vel. A crian\u00e7a ter\u00e1 uma baixa de vis\u00e3o de um ou eventualmente ambos os olhos para o resto da vida, com repercuss\u00e3o sobre a aprendizagem e a intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Que conselhos recomenda, tanto a pais\/encarregados como alunos?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Devem fazer o rastreio aos dois e quatro anos conforme institucionalizado a n\u00edvel nacional e um outro ao entrar na escola prim\u00e1ria. Se houver patologias oft\u00e1lmicas na fam\u00edlia, as crian\u00e7as devem ser vistas precocemente por um oftalmologista, que depois indicar\u00e1 qual a periodicidade das consultas seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o os sinais\/sintomas a que se deve estar especialmente atento?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Lacrimejo, fotofobia, reflexo esbranqui\u00e7ado da pupila, perda de equil\u00edbrio e dificuldades de medir dist\u00e2ncias e aparente d\u00e9fice de vis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Que tipo de lentes s\u00e3o recomendadas para os \u00f3culos infantis? Que caracter\u00edsticas s\u00e3o fundamentais?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As lentes das crian\u00e7as devem ser leves e finas, com boa qualidade \u00f3tica, resistentes aos riscos e com prote\u00e7\u00e3o contra os UV.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O seu filho j\u00e1 fez o rastreio visual? \u00c9 fundamental que a preven\u00e7\u00e3o da sa\u00fade ocular seja feita desde cedo, para garantir que n\u00e3o h\u00e1 problemas que afetem a aprendizagem e o desenvolvimento.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":932,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vida-saudavel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=866"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":899,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/866\/revisions\/899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/media\/932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/espaco-m365\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}