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Episódio 6

A Pérola que dá sorte

Na Gafanha da Encarnação, a Pérola da Ria é padaria, pastelaria e ponto de venda dos Jogos Santa Casa. Ângela já viu prémios mudarem vidas, nesta que é a sexta paragem de “Histórias de Quem dá Sorte”.

“Come-se bem, e não só. Ganha-se muito dinheirinho”, diz Ângela, entre risos, quando Lara Afonso lhe pergunta se ali se toma um bom pequeno-almoço. A frase resume o ambiente da padaria e pastelaria Pérola da Ria, no distrito de Aveiro, onde a vida da comunidade se cruza diariamente com os jogos e onde, entre cafés e bilhetes, também se partilham expectativas, convívio e muitas alegrias. 

Prémios que não se esquecem 

Era dia de sorteio de Euromilhões, com jackpot, quando aconteceu algo inesperado: “Eu estava a pôr o ticket na máquina e aquilo não canta, nada, diz uma mensagem.” O que parecia ser uma avaria era, afinal, um prémio de um milhão de euros no Milhão, jogo associado ao Euromilhões. Quando percebeu o que tinha acontecido, Ângela deu a notícia à cliente: “Olha, tu tens um milhão.” A reação foi imediata, entre gritos, abraços e telefonemas para a família. 

“Até eu própria não acreditei. Passados dois ou três dias é que começas a assimilar o que aconteceu”, confessa a mediadora. Além da surpresa, ficou a sensação de ter participado numa mudança de vida: “É muito gratificante para nós ver que temos a oportunidade de proporcionar uma vida melhor através de um jogo.” 

Não foi, contudo, o único prémio marcante a sair da Pérola da Ria. Ângela está na casa há 21 anos, embora só nos últimos dois tenha assumido a gerência e a função de mediadora; pelo caminho, já viu sair 77 mil euros a um cliente e 50 mil euros a outro. “Saem muitos prémios bons aqui”, garante, e nas raspadinhas “saem imensos prémios”. O resultado? “As pessoas ficam felizes, e isso passa para nós.” 

Anos de contacto com a clientela também lhe ensinaram a reconhecer aquilo que está por detrás de muitos sonhos: “É comprar casa, comprar carro, proporcionar uma vida melhor aos filhos.” São desejos concretos que também dão sentido a quem está do outro lado do balcão a “ajudar para que isso aconteça, e é muito bom”

O prémio de um milhão de euros acabou por trazer novos jogadores à Pérola da Ria: “Vêm pessoas de outros sítios jogar aqui, não são só as pessoas da Gafanha”, para tentar a sorte que ali parece ter-se instalado. 

Uma casa ligada à comunidade 

Ao longo de duas décadas, Ângela acompanhou de perto a vida da Gafanha da Encarnação, e a Pérola da Ria foi-se tornando parte das histórias de quem ali vive e passa. Essa proximidade dá outro propósito ao seu trabalho: “É muito bom estar deste lado, e isto torna-se também um divertimento, um jogo, para nós, porque as pessoas jogam, ganham, ficam felizes.” Quando os prémios são grandes, “a felicidade é geral. É muito gratificante como pessoa e como mediadora”

Esta ligação estende-se para lá dos Jogos Santa Casa. A Pérola da Ria mantém a atividade de padaria e pastelaria, disponibilizando ainda excedentes alimentares através da aplicação Too Good To Go, uma iniciativa que ajuda a combater o desperdício e a levar produtos frescos a quem vive por perto. 

As histórias por detrás dos jogos 

A Pérola da Ria integra a rede de mais de 5.000 pontos de venda dos Jogos Santa Casa espalhados pelo País, e Ângela é o sexto rosto de “Histórias de Quem dá Sorte”, uma iniciativa da Medialivre em parceria com os Jogos Santa Casa que, ao longo de vinte semanas, percorre o País para dar a conhecer 20 mediadores e os percursos das casas onde trabalham. 

Em 2025, os apostadores pagaram aos mediadores dos Jogos Santa Casa um total de 250,2 milhões de euros em remunerações, um suporte fundamental para milhares de pequenos negócios como a Pérola da Ria, que ajuda a sustentar mais de 20 mil postos de trabalho por todo o País. 

Em cada uma destas lojas, os jogos cruzam-se diariamente com a vida de quem os procura, entre pequenas rotinas e grandes momentos. É nessa relação próxima que o trabalho de quem está deste lado ganha uma dimensão humana e, para Ângela, tudo se resume a uma frase: “A sorte é felicidade. O resto é bónus.” 

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