{"id":139,"date":"2022-08-17T08:30:00","date_gmt":"2022-08-17T07:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/?p=139"},"modified":"2022-09-14T11:10:15","modified_gmt":"2022-09-14T10:10:15","slug":"de-viseu-a-tondela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/norte\/de-viseu-a-tondela\/","title":{"rendered":"De Viseu a Tondela"},"content":{"rendered":"  <\/div><\/section><section class=\"section-youtube\">  <div class=\"uk-container\"><iframe width=\"1280\" height=\"720\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/u_y37VC8pj0?showinfo=0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen data-uk-responsive loading=\"lazy\"><\/iframe>  <\/div><\/section><section class=\"uk-section\">  <div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">km 172<\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Encanto hist\u00f3rico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Pelas ruas de Viseu conta-se uma hist\u00f3ria viva, desde os tempos medievais aos dias de hoje. Deixamos-lhe os pontos imperd\u00edveis para fazer nesta viagem \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7amos at\u00e9 aos tempos medievais quando, para proteger Viseu das invas\u00f5es castelhanas, D. Jo\u00e3o I manda construir uma muralha defensiva \u00e0 sua volta, a qual s\u00f3 terminou 70 anos mais tarde, com D. Afonso V. Desta <strong>Muralha Afonsina<\/strong> ainda restam duas das sete portas iniciais: a <strong>Porta do Soar<\/strong> e a <strong>Porta dos Cavaleiros<\/strong> com o famoso painel em azulejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao passear pela cal\u00e7ada antiga das ruas da cidade de Viseu, entramos na era dos Descobrimentos: os exemplares das <strong>Janelas Manuelinas<\/strong> existentes em edif\u00edcios do centro hist\u00f3rico prendem a nossa aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 pela eleg\u00e2ncia como pela impon\u00eancia. Os elementos marinhos, as cordas e as esferas armilares t\u00e3o caracter\u00edsticos do estilo manuelino resistem at\u00e9 aos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Prosseguimos na nossa jornada de descoberta admirando alguns dos mais belos ex-l\u00edbris do patrim\u00f3nio religioso nacional, como a <strong>Capela de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong> ou a <strong>Igreja de S\u00e3o Jos\u00e9<\/strong>. A majestosa <strong>S\u00e9 de Viseu<\/strong> ocupa lugar de destaque: nesta catedral, edificada no s\u00e9culo XII e que sofreu v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es at\u00e9 ao s\u00e9culo XVII, convivem v\u00e1rios estilos art\u00edsticos como o rom\u00e2nico, o g\u00f3tico e o barroco. Testemunha de guerras sangrentas, ref\u00fagio da popula\u00e7\u00e3o em fuga, este monumento \u00e9 hist\u00f3ria viva. Ainda no Adro da S\u00e9, considerado uma das mais bonitas pra\u00e7as portuguesas, deparamo-nos com outro ponto de visita obrigat\u00f3ria: a <strong>Igreja da Miseric\u00f3rdia<\/strong> com a monumental fachada de estilo <em>rocaille<\/em>.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><h3 class=\"uk-card-title\">Na agenda: Feira de S\u00e3o Mateus<\/h3>Com 630 anos, esta \u00e9 uma das mais antigas feiras de Portugal. At\u00e9 21 de setembro, aproveite a anima\u00e7\u00e3o, espet\u00e1culos, gastronomia, com\u00e9rcio e cultura.<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>E como n\u00e3o mergulhar no patrim\u00f3nio cultural e art\u00edstico local? Desde a arte urbana que se espraia pelas fachadas da cidade at\u00e9 \u00e0 arte sacra do <strong>Museu Tesouro da S\u00e9<\/strong> que nos faz embarcar em mais de 900 anos de hist\u00f3ria. E o imperd\u00edvel <strong>Museu Gr\u00e3o Vasco<\/strong> com obras \u00fanicas do pintor viseense Vasco Fernandes, um dos principais artistas do renascimento portugu\u00eas, entre muitas outras pe\u00e7as representativas da hist\u00f3ria da arte nacional. Os amantes de pintura poder\u00e3o admirar quadros de pintores renomados como Columbano Bordalo Pinheiro, Jos\u00e9 Malhoa, Alfredo Keil, Soares dos Reis ou Silva Porto. Durante a nossa perman\u00eancia, n\u00e3o deix\u00e1mos de visitar a <strong>casa onde nasceu e morreu o fadista Augusto Hil\u00e1rio<\/strong>, figura incontorn\u00e1vel da m\u00fasica portuguesa, nomeadamente do fado de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caminho da inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas nem s\u00f3 de monumentos vive esta cidade. Hoje, o segundo nome da cidade de Viseu \u00e9 inova\u00e7\u00e3o e a prova chama-se <strong>Walk Viseu<\/strong>. A nova <em>app<\/em> do munic\u00edpio, que localiza facilmente v\u00e1rios pontos de interesse, j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para <em>download<\/em> e promete ser o nosso bra\u00e7o-direito para chegar a todos os recantos desta localidade. E se o telem\u00f3vel ou o <em>tablet<\/em> avariam durante este processo? <em>No problem<\/em>. A <strong>iServices<\/strong> consegue dar-lhes uma nova vida num \u00e1pice, para que nada lhe tire a tranquilidade durante a viagem. Ou n\u00e3o fosse Viseu a cidade da felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tradicional gastronomia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todos se sentem bem recebidos em terras de Viriato. Com uma gastronomia tipicamente beir\u00e3, rica e variada, aqui n\u00e3o se renega a tradi\u00e7\u00e3o nem o encanto da rusticidade. Depois do p\u00e9riplo pela cidade, servimo-nos do melhor dos repastos: vitela na p\u00facara, arroz de costelinhas e, para ado\u00e7ar a boca, os divinais past\u00e9is de feij\u00e3o e os famosos viriatos. De barriga e alma cheias, \u00e9 hora de carimbar o passaporte antes de seguir viagem em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo destino.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><h3 class=\"uk-card-title\">Mais para descobrir:<\/h3>\u2022 Museu da Hist\u00f3ria da Cidade;<br \/>\u2022Museu Etnogr\u00e1fico de Silgueiros;<br \/>\u2022 Jardim de Santa Cristina;<br \/>\u2022 Jardim das M\u00e3es;<br \/>\u2022 Parque Natural do Fontelo;<br \/>\u2022 Igreja de S. Francisco;<br \/>\u2022 Igreja do Carmo;<br \/>\u2022 Castro de Santa Luzia.<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">km 199<\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Pr\u00f3xima paragem: um lugar cheio de surpresas<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Tondela tem na beleza paisag\u00edstica, nos testemunhos hist\u00f3ricos, na gastronomia e na hospitalidade as joias da sua coroa.<\/p>\n\n\n\n<p>Este concelho alarga-se sobre um planalto, abrange a parte da vertente oriental do Caramulo e, ultrapassando a serra, estende-se sobre as terras altas de S\u00e3o Jo\u00e3o do Monte, onde, em dias de calor, nos podemos refrescar nas \u00e1guas transparentes da praia fluvial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a lenda que lhe deu o nome, em tempos idos, havia uma mulher que vigiava as paisagens circundantes para a prote\u00e7\u00e3o da povoa\u00e7\u00e3o. Quando avistava o inimigo, fazia soar uma trombeta, reunindo os populares ao \u201ctom della\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Percorrer o concelho de Tondela \u00e9 partir \u00e0 descoberta das origens hist\u00f3ricas e dos vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos que aqui se encontram \u2013 como a <strong>Esta\u00e7\u00e3o de Arte Rupestre de Molelinhos<\/strong>, a <strong>Estela-Menir de Caparrosa<\/strong> ou a <strong>Anta da Arquinha da Moira<\/strong> \u2013, que testemunham a ocupa\u00e7\u00e3o humana desde tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pelas ruas da cidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somos presenteados com imponentes solares \u2013 como o <strong>Solar de Vilar<\/strong> ou o <strong>Solar de Sant\u2019Ana<\/strong> \u2013 e bonitos monumentos, como a <strong>Igreja Matriz<\/strong>, a <strong>Igreja do Carmo<\/strong>, a <strong>Fonte da Sereia<\/strong> ou o <strong>Pelourinho<\/strong>, provas vivas do legado hist\u00f3rico e arquitet\u00f3nico que Tondela tem para oferecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo caminho, visit\u00e1mos o <strong>Museu Municipal<\/strong> onde fic\u00e1mos a saber um pouco mais sobre o passado, o presente e o futuro do territ\u00f3rio e, depois de passar pela <strong>Capela de Nossa Senhora do Campo<\/strong>, seguimos para o Caramulo. Aqui o destaque recai sobre o <strong>Museu do Caramulo<\/strong> que alberga uma cole\u00e7\u00e3o \u00fanica de autom\u00f3veis de luxo, al\u00e9m de uma impressionante cole\u00e7\u00e3o de objetos de arte (pintura, escultura, mobili\u00e1rio, cer\u00e2mica e quatro tape\u00e7arias de Tournai), que v\u00e3o do Antigo Egito at\u00e9 aos artistas de fama mundial como Pablo Picasso, Salvador Dal\u00ed ou Vieira da Silva. Tamb\u00e9m se pode visitar uma exposi\u00e7\u00e3o com milhares de brinquedos antigos que far\u00e1 as del\u00edcias dos mais pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De onde vem todo este tesouro hist\u00f3rico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resposta vai surpreend\u00ea-lo. A localidade do <strong>Caramulo<\/strong> nasce em 1921, gra\u00e7as a um m\u00e9dico vision\u00e1rio, Jer\u00f3nimo de Lacerda que, do nada, criou a maior est\u00e2ncia sanatorial do Pa\u00eds e da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica para tratar pessoas abastadas afetadas com a tuberculose (chegou a ter 19 sanat\u00f3rios posicionados na encosta para receberem a luz solar). Hoje, a vila do Caramulo, al\u00e9m de arte e cultura, continua a oferecer ar puro, \u00e1gua cristalina e paisagens envoltas num manto verde, deslumbrando todos quantos a visitam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trilhos que encantam pelas paisagens naturais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem n\u00e3o resiste a uma boa caminhada no meio da natureza, a <strong>serra do Caramulo<\/strong> tem v\u00e1rios trilhos pedestres. Se os passeios em duas rodas s\u00e3o a sua \u201cpraia\u201d, aventure-se pela <strong>Ecopista do D\u00e3o<\/strong>, uma das maiores e mais bonitas ecopistas de Portugal, com uma paisagem natural que vale a pena observar e sentir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Del\u00edcias gastron\u00f3micas para provar e repetir<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Terra de fortes tradi\u00e7\u00f5es, Tondela \u00e9 conhecida pelo artesanato e pelas del\u00edcias gastron\u00f3micas: da vitela \u00e0 Laf\u00f5es ao cabrito assado no forno at\u00e9 \u00e0 do\u00e7aria \u2013 mulinho do Caramulo, morgado do Bu\u00e7aco e pudim de queijo da serra \u2013, prov\u00e1mos, aprov\u00e1mos e prometemos repetir. Para a viagem, lev\u00e1mos o \u201couro da montanha\u201d \u2013 assim \u00e9 conhecido o mel do Caramulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase 200 quil\u00f3metros percorridos pela Estrada Nacional 2, registamos mais dois carimbos no passaporte e seguem-se novas aventuras no horizonte. Ainda no centro do Pa\u00eds, estamos prontos para descobrir Santa Comba D\u00e3o, Mort\u00e1gua e Penacova. Esperamos por si no pr\u00f3ximo epis\u00f3dio.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\">N\u00e3o perca as Festas de Santa Euf\u00e9mia, com in\u00edcio a 16 de setembro!<\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que uma estrada, a Nacional 2 \u00e9 um caminho de descoberta. Aceite o convite e desacelere. Se s\u00f3 chegou agora, n\u00e3o perca tempo e entre nesta viagem inesquec\u00edvel na nossa companhia. Na quarta etapa desta rota, rumamos aos pr\u00f3ximos destinos: Viseu e Tondela.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":145,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[25],"class_list":["post-139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-norte","tag-episodio-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":157,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions\/157"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}