{"id":88,"date":"2022-08-10T09:00:00","date_gmt":"2022-08-10T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/?p=88"},"modified":"2022-09-14T11:09:29","modified_gmt":"2022-09-14T10:09:29","slug":"de-castro-daire-a-sao-pedro-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/norte\/de-castro-daire-a-sao-pedro-do-sul\/","title":{"rendered":"De Castro Daire a S\u00e3o Pedro do Sul"},"content":{"rendered":"  <\/div><\/section><section class=\"section-youtube\">  <div class=\"uk-container\"><iframe width=\"1280\" height=\"720\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/yFz235b7Rb8?showinfo=0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen data-uk-responsive loading=\"lazy\"><\/iframe>  <\/div><\/section><section class=\"uk-section\">  <div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">km 136<\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Castro Daire: novo munic\u00edpio, novo deslumbramento<\/h2>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a em Castro Daire a terceira etapa da nossa rota &#8220;Nacional 2 &#8211; Mais do que uma estrada&#8221;. Abrem-se as portas para uma descoberta inesquec\u00edvel, que nos conduz pela hist\u00f3ria desta terra encantada, onde o tesouro da autenticidade harmoniza com a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao quil\u00f3metro 136, chegamos a Castro Daire, um munic\u00edpio do centro do Pa\u00eds que confina a norte com os concelhos de Tarouca, Lamego, Resende e Cinf\u00e3es, a este com Vila Nova de Paiva, a sul com Viseu e a oeste com S\u00e3o Pedro do Sul e Arouca. Localizado no cume de um monte, o seu nome tem origem num antigo castro que se localizava na parte mais alta deste lugar. Com o tanto que h\u00e1 para ver e fazer, esta \u00e9 uma visita que chega com garantia: n\u00e3o ter\u00e1 um minuto de aborrecimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Aqui a natureza fala bem alto. Com uma not\u00e1vel biodiversidade e bel\u00edssimas paisagens onde convivem o vale, a serra, o rio e o planalto, Castro Daire \u00e9 o destino ideal para os amantes da natureza. Miradouros n\u00e3o faltam, como o do <strong>Penedo da Saudade<\/strong>, mas basta ir a qualquer ponto mais elevado para nos deleitarmos com a descomunal beleza paisag\u00edstica da regi\u00e3o. Neste id\u00edlico cen\u00e1rio, h\u00e1 atividades para todos os gostos, dos percursos pedestres ao BTT ou aos desportos aqu\u00e1ticos e, nos dias de calor, nada melhor do que mergulhar nas \u00e1guas calmas e refrescantes da <strong>Praia Fluvial da Folgosa<\/strong>, nas margens do rio Paiva. Existe, ainda, outro marco local: as <strong>Termas do Carvalhal<\/strong>. E j\u00e1 come\u00e7amos a sonhar passar uns dias neste cen\u00e1rio natural e ao mesmo tempo mimarmo-nos com os tratamentos termais numa das melhores est\u00e2ncias do Pa\u00eds. Fica para a pr\u00f3xima. Nem s\u00f3 de paisagem natural vive Castro Daire e a prova \u00e9 o seu vasto patrim\u00f3nio arquitet\u00f3nico.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><h3 class=\"uk-card-title\">Ao longo do ano h\u00e1 festas e romarias, feiras e festividades:<\/h3>\u2022 Dia de S\u00e3o Pedro (padroeiro de Castro Daire) a 29 de junho;<br \/>\u2022 Festas Populares da Vila de Castro Daire ao longo da \u00faltima quinzena de junho;<br \/>\u2022 Feira e Festa da Senhora da Ouvida a 3 de agosto;<br \/>\u2022 Nossa Senhora da Soledade a 15 de agosto;<br \/>\u2022 Festa das Colheitas no m\u00eas de setembro.<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A visita \u00e0 <strong>Igreja Matriz de Castro Daire<\/strong> encerra muitas surpresas. A constru\u00e7\u00e3o ter-se-\u00e1 iniciado no fim do s\u00e9culo XVII, para substituir uma igreja medieval com a mesma invoca\u00e7\u00e3o (S\u00e3o Pedro) mas com dimens\u00f5es mais reduzidas. Reza a lenda que a igreja medieval ter\u00e1 sido constru\u00edda no reinado de D. Dinis, o qual ter\u00e1 ordenado que a pedra do antigo castelo \u2013 que n\u00e3o era mais do que a antiga muralha do povoado castrejo que deu origem \u00e0 Vila de Castro Daire \u2013 fosse utilizada na sua constru\u00e7\u00e3o. Na atual igreja dominam os estilos art\u00edsticos t\u00edpicos do s\u00e9c. XVIII, entre os quais o Barroco e o Rococ\u00f3, e destaca-se o Altar das Almas. Da <strong>Capela das Carrancas<\/strong>, continuamos em dire\u00e7\u00e3o <strong>Centro Hist\u00f3rico<\/strong>, onde se encontram o <strong>Pelourinho<\/strong>, o <strong>Solar dos Aguilares<\/strong>, a <strong>Casa dos Condes de Ferreira<\/strong> e o miradouro da <strong>Miseric\u00f3rdia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p> O que tamb\u00e9m n\u00e3o quisemos perder? A <strong>Inscri\u00e7\u00e3o Romana do Penedo de Lamas, em Moledo<\/strong>, um texto gravado em pedra que j\u00e1 deu muito que falar, mas que continua a ser um mist\u00e9rio. <\/p>\n\n\n\n<p>No fim do p\u00e9riplo, um mimo para o prazer da gula: o tradicional Bolo Podre. <\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o, essa ainda \u00e9 o que era. \u00c0 medida que as horas corriam, maior a vontade de nos perdermos nesta terra orgulhosa das suas origens e rica em testemunhos do passado, onde os costumes, as tradi\u00e7\u00f5es e os saberes de outros tempos ainda est\u00e3o bem vivos nas gentes das suas aldeias. C\u00e1 voltaremos. Agora \u00e9 hora de partir em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo destino.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">km 152<\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e3o Pedro do Sul \u00e0 vista<\/h2>\n\n\n\n<p>O encanto de S. Pedro do Sul, tamb\u00e9m conhecido como a &#8220;Sintra da Beira&#8221;, multiplica-se em termos de natureza, cultura e hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Serras, riachos e um sol magn\u00edfico fazem de S\u00e3o Pedro do Sul um lugar verdadeiramente apetec\u00edvel. Ao chegar, ficamos cientes das excelentes acessibilidades. Espraiada em pleno vale de Laf\u00f5es e encaixilhada pelos maci\u00e7os das serras da Arada, Gralheira e S. Mac\u00e1rio, bem no centro da natureza, foi-nos oferecido de bandeja todo um leque de experi\u00eancias emocionantes: paisagens verdejantes, rios e ribeiras de \u00e1gua cristalina, aldeias t\u00edpicas e de xisto rec\u00f4nditas em vales e montanhas. Aqui ainda se vive ao sabor da calmaria e com orgulho da ruralidade e das tradi\u00e7\u00f5es ancestrais, como o ciclo do linho, a resinagem, o fabrico da broa de milho e o mel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade tamb\u00e9m h\u00e1 muitas atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas, tanto no centro como nos arredores. A come\u00e7ar pelas <strong>Termas de S\u00e3o Pedro do Sul<\/strong>, cujas reconhecidas propriedades curativas da \u00e1gua termal sulf\u00farea \u2013 que emerge \u00e0 superf\u00edcie a 68,7 \u00baC \u2013 n\u00e3o passam despercebidas h\u00e1 mais de dois mil anos. Constru\u00eddas nas margens do rio Vouga, estas Termas (as maiores termas ao n\u00edvel nacional e entre as maiores e melhores da Europa) come\u00e7aram a ser exploradas no per\u00edodo de dom\u00ednio romano e foram destino de elei\u00e7\u00e3o de muitos dos nossos reis, como D. Afonso Henriques, D. Manuel I e a Rainha D. Am\u00e9lia. Hoje, continuam a contar-se in\u00fameros casos de sucesso e o regresso anual dos aquistas \u00e9 uma realidade conseguida. N\u00e3o h\u00e1 tempo para tratamentos? N\u00e3o faz mal. Visitar j\u00e1 \u00e9 meio caminho andado para o bem-estar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os muitos mosteiros, solares, igrejas e santu\u00e1rios comprovam a riqueza do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico desta regi\u00e3o. Visitamos o magn\u00edfico <strong>Convento dos Franciscanos<\/strong>, antigo mosteiro que servia de hospital e albergue aos frades da Ordem Terceira que se tratavam nas termas, e o <strong>Pal\u00e1cio de Reriz<\/strong>, bem maior do que os habituais solares beir\u00f5es, que albergou a Rainha Dona Am\u00e9lia durante as suas estadias termais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Pedro do Sul tamb\u00e9m conquista pelo est\u00f4mago. Tem d\u00favidas? Mostramos-lhe a ementa: vitela \u00e0 Laf\u00f5es, cabrito assado, doces e compotas. A acompanhar, o vinho de Laf\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><h3 class=\"uk-card-title\">Tamb\u00e9m pode visitar:<\/h3>\u2022 A Igreja de Santo Ant\u00f3nio;<br \/>\u2022 O Parque Urbano de Nogueiras, na zona de lazer ideal para passear junto ao rio;<br \/>\u2022 O Bioparque de Carvalhais, um espa\u00e7o privilegiado de contacto com a natureza, onde \u00e9 poss\u00edvel praticar desportos de aventura, explorar a natureza ou simplesmente relaxar.<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 p\u00f4s a Estrada Nacional 2 na sua <em>bucket list<\/em>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao percorrer o asfalto na Estrada Nacional 2, desaceleramos e sentimo-nos cada vez mais pr\u00f3ximos da sua hist\u00f3ria. H\u00e1 quem goste de ficar parado a contar os carros que passam, ao seu ritmo, e h\u00e1 quem prefira conectar-se com as florestas. H\u00e1 quem goste de sentir as \u00e1guas frescas nas cercanias e quem queira parar, um minuto que seja, para olhar o infinito das retas ou o delinear das curvas. A Nacional 2 \u00e9 isto mesmo, mais do que uma estrada. Por isso, h\u00e1 quem j\u00e1 esteja a sonhar com o que o espera na pr\u00f3xima etapa: Viseu e Tondela. At\u00e9 l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percorrer o melhor de Portugal de l\u00e9s a l\u00e9s \u00e9 a proposta da estrada mais famosa do Pa\u00eds &#8211; e do programa &#8220;Nacional 2 &#8211; Mais do quem uma estrada&#8221;. As viagens s\u00e3o muitas, as aventuras ainda mais. Na terceira etapa desta rota, deixamos o Norte, sem perder o Norte. Partimos \u00e0 descoberta de dois munic\u00edpios no centro do Pa\u00eds: Castro Daire e S\u00e3o Pedro do Sul.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":121,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[22],"class_list":["post-88","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-norte","tag-episodio-3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":163,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88\/revisions\/163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/mais-do-que-uma-estrada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}