{"id":25,"date":"2021-06-30T08:11:27","date_gmt":"2021-06-30T08:11:27","guid":{"rendered":"http:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/?p=25"},"modified":"2021-06-30T08:11:27","modified_gmt":"2021-06-30T08:11:27","slug":"portugal-consegue-produzir-com-a-mesma-qualidade-dos-alemaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/noticias\/portugal-consegue-produzir-com-a-mesma-qualidade-dos-alemaes\/","title":{"rendered":"Portugal consegue produzir com a mesma qualidade dos alem\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o do novo Plano Estrat\u00e9gico da AICEP, Lu\u00eds Castro Henriques, presidente da AICEP, referiu que Portugal bateu recordes na capta\u00e7\u00e3o de investimento estrangeiro em 2018 e 2019. Essa tend\u00eancia foi interrompida em 2020 devido ao contexto pand\u00e9mico que o v\u00edrus Covid-19 causou em todo o mundo. Nos primeiros seis meses de 2021, a AICEP j\u00e1 ultrapassou o valor da capta\u00e7\u00e3o de investimento estrangeiro alcan\u00e7ado na totalidade do ano passado e as estimativas apresentadas por Lu\u00eds Castro Henriques para 2021, se tudo correr bem e n\u00e3o houver percal\u00e7os como um novo confinamento, s\u00e3o de que o ano fechar\u00e1 em linha com a tend\u00eancia existente no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, isto \u00e9, superar os mil milh\u00f5es de euros de investimento estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes investimentos contam com uma base exportadora, objetivos e n\u00edveis de exig\u00eancia em termos de inova\u00e7\u00e3o, e t\u00eam um impacto direto na cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho. Mais investimento \u00e9 sin\u00f3nimo de mais emprego criado\u201d, referiu Lu\u00eds Castro Henriques.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise ao peso das exporta\u00e7\u00f5es de bens em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), realizada no per\u00edodo compreendido entre 2020 e 2019, deixa em evid\u00eancia a evolu\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada e o trabalho que as empresas portuguesas desenvolveram para crescer e diversificar os seus produtos e mercados de destino. Em 2010, o peso das exporta\u00e7\u00f5es no PIB foi de 33,1% e representou um valor de 54 mil milh\u00f5es de euros. Em 2019, esse peso foi de 43,5% e correspondeu a 92,8 mil milh\u00f5es de euros. Um aumento significativo que foi de extrema import\u00e2ncia para o crescimento do Pa\u00eds. Por este motivo, Lu\u00eds Castro Henriques referiu que \u201cas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o o caminho \u00f3bvio e inexor\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspeto que o presidente da AICEP real\u00e7ou foi a diversifica\u00e7\u00e3o de mercados e geografias das exporta\u00e7\u00f5es nacionais. Em 2010, os quatro principais mercados eram o Reino Unido, Fran\u00e7a, Espanha e Alemanha, representando 61% do total das exporta\u00e7\u00f5es de bens. Em 2019, estes pa\u00edses continuavam a ser os principais destinos de bens produzidos em Portugal, mas o seu peso caiu 5%. EUA, It\u00e1lia, Holanda, B\u00e9lgica, Angola e Pol\u00f3nia ocuparam em 2019 o resto do top 10 das exporta\u00e7\u00f5es, por esta ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>A prova de que as empresas portuguesas conseguem ser competitivas, conquistar quota e adaptar os seus produtos a novos mercados foi o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es de bens para novas geografias. Em 2010, 12% das exporta\u00e7\u00f5es eram para o resto do mundo e em 2019 esse valor subiu para os 22%. Este crescimento explica uma parte importante do aumento das exporta\u00e7\u00f5es na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumentar a a\u00e7\u00e3o externa<\/h2>\n\n\n\n<p>A AICEP est\u00e1 comprometida em refor\u00e7ar a sua representa\u00e7\u00e3o em determinados mercados. A Europa tem de ser vista como o mercado interno das empresas portuguesas. A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o maior mercado do mundo e n\u00e3o pode ser descurado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos a ganhar quota de mercado nos pa\u00edses mais competitivos da Uni\u00e3o Europeia. Temos capturado mais neg\u00f3cio na Alemanha porque conseguimos produzir em Portugal com a qualidade alem\u00e3. Se conseguimos este feito em mercados de grande exig\u00eancia, tamb\u00e9m o podemos fazer nos restantes pa\u00edses comunit\u00e1rios. Faz todo o sentido ganhar quota dentro do mercado da Uni\u00e3o Europeia\u201d, refere Lu\u00eds Castro Henriques.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a AICEP quer ajudar a aumentar a quota das exporta\u00e7\u00f5es nos pa\u00edses n\u00f3rdicos e no mercado a leste, pelo que vai abrir novas delega\u00e7\u00f5es na Noruega e na Finl\u00e2ndia. Outra das apostas desta ag\u00eancia s\u00e3o os pa\u00edses com acordos de com\u00e9rcio livre com a Uni\u00e3o Europeia, onde as empresas portuguesas podem ser mais competitivas com o fim das barreiras alfandeg\u00e1rias. S\u00e3o os casos do Jap\u00e3o, Coreia do Sul, M\u00e9xico e Canad\u00e1. Uma aposta que vai continuar, por ser estrat\u00e9gica a longo prazo, s\u00e3o os mercados de l\u00edngua portuguesa onde as empresas e a AICEP possuem uma presen\u00e7a atenta e ativa. \u201c\u00c9 importante manter a rela\u00e7\u00e3o de proximidade com estes mercados\u201d, diz Lu\u00eds Castro Henriques. Com os EUA como quinto mercado das exporta\u00e7\u00f5es de bens nacionais e com um elevado potencial de crescimento, a AICEP vai abrir uma nova delega\u00e7\u00e3o em Chicago, que se junta \u00e0s existentes em Nova Iorque e S\u00e3o Francisco, para explorar novas oportunidades para as empresas nacionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas portuguesas no per\u00edodo compreendido entre 2010 e 2019 aumentaram as exporta\u00e7\u00f5es de bens em percentagem do PIB de 33,1% para 44,5%, o que representou um aumento de mais 38,8 mil milh\u00f5es de euros face ao valor de 2010.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":28,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[22,19,34,28,31,25],"class_list":["post-25","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-aicep","tag-caixa-negocios-em-portugal","tag-clusters-competitividade","tag-empresas","tag-exportacoes","tag-luis-castro-henriques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25\/revisions\/31"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/negocios-em-portugal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}