Com 84 anos de atividade, as Caves do Casalinho têm raízes que remontam à década de 1940, afirmando-se desde cedo como um projeto familiar ligado à produção e comercialização de vinho verde. Ao longo de várias gerações, a empresa foi consolidando presença no setor, combinando métodos tradicionais com uma crescente aposta na modernização dos processos produtivos e na diversificação da oferta.
Atualmente, as Caves do Casalinho gerem cerca de 30 hectares de vinha na região de vinho verde, na zona de Vizela, próxima de Guimarães. Produzem marcas como o Três Marias e têm autorização para engarrafar vinhos do Douro, tanto tintos como brancos, utilizando uvas próprias, incluindo a casta Alvarinho, um sinal da evolução e capacidade de adaptação da casa ao longo do tempo.
A proposta de um vinho sem álcool surge num momento simbólico para as Caves do Casalinho porque coincide com a celebração dos 70 anos da marca Três Marias e com a necessidade de encontrar novas formas de valorizar o setor vinícola. Este produto presta homenagem à tradição de beber Três Marias numa chávena de chá, acompanhado por um bolo, mantendo a memória desse hábito, mas atualizando-o para os tempos atuais.
A empresa sublinha que estamos a viver “uns loucos anos 20”, diferentes dos do século passado, marcados por uma maior preocupação com a longevidade e com estilos de vida mais equilibrados, o que exige respostas inovadoras por parte dos produtores. Foi neste contexto que nasceu a ideia de criar um produto alternativo, pensado para que as pessoas possam continuar a apreciar o ritual do vinho e, ao mesmo tempo, “viver mais 70 anos”.
Num momento em que o setor do vinho parece “esperar um milagre de vendas”, a empresa reforça que é urgente encontrar novas formas de realçar a atividade. A missão das Caves do Casalinho passa, assim, por valorizar as vinhas e as pessoas, abrindo espaço a produtos diferentes e a novos consumidores, “sem preconceitos”.
Numa primeira fase, o novo vinho sem álcool deverá chegar ao mercado através do Intermarché, parceiro habitual da empresa. “O retalhista terá prioridade, até porque já trabalhamos juntos. Depois, a ideia será alargar a outras superfícies que possam dar visibilidade ao produto”, explica Joaquim Reis.