No Arraial de Alvalade, o palco do Talentos de Lisboa atraiu olhares curiosos, mas poucos corajosos. No Beato, num largo junto à Escola Básica e Secundária Luís António Verney, a resposta foi imediata, com vários candidatos a inscreverem-se ali mesmo. Dois showcases, dois retratos diferentes da cidade, mas a mesma ideia de fundo. O talento está espalhado por Lisboa e só precisa de ser encontrado.
Em Alvalade, a timidez ainda manda
O protagonista do showcase em Alvalade foi Márcio Furtado, 30 anos, residente em Marvila, que já foi finalista nas duas edições anteriores e está inscrito para a terceira. “Não há duas sem três”, brincou, antes de falar sobre o que esta nova fase representa. “Acho que é sempre difícil porque há sempre muito talento”, disse sobre as edições passadas. “Agora que é abrangente a todos os residentes de Lisboa, acho que vai aparecer ainda mais talento, e é sempre bom, porque conhecemos muitas pessoas, novos contactos, novas amizades, quem sabe parcerias.”
Márcio faz teatro musical, participou em peças como “Jesus Cristo Superstar”, “Hairspray” e “Mazel Tov”, e é coralista de reforço no Teatro Nacional São Carlos. Já atuou em eventos como o “Vamos a Macau”, na Praça do Comércio. Apesar do currículo, recorda que sempre foi “muito introvertido” a mostrar o que sabe fazer, e que o Talentos do Bairro o ajudou a crescer “enquanto artista e enquanto pessoa.”
Sobre a Academia dos Talentos, novidade deste ano para os 24 semifinalistas, Márcio vê uma oportunidade sobretudo para quem está a começar. “É uma excelente oportunidade para começarem a crescer, para experimentarem e terem a certeza de que é aquilo que eles querem e que é aquilo que gostam.” A quem ainda hesita, deixa a certeza de que “não precisam de ter medo nenhum, porque a equipa está sempre para apoiar”.


