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Pitoresco: um pilar da identidade cultural de Vila Real
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Pitoresco: um pilar da identidade cultural de Vila Real

Evento celebra dez anos. Festival Estátuas Vivas, que ocorre em paralelo, enche com o mesmo orgulho os vila-realenses

Uma a década! O festival Pitoresco, que nasceu em 2016 como parte da programação da cidade enquanto Capital da Cultura do Eixo Atlântico, celebra este ano o seu 10.º aniversário. Um pouco mais velho, com 14 anos, o Festival de Estátuas Vivas tem a mesma importância para a cidade, sendo igualmente um marco na cultura vila-realense. “São celebrações daquilo que é a nossa identidade, a nossa criatividade, mas principalmente a nossa comunidade”, afirmou Alexandre Favaios, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, sobre os dois festivais que decorreram este mês e que fazem parte, com todo o mérito, do projeto “100 Anos – 100 Momentos”, que está a decorrer para celebrar o centenário da cidade.

Pitoresco: um pilar da identidade cultural de Vila Real

O Pitoresco começou como uma iniciativa ousada da associação Instantes Mutantes e transformou-se num verdadeiro símbolo da identidade local, da criatividade e, acima de tudo, da força da comunidade. Desde a sua primeira edição, o evento abriu uma nova janela sobre a cidade, dando cor às paredes, contando histórias e oferecendo uma nova leitura sobre o espaço urbano. Hoje, Vila Real conta com mais de 45 murais, que compõem uma galeria a céu aberto, acessível a todos e sem bilheteira. “Logo na primeira edição sabíamos que o Pitoresco não podia ser apenas um festival. Tinha de ganhar raízes, permanecer e transformar. E assim foi. Hoje celebramos com orgulho dez anos de um projeto que é encontro, proximidade e inovação”, sublinhou, este mês, Alexandre Favaios.

O Pitoresco e o Festival Estátuas Vivas são celebrações daquilo que é a nossa identidade, a nossa criatividade, mas principalmente a nossa comunidade.

Este ano, o festival trouxe quatro novas criações, duas das quais em freguesias fora do centro urbano — Parada de Cunhos e Constantim —, reforçando a descentralização da cultura. Pela primeira vez, um mural foi renovado pelo mesmo artista, oferecendo uma nova leitura sobre o espaço, numa prova de que a arte urbana não é estática, mas sim viva e em constante evolução. “A arte renasce, reedita-se e acompanha o tempo. O Pitoresco é mais do que murais. É feito com e para a comunidade. É gratuito, inclusivo e inovador”, acrescentou o presidente.

Pitoresco: um pilar da identidade cultural de Vila Real

Uma das grandes novidades desta edição foi a criação de visitas guiadas em veículos elétricos, uma iniciativa pensada em articulação com a vereadora da Cultura e a associação Instantes Mutantes. O objetivo foi permitir que todos conhecessem esta galeria urbana de forma amiga do ambiente, promovendo simultaneamente a arte e a sustentabilidade. “Este roteiro é uma forma de celebrar os dez anos do Pitoresco com responsabilidade ambiental. Queremos que todos possam conhecer esta galeria viva, sem barreiras e com respeito pelo nosso planeta”, sublinhou Mara Minhava.

De “braço dado” para consolidar Vila Real como um polo cultural

Quanto ao Festival Estátuas Vivas – coordenado pela Quimera e pelo Museu da Vila Velha –, que decorreu em paralelo, reforça o espírito artístico da cidade, com performances que surpreendem e encantam os visitantes. Nos Jardins da Vila Velha foi possível apreciar dez estátuas vivas nacionais, além de ter havido também atividades para o público infantil, como ateliês de pintura.

Juntos, os dois eventos consolidam Vila Real como um polo cultural dinâmico, inovador e profundamente ligado às suas raízes. A cidade continua a reinventar-se através da arte, provando que a cultura é um motor de transformação social, urbana e ambiental. E o Pitoresco é, sem dúvida, um dos seus maiores emblemas.

Pitoresco: um pilar da identidade cultural de Vila Real