{"id":148,"date":"2025-03-13T15:35:13","date_gmt":"2025-03-13T15:35:13","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/?p=148"},"modified":"2025-03-13T17:07:25","modified_gmt":"2025-03-13T17:07:25","slug":"nunca-tinha-havido-um-investimento-desta-ordem-nos-bairros-municipais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/cobertura\/nunca-tinha-havido-um-investimento-desta-ordem-nos-bairros-municipais\/","title":{"rendered":"\u201cNunca tinha havido um investimento desta ordem nos bairros municipais\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Para Carlos Moedas, presidente da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, a solu\u00e7\u00e3o para o problema da habita\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa, apenas, pelo p\u00fablico ou pelo privado. Em conversa, o autarca explica que a estrat\u00e9gia do seu executivo passa por reabilitar, construir e \u201cajudar as pessoas a pagar a renda\u201d e assegura que \u201cnunca tinha havido um investimento desta ordem\u201d nos bairros municipais. Carlos Moedas faz ainda rasgados elogios ao trabalho da Gebalis: \u201cEsta administra\u00e7\u00e3o, com o Fernando Angleu, tem feito com que a Gebalis seja mais do um gestor das habita\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m uma organiza\u00e7\u00e3o que traz dignidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Temos o direito a escolher em que cidade queremos viver?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O desafio da habita\u00e7\u00e3o exige mais oferta e tamb\u00e9m acesso e inclus\u00e3o das pessoas. Segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), arrendar uma casa de 80 m\u00b2 em Lisboa custa em m\u00e9dia 1.200 euros por m\u00eas. Entre 2010 e 2020, o pre\u00e7o das rendas aumentou 64%, mas o rendimento das fam\u00edlias s\u00f3 aumentou 22%. Este problema resolve-se se olharmos para todas as vari\u00e1veis: n\u00e3o pode ser s\u00f3 atrav\u00e9s do p\u00fablico, do privado ou das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira estrat\u00e9gia para a habita\u00e7\u00e3o foi construir mais, mas tamb\u00e9m reabilitar mais. T\u00ednhamos identificado pelo menos dois mil apartamentos que estavam fechados. Era muito mais f\u00e1cil e r\u00e1pido reabilitar. Fizemos um projeto de 150 milh\u00f5es de euros com a Gebalis para recuperar esse patrim\u00f3nio. Atualmente, j\u00e1 temos 1.800 destes apartamentos totalmente recuperados. Primeiro, houve um esfor\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao que pod\u00edamos fazer no imediato, que era come\u00e7ar a reabilitar o que j\u00e1 est\u00e1 constru\u00eddo; depois, fazer de novo e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas a pagar a renda. Por exemplo, para uma fam\u00edlia com mil euros de rendimento, que paga mais do que 300 euros de renda, o que n\u00f3s fazemos \u00e9: limitamos a um ter\u00e7o dos mil euros, que seria \u00e0 volta de 300 euros, e se a renda for mais, a c\u00e2mara paga a diferen\u00e7a. Com isso, estamos a ajudar mais de 1.100 fam\u00edlias de forma r\u00e1pida e concreta. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essas medidas s\u00e3o suficientes para reverter esta tend\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nestes tr\u00eas anos, licenci\u00e1mos mais de 10 mil habita\u00e7\u00f5es e penso que conseguimos dar a volta ao servi\u00e7o municipal de urbanismo, que estava com muito licenciamento atrasado. Qual \u00e9, para mim, o maior problema na cidade? N\u00f3s consegu\u00edamos ajudar fam\u00edlias que tinham um rendimento abaixo dos 500 euros e fam\u00edlias que estavam acima dos 870 euros por m\u00eas, mas depois havia um grupo de fam\u00edlias, entre os 500 e os 870 euros, que n\u00e3o consegu\u00edamos ajudar, o que criava uma injusti\u00e7a terr\u00edvel. Algu\u00e9m que tivesse um rendimento muito baixo n\u00e3o tinha incentivo para encontrar um emprego, porque, se o rendimento aumentasse, j\u00e1 n\u00e3o era ajudado. E estamos, pela primeira vez, a conseguir ajudar os v\u00e1rios grupos e a aumentar a oferta de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com tr\u00eas anos de mandato, qual \u00e9 o balan\u00e7o que faz do trabalho realizado na habita\u00e7\u00e3o? Que mudan\u00e7as significativas \u00e9 que os lisboetas podem notar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entreg\u00e1mos 2.432 habita\u00e7\u00f5es e ajud\u00e1mos mais mil. Estamos a falar de 3.400 fam\u00edlias que, de outra maneira, n\u00e3o tinham casa. Algumas zonas da cidade estavam completamente paradas: no Vale de Santo Ant\u00f3nio, que s\u00e3o 48 hectares no meio da cidade, por cima de Santa Apol\u00f3nia, v\u00e3o existir mais 2.400 habita\u00e7\u00f5es. Trata-se de um projeto que estava parado h\u00e1 mais de 20 anos e agora vai mesmo avan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Gebalis gere a habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica na cidade de Lisboa. Qual \u00e9 que tem sido o contributo desta empresa municipal para a cria\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os acess\u00edveis?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Gebalis tem feito um trabalho muito maior do que isso: acompanha as fam\u00edlias. O primeiro fator de dignidade na vida \u00e9 ter casa. Mas depois h\u00e1 uma segunda parte que \u00e9 encontrarmos um caminho \u2013 e a Gebalis tem tido um papel incr\u00edvel. Penso que esta administra\u00e7\u00e3o, com o Fernando Angleu, tem feito com que a Gebalis seja mais do um gestor das habita\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m uma organiza\u00e7\u00e3o que traz dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As parcerias com o setor privado s\u00e3o apontadas como uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para aumentar a oferta de habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel. A C\u00e2mara de Lisboa recebeu propostas nesse sentido, mas nem todas avan\u00e7aram. Que impacto poderiam ter tido essas iniciativas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Teriam seguramente um impacto muito positivo. Houve, de certa forma, um bloqueio ideol\u00f3gico que n\u00e3o deveria ter existido. E porqu\u00ea? Porque n\u00f3s precisamos dos privados. A ideia destas concess\u00f5es era que n\u00f3s d\u00e1vamos o terreno por 90 anos aos privados, eles constru\u00edam uma parte acess\u00edvel e uma parte para eles poderem ter no mercado livre. Mas tinham de ter algum rendimento. O modelo que vinha do executivo anterior era um modelo em que os privados n\u00e3o quiseram participar porque n\u00e3o est\u00e3o dispostos a perder dinheiro. E isso \u00e9 algo que n\u00f3s, na pol\u00edtica, temos de perceber. Estamos a tentar que a oposi\u00e7\u00e3o aprove esta ideia num modelo que fa\u00e7a sentido.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">J\u00e1 lan\u00e7\u00e1mos uma cooperativa, vamos lan\u00e7ar mais cinco. A cooperativa \u00e9 dar o terreno a um grupo de pessoas ou a uma associa\u00e7\u00e3o para constru\u00edrem. Esta \u00e9 uma ideia t\u00edpica do Partido Comunista Portugu\u00eas. Eu n\u00e3o tenho nenhum complexo em dizer isso. N\u00e3o podemos ter uma ideologia no meio.<\/h3><footer><cite>Carlos Moedas, presidente da C\u00e2mara Municipal de Lisboa<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Tem alguma alternativa para compensar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para resolver o problema da habita\u00e7\u00e3o, precisamos de muitas vari\u00e1veis. N\u00e3o h\u00e1 uma bala de prata que, de repente, resolve tudo. J\u00e1 lan\u00e7\u00e1mos uma cooperativa, vamos lan\u00e7ar mais cinco. A cooperativa \u00e9 dar o terreno a um grupo de pessoas ou a uma associa\u00e7\u00e3o para constru\u00edrem. Esta \u00e9 uma ideia t\u00edpica do Partido Comunista Portugu\u00eas. Eu n\u00e3o tenho nenhum complexo em dizer isso. N\u00e3o podemos ter uma ideologia no meio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O seu executivo tem sido criticado por n\u00e3o construir habita\u00e7\u00e3o suficiente, apesar dos fundos do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia (PRR). Est\u00e1 ou n\u00e3o a ser constru\u00edda nova habita\u00e7\u00e3o na cidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando falo dos 2.400 apartamentos que entreg\u00e1mos nestes tr\u00eas anos, 1.800 s\u00e3o reabilitados, os outros 600 s\u00e3o constru\u00e7\u00e3o nova. E vamos ter muito mais. S\u00f3 que, para haver constru\u00e7\u00e3o do zero, tem de haver um projeto, um concurso, uma adjudica\u00e7\u00e3o. Tudo isto demora muito tempo. Assin\u00e1mos com a Uni\u00e3o Europeia talvez o maior contrato de habita\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 30 anos: 560 milh\u00f5es de euros. Estamos a falar de Marvila, do Beato, Vale de Santo Ant\u00f3nio, Quinta do Ferro, Casal do Pinto, Bairro Padre Cruz, Bairro da Boavista\u2026 Temos bairros em Lisboa que est\u00e3o a ser completamente mudados e, se as pessoas fossem l\u00e1, ficavam espantadas pela qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Instituto da Habita\u00e7\u00e3o e da Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana (IHRU), o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o dos fundos do PRR, tem sido apontado com um entrave devido \u00e0 demora nos pagamentos. Essa situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 resolvida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o est\u00e1 totalmente resolvida, mas est\u00e1 muito melhor. Vamos imaginar que sou um dono de casa: tenho de pagar com o meu dinheiro e depois esperar que a Comiss\u00e3o Europeia me pague atrav\u00e9s do IHRU. Isto cria problemas de tesouraria grandes. Tem sido muito dif\u00edcil de gerir porque esse dinheiro n\u00e3o tem chegado a horas do IHRU. Est\u00e1 a melhorar, mas ainda est\u00e1 longe de estar resolvido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O programa \u201cMorar Melhor\u201d promete reabilitar bairros municipais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das fam\u00edlias que a\u00ed vivem. Quanto \u00e9 que est\u00e1 a ser investido e qual ser\u00e1 o real impacto nas condi\u00e7\u00f5es de vida dessas pessoas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste executivo, j\u00e1 ultrapass\u00e1mos os 140 milh\u00f5es para recupera\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis. Devemos ter 40 edif\u00edcios em obra neste momento. Acho que nunca tinha havido um investimento desta ordem em termos de morar melhor nos bairros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tem destacado a import\u00e2ncia de n\u00e3o termos uma cidade esquecida, referindo-se a zonas da cidade que t\u00eam sido negligenciadas ao longo do tempo.&nbsp; O que \u00e9 que tem sido feito para garantir que todas as \u00e1reas da cidade, incluindo as mais marginalizadas, recebam a devida aten\u00e7\u00e3o e investimento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando se fala em partes esquecidas, estamos a falar tamb\u00e9m de mobilidade. Cri\u00e1mos carreiras de bairro \u2013 em que o autocarro da Carris faz uma volta dentro do bairro \u2013 em zonas onde os transportes n\u00e3o chegavam. Estamos tamb\u00e9m a falar de espa\u00e7o p\u00fablico. O que a Gebalis faz \u00e9 muito mais do que s\u00f3 a casa por dentro: s\u00e3o os jardins, o verde, as obras\u2026 Tudo isso est\u00e1 a ser feito para valorizar o espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica sempre foi vista como um apoio essencial para as fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis. Mas hoje, at\u00e9 a classe m\u00e9dia sente dificuldade em pagar a casa. O que est\u00e1 a ser feito para apoiar grupos espec\u00edficos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na PSP e na Pol\u00edcia Municipal, j\u00e1 conseguimos p\u00f4r 40 membros que n\u00e3o tinham casa em Lisboa.\u00a0 Estamos a arrancar com um novo projeto para encontrar um edif\u00edcio para pol\u00edcias que n\u00e3o conseguem pagar a renda em Lisboa. Depois, nos nossos programas de renda acess\u00edvel, temos um conjunto de jovens profissionais \u2013 arquitetos, professores, enfermeiros, m\u00e9dicos \u2013 para os quais estamos a criar oportunidades de habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel. Em Entrecampos, acab\u00e1mos agora mais um edif\u00edcio e queremos acelerar esses programas com os tais 560 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><h3 class=\"uk-card-title\">150 Milh\u00f5es<\/h3>\u00c9 o valor do programa Morar Melhor, iniciativa da autarquia de Lisboa com a Gebalis para reabilitar 476 edif\u00edcios de habita\u00e7\u00e3o municipal e cerca de 2000 apartamentos que estavam fechados. Dessas duas mil casas, 1800 j\u00e1 foram recuperadas.<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Muitos apontam o turismo e o investimento estrangeiro como os grandes culpados pela escalada de pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 o real impacto destes fatores no mercado habitacional? E como se equilibra o desenvolvimento econ\u00f3mico da cidade com o direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o dos seus residentes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O turismo em Lisboa representa 20% da nossa economia e 25% do emprego. Portanto, nunca podemos esquecer a parte positiva do turismo. Agora, \u00e9 preciso regular este equil\u00edbrio e fizemo-lo de v\u00e1rias maneiras. Uma foi a duplica\u00e7\u00e3o da taxa tur\u00edstica em Lisboa, que aumentou de dois para quatro euros e, com esse montante, vamos poder ter mais limpeza, melhor espa\u00e7o p\u00fablico\u2026 Depois, \u00e9 preciso criar oportunidades de emprego para o talento que c\u00e1 est\u00e1 e para o que vem de fora. Isso \u00e9 o que temos feito com a f\u00e1brica de unic\u00f3rnios, onde j\u00e1 temos mais de 14 unic\u00f3rnios, que criaram mais de 15 mil postos de trabalho. E depois o alojamento local, que \u00e9 um tema muito falado, at\u00e9 porque de 2010 a 2020, n\u00e3o foi controlado. No alojamento local, em 2010, havia 500 unidades, em 2019, havia quase 20 mil. N\u00f3s aprov\u00e1mos um regulamento para limitar o alojamento local na cidade \u00e0 volta dos 5%. O que \u00e9 que isto quer dizer? Por cada cinco apartamentos de alojamento local tem de haver 100 apartamentos de n\u00e3o alojamento local. Este \u00e9 o r\u00e1cio m\u00e1ximo. Mas o que \u00e9 que aconteceu? Em freguesias como Santa Maria Maior, 65% \u00e9 alojamento local. O tal descontrolo durante estes anos todos fez com que, nesta freguesia, haja 65 casas de alojamento local e as restantes 35 sejam alojamento normal. Isso n\u00e3o deveria ter acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muitas cidades europeias tomaram medidas mais dr\u00e1sticas para travar o alojamento local. Por exemplo, Berlim proibiu o arrendamento de apartamentos inteiros a turistas em plataformas como o Airbnb. Barcelona vai eliminar todos os apartamentos tur\u00edsticos at\u00e9 2029. Lisboa deve seguir esse caminho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o gosto nada de medidas radicais. Acho que devemos encontrar um equil\u00edbrio. Por exemplo, h\u00e1 freguesias em Lisboa que quase n\u00e3o t\u00eam alojamento local e poderiam ter. Dev\u00edamos limitar o n\u00famero de tuk-tuks, mas n\u00e3o acabar. Ou o caso dos TVDE. Deve haver limita\u00e7\u00f5es, regula\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o deve haver proibi\u00e7\u00e3o. Paris, de repente, proibiu as trotinetes. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o tinha feito nada para as regular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lisboa corre o risco de se tornar uma cidade s\u00f3 para ricos e turistas? O que \u00e9 que est\u00e1 a ser feito para garantir que daqui a 10 ou 20 anos esta ainda \u00e9 uma cidade para todos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se olhar para as contas da c\u00e2mara, vai ver que onde mais investi foi na habita\u00e7\u00e3o. A Gebalis tamb\u00e9m teve um papel muito interessante nas cl\u00ednicas de proximidade. Muitos lisboetas n\u00e3o t\u00eam m\u00e9dico de fam\u00edlia e a Gebalis criou uma pequena cl\u00ednica com um m\u00e9dico, um enfermeiro e um nutricionista. Temos uma no Bairro do Armador [em Chelas] e outra na Alta de Lisboa e j\u00e1 demos mais de 700 consultas. As pessoas n\u00e3o precisam de marcar e podem ir l\u00e1 tr\u00eas dias por semana. 80% do meu tempo \u00e9 gasto na parte social da c\u00e2mara, seja na sa\u00fade, na habita\u00e7\u00e3o ou nas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para resolver o problema da habita\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio contar com todas as vari\u00e1veis, sem ideologias, defende Carlos Moedas.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":151,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[13,16],"class_list":["post-148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cobertura","tag-carlos-moedas","tag-desafios-da-habitacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":160,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions\/160"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}