{"id":172,"date":"2025-03-20T14:15:29","date_gmt":"2025-03-20T14:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/?p=172"},"modified":"2025-03-20T14:15:29","modified_gmt":"2025-03-20T14:15:29","slug":"os-filhos-do-bairro-estao-cada-vez-mais-integrados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/cobertura\/os-filhos-do-bairro-estao-cada-vez-mais-integrados\/","title":{"rendered":"Os \u201cfilhos do bairro\u201d est\u00e3o cada vez mais integrados"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 cada vez menos diferen\u00e7as entre o estilo de vida das pessoas que residem em bairros municipais e os restantes lisboetas. Prova disso \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es mais jovens e o pr\u00f3prio tecido urbano que se mistura, esbatendo as diferen\u00e7as que antes eram apontadas com relativa facilidade. Estas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es do estudo \u201cFilhos do Bairro\u201d, realizado pela Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) em parceria com a Gebalis. Segundo Rute Xavier, professora da UCP, este estudo, realizado a cerca de mil residentes, em 2023, procurou analisar a \u201cdiferen\u00e7a em termos de viv\u00eancia das pessoas nos bairros\u201d, em particular \u201ccomo \u00e9 que tinha sido a sua vida e a vida dos seus filhos\u201d. E uma das grandes diferen\u00e7as detetadas foi o n\u00edvel de escolaridade: \u201cAs pessoas que integraram estas casas h\u00e1 20, 30 anos eram pessoas que tinham m\u00e9dia\/baixa escolaridade; 5% tinham o ensino superior e mais de 50% tinham o ensino secund\u00e1rio. O que vemos \u00e9 que, nos seus filhos, maiores de idade, h\u00e1 uma progress\u00e3o imensa, pois 17% t\u00eam o ensino superior e mais de 50% t\u00eam o ensino secund\u00e1rio j\u00e1 completo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dos fatores analisados para avaliar o \u201celevador social\u201d, ou seja, se houve uma melhoria socioecon\u00f3mica destes moradores, foi ver o que estes filhos est\u00e3o a fazer, se est\u00e3o a morar e a trabalhar no bairro, exemplifica Rute Xavier. E a conclus\u00e3o a que chegaram foi que a segunda gera\u00e7\u00e3o do bairro estava a ter uma vida perfeitamente integrada: \u201cN\u00e3o estavam necessariamente a trabalhar no bairro, estavam a trabalhar em toda a cidade. Cerca de 20% estavam a arrendar casa fora do bairro e havia uma percentagem muito pequena que ainda permanecia dentro do bairro.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">A segunda gera\u00e7\u00e3o do bairro n\u00e3o estava necessariamente a trabalhar no bairro, estava a trabalhar em toda a cidade. Cerca de 20% estavam a arrendar casa fora do bairro.<\/h3><footer><cite>Rute Xavier, professora da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O trabalho foi outro \u201cindicador muito positivo\u201d para esta segunda gera\u00e7\u00e3o: \u201cCerca de 70% estavam a trabalhar por conta de outrem ou por conta pr\u00f3pria, portanto, perfeitamente integrados na sociedade\u201d, afirma. Todos estes indicadores avaliados no estudo \u201cFilhos do Bairro\u201d permitiram concluir que \u201cfoi dado um apoio em termos de habita\u00e7\u00e3o municipal aos pais, que fez com que o n\u00edvel de vida, em termos de educa\u00e7\u00e3o e de trabalho, da segunda gera\u00e7\u00e3o viesse a melhorar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabinetes espalhados por Lisboa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Gebalis, empresa municipal sob tutela da C\u00e2mara Municipal de Lisboa (CML), faz a gest\u00e3o de 23 mil habita\u00e7\u00f5es e cerca de 64 mil residentes, o que, segundo&nbsp; Mikaella Andrade, diretora de interven\u00e7\u00e3o local da Gebalis, representa \u201cpraticamente 15% da cidade de Lisboa\u201d. A empresa municipal, al\u00e9m de ter a gest\u00e3o social, financeira e patrimonial dos edif\u00edcios, tem tamb\u00e9m a miss\u00e3o estrat\u00e9gica de promover o desenvolvimento dos territ\u00f3rios. Para isso, tem dez gabinetes espalhados pela cidade de Lisboa, onde aposta numa \u201cgest\u00e3o de proximidade\u201d. \u201cAfam\u00edlia, assim que recebe uma casa, \u00e9 visitada pelos t\u00e9cnicos para a integrar dentro das rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a, para a integrar no lote, na comunidade, para perceber o que pode esperar dos servi\u00e7os e para se fazer um diagn\u00f3stico de eventuais necessidades\u201d,afirma a diretora. Al\u00e9m do grande investimento do munic\u00edpio em obras de requalifica\u00e7\u00e3o, a Gebalis tamb\u00e9m desenvolve programas em parceria com os residentes, como o Lotes ComVida, em que se procura \u201cperceber com os residentes o que gostariam de melhorar\u201d. Ou o grupo comunit\u00e1rio Quarto Crescente, em Marvila, que faz, segundo Mikaella Andrade, \u201cum trabalho interessant\u00edssimo sobre o espa\u00e7o p\u00fablico, sobre a interven\u00e7\u00e3o nos jardins, nas ciclovias\u2026\u201d. Foi isso mesmo que Rute Xavier, professora da UCP, constatou atrav\u00e9s do estudo \u201cFilhos do Bairro\u201d: \u201cHavia uma proximidade muito grande a n\u00edvel de infraestruturas, n\u00e3o s\u00f3 de educa\u00e7\u00e3o, como as escolas, como atividades extraescolares, que fazia com que os jovens crescessem de uma forma saud\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Foi dado um apoio em termos de habita\u00e7\u00e3o municipal aos pais, que fez com que o n\u00edvel de vida, em termos de educa\u00e7\u00e3o e de trabalho, da segunda gera\u00e7\u00e3o viesse a melhorar.<\/h3><footer><cite>Rute Xavier, professora da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar de a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser diretamente uma compet\u00eancia da Gebalis, a diretora de interven\u00e7\u00e3o local, Mikaella Andrade, reconhece que \u00e9 \u201cum pilar fundamental\u201d de interven\u00e7\u00e3o. E d\u00e1 como exemplo alguns programas que est\u00e3o em curso. \u201cO Community Champions League, desenvolvido em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Benfica, \u00e9 um projeto que, por meio do desporto, trabalha compet\u00eancias pessoais e sociais destes jovens, residentes em territ\u00f3rios vulner\u00e1veis e que, por si s\u00f3, j\u00e1 t\u00eam limita\u00e7\u00f5es no acesso ao desporto\u201d, conta e prossegue: \u201c\u00c9 uma forma de demonstrar que s\u00e3o t\u00e3o importantes os golos que marcam em campo como as interven\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que fazem fora do campo.\u201d Outro exemplo \u00e9 a Semana Digital: \u201cAproveitando o per\u00edodo de f\u00e9rias escolares, \u00e9 uma semana em que os jovens entre os 7 e os 17 anos t\u00eam a possibilidade de trabalhar compet\u00eancias de programa\u00e7\u00e3o, de rob\u00f3tica e vamos apostar agora tamb\u00e9m na intelig\u00eancia artificial. A Semana Digital acabou por ser um pilar da nossa interven\u00e7\u00e3o porque tivemos bons resultados.\u201d<\/p>\n\n\n<div data-uk-grid class=\"featured-box uk-card uk-grid-collapse uk-margin\"><div class=\"uk-width-1-1\"><div class=\"uk-card-body\"><span class=\"number\">23<\/span><\/p>\n<p>mil habita\u00e7\u00f5es gere a Gebalis, empresa municipal sob tutela da C\u00e2mara Municipal de Lisboa. Estas habita\u00e7\u00f5es t\u00eam cerca de 64 mil residentes.<\/p>\n<p><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Nesta aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades, a diretora de interven\u00e7\u00e3o local da Gebalis refere ainda o concurso Talentos do Bairro como um exemplo de integra\u00e7\u00e3o: \u201cFoi um projeto que desenvolvemos, pela primeira vez, no ano passado, e que permitiu dar oportunidade a jovens com talento na \u00e1rea musical. Tivemos um exemplo muito curioso: dois jovens residentes em habita\u00e7\u00e3o municipal juntaram-se a um outro jovem [que reside em habita\u00e7\u00f5es de venda livre] \u2013 os tr\u00eas estudavam no conservat\u00f3rio \u2013 e decidiram concorrer. N\u00f3s n\u00e3o fechamos os nossos programas aos residentes dos bairros municipais porque achamos que isto \u00e9 o que faz, de facto, alavancar o desenvolvimento dos territ\u00f3rios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bairros municipais: realidade vs. perce\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 alguns anos, a maioria dos lisboetas apontava a Zona J como uma das \u00e1reas com maior estigma da cidade, atualmente est\u00e1 a tornar-se numa zona cosmopolita. Reflexo disso s\u00e3o os pre\u00e7os das casas. \u201cEra uma zona muito vincada por habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica e, hoje, os pre\u00e7os das casas em Marvila s\u00e3o dos mais altos de Lisboa. A malha urbana transformou-se de tal forma que se estendeu para a periferia, onde havia estes bairros\u201d, explica Mikaella Andrade. Outro exemplo de integra\u00e7\u00e3o \u00e9 a Alta de Lisboa, em Telheiras \u201cH\u00e1 uma mistura de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica e mercado livre que n\u00e3o se consegue \u00e0s vezes perceber se \u00e9 da Gebalis ou se \u00e9 de habita\u00e7\u00e3o livre. Cada vez mais se est\u00e1 a esbater esta diferen\u00e7a\u201d, garante.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">A fam\u00edlia, assim que recebe uma casa, \u00e9 visitada pelos t\u00e9cnicos para a integrar dentro das rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a, para a integrar no lote, na comunidade, para perceber o que pode esperar dos servi\u00e7os e para se fazer um diagn\u00f3stico de eventuais necessidades.<\/h3><footer><cite>Mikaella Andrade, diretora de interven\u00e7\u00e3o local da Gebalis<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>80% dos lisboetas questionados atrav\u00e9s do estudo \u201cFilhos do Bairro\u201d sabiam o que era e conheciam os bairros municipais. No entanto, quando lhes perguntaram se moram pr\u00f3ximo de um, \u201cperto de 50% disseram que n\u00e3o\u201d. Mas \u2013 assegura Rute Xavier, da UCP \u2013 \u201cafinal moravam\u201d. Inicialmente, surgiu a hip\u00f3tese de estas pessoas n\u00e3o quererem admitir que moram perto de um bairro municipal. No entanto, quando lhes foi pedido que identificassem um bairro municipal que conhecessem, a maioria n\u00e3o conseguiu: \u201cMuitas vezes, os bairros municipais que identificavam eram das duas uma: ou bairros que, historicamente, foram municipais, mas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o e, portanto, est\u00e3o no mercado de arrendamento; ou bairros que, tipicamente, s\u00e3o mais noticiados e, portanto, havia um conhecimento n\u00e3o em causa pr\u00f3pria, mas por ouvirem nas not\u00edcias.\u201d Apesar disso, a grande maioria \u2013 \u201ccerca de 70% \u2013 disse que deve haver mais bairros municipais em Lisboa. E aqueles que responderam que n\u00e3o deve haver defendem \u201coutras solu\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, nomeadamente aproveitamento de imobili\u00e1rio e de espa\u00e7os que j\u00e1 existem, ou at\u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de apartamentos municipais em pr\u00e9dios de um bairro \u2018comum\u2019\u201d, justifica Rute Xavier.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante estes dados, as duas respons\u00e1veis defendem que h\u00e1 um trabalho ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o que precisa de ser feito para desconstruir perce\u00e7\u00f5es erradas sobre os bairros. Por exemplo, refere a professora universit\u00e1ria, \u201cas pessoas t\u00eam a perce\u00e7\u00e3o de que quem mora nos bairros s\u00e3o principalmente fam\u00edlias multinucleares\u201d. \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, assegura e prossegue: \u201cN\u00f3s identificamos que as fam\u00edlias que moram nos bairros municipais t\u00eam, em m\u00e9dia, uma dimens\u00e3o de 2,7 pessoas. Portanto, s\u00e3o fam\u00edlias pequenas, algumas at\u00e9 monoparentais. Outra coisa \u00e9 pensar que, em termos de rendimento, s\u00e3o dependentes de apoios sociais. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 verdade. 90% das fam\u00edlias est\u00e3o dependentes de um ou de dois rendimentos.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">O Talentos do Bairro foi um projeto que desenvolvemos, pela primeira vez, no ano passado, e que permitiu dar oportunidade a jovens com talento na \u00e1rea musical.<\/h3><footer><cite>Mikaella Andrade, diretora de interven\u00e7\u00e3o local da Gebalis<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante esta perce\u00e7\u00e3o errada, o estigma n\u00e3o se reflete na pr\u00e1tica na vida destes moradores. \u201cAs pessoas n\u00e3o t\u00eam necessariamente no seu cart\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o que moram num bairro municipal. Portanto, quando acedem a uma escola, a uma universidade, a um emprego, s\u00e3o pessoas que t\u00eam habita\u00e7\u00e3o, t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de vida e, tendencialmente, t\u00eam as mesmas oportunidades que as outras pessoas\u201d, afian\u00e7a Rute Xavier.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior escolaridade, melhor emprego e acesso a habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das conquistas da segunda gera\u00e7\u00e3o que reside nos bairros municipais. Estudo revela que o apoio dado aos pais em termos de habita\u00e7\u00e3o fez com que o n\u00edvel de vida dos filhos melhorasse.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":175,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cobertura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=172"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":187,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172\/revisions\/187"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}