{"id":238,"date":"2025-04-10T15:13:29","date_gmt":"2025-04-10T14:13:29","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/?p=238"},"modified":"2025-04-10T15:13:30","modified_gmt":"2025-04-10T14:13:30","slug":"o-programa-morar-melhor-tem-mais-de-30-obras-ativas-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/cobertura\/o-programa-morar-melhor-tem-mais-de-30-obras-ativas-em-lisboa\/","title":{"rendered":"O programa Morar Melhor tem mais de 30 obras ativas em Lisboa"},"content":{"rendered":"\n<p>O alerta sobre o mau estado de algum edificado da capital \u00e9 dado por Victor Reis, antigo presidente do Instituto da Habita\u00e7\u00e3o e da Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana (IHRU). \u201cA velha cooperativa Portugal Novo nas Olaias \u00e9, neste momento, um dos maiores cancros que existem na habita\u00e7\u00e3o social em Lisboa\u201d, a afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de Victor Reis, em conversa, no \u00e2mbito da iniciativa \u201cUma Casa, Um Futuro\u201d. E justifica: \u201cEsteve durante 30 anos como sendo terra de ningu\u00e9m. Ningu\u00e9m pagou rendas, as pessoas ocupavam aquilo, transacionavam as chaves, as obras clandestinas s\u00e3o mais que muitas, as liga\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o clandestinas\u2026 Os edif\u00edcios, embora estejam de p\u00e9 e vis\u00edveis, est\u00e3o infraestruturalmente arruinados. Isto \u00e9 perigoso. \u00c9, de facto, uma situa\u00e7\u00e3o na qual, muito provavelmente, a c\u00e2mara ter\u00e1 de demolir e fazer de novo, porque ser\u00e1 muito pouco vi\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">No \u00e2mbito do programa Morar Melhor j\u00e1 foram reabilitadas mais de 1500 casas.<\/h3><footer><cite>Pedro Tom\u00e1s, da Dire\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio da Gebalis<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com uma liga\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e0 \u00e1rea da habita\u00e7\u00e3o de quase 40 anos, o antigo presidente do IHRU lembra outras situa\u00e7\u00f5es que foram resolvidas: \u201cSe forem hoje \u00e0 Mouraria, \u00e0 entrada da Rua do Capel\u00e3o, do lado direito, t\u00eam pr\u00e9dios pr\u00e9-pombalinos, que estavam em ru\u00edna e foram desmontados e remontados. Mas \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o car\u00edssima, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer isto com todos os edif\u00edcios. O problema central na manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio \u00e9, em primeiro lugar, perceber que problemas tem, porque, muitas vezes, a constru\u00e7\u00e3o em si j\u00e1 n\u00e3o foi boa. Se sobre isso est\u00e3o muitos anos sem conserva\u00e7\u00e3o, a degrada\u00e7\u00e3o acentua-se rapidamente. E o grande desafio que a Gebalis tem \u00e9 que uma boa parte do patrim\u00f3nio \u00e9 anterior aos dois \u00faltimos grandes programas habitacionais.\u201d<br><br>Pedro Tom\u00e1s, da Dire\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio da Gebalis, explica que o parque habitacional existente em Lisboa tem modelos de arquitetura, m\u00e9todos construtivos, formas de conserva\u00e7\u00e3o, de manuten\u00e7\u00e3o e de apropria\u00e7\u00e3o diferentes. Por isso, saber em que \u201cestado est\u00e1 o parque habitacional\u201d e como \u00e9 que \u201cfoi feita a manuten\u00e7\u00e3o ao longo dos tempos\u201d \u00e9 o primeiro passo para perceber o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer e quantificar em termos or\u00e7amentais. Ap\u00f3s avaliar qual \u00e9 o grau de investimento, \u00e9 necess\u00e1rio decidir em termos de gest\u00e3o se deve ser feito. \u201cSe o investimento \u00e9 de tal ordem que torna a decis\u00e3o invi\u00e1vel, ent\u00e3o temos de demolir aquela malha urbana e erguer de novo\u201d, afirma Pedro Tom\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o, a \u201csubstitui\u00e7\u00e3o de envidra\u00e7ados, sombreamentos\u201d e tudo o que \u201cpuder dar conforto no interior da casa\u201d \u00e9 algo que j\u00e1 \u00e9 normal a Gebalis fazer. Todavia, Pedro Tom\u00e1s alerta que, ap\u00f3s uma reabilita\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio que \u201co comportamento dos moradores se ajuste\u201d. \u201cN\u00f3s recorremos aos materiais que existem no mercado e testamos muitos sistemas de revestimento de paredes e formas de aplica\u00e7\u00e3o, mas aquilo que as pessoas mais olham \u00e9: \u2018Eu tenho uma janela nova\u2019. Tem uma janela com vidro duplo, aparentemente robusta. D\u00e1-me conforto e d\u00e1-me seguran\u00e7a. \u00c0s vezes tamb\u00e9m h\u00e1 o lado da seguran\u00e7a quase mental, um descanso mental\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es de seguran\u00e7a e conforto, Pedro Tom\u00e1s assegura que hoje a Gebalis procura ter em aten\u00e7\u00e3o o que uma casa representa para cada pessoa. \u201cA casa era um local de ref\u00fagio, inicialmente, depois de conforto, de fam\u00edlia, de seguran\u00e7a, mas agora, com a quest\u00e3o pand\u00e9mica, surgiu o local de trabalho. E cada vez mais \u00e9 um local de assist\u00eancia, de cuidarmos dos nossos doentes em casa. E aqui tamb\u00e9m falamos um bocadinho de inova\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o do ponto de vista da efici\u00eancia energ\u00e9tica ou do conforto, que est\u00e3o l\u00e1 \u2013, mas como conseguimos que a casa seja confort\u00e1vel e adaptada? Nas nossas casas temos obst\u00e1culos de circula\u00e7\u00e3o. Obst\u00e1culos aos cinco sentidos. E podemos preparar as casas em fun\u00e7\u00e3o das necessidades de quem l\u00e1 est\u00e1 ou de quem cuida de quem l\u00e1 est\u00e1\u201d, refere e prossegue: \u201c\u00c9 esta nova din\u00e2mica que queremos para as casas: que sejam universais e que respondam \u00e0s nossas necessidades como inquilinos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Habita\u00e7\u00e3o social igual a habita\u00e7\u00e3o normal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Victor Reis lembra que nos anos 1980 e 1990, havia habita\u00e7\u00e3o de custos controlados, que tinha um conjunto de caracter\u00edsticas de dimensionamento, de acabamentos, de custos, que hoje seriam \u201cabsolutamente invi\u00e1veis\u201d. Por exemplo, as \u201cprimeiras casas de habita\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, feitas nos anos 1920, 1930,\u201d eram constru\u00eddas \u201csem casas de banho ou com casas de banho comuns a v\u00e1rias casas\u201d, explica. Atualmente, com as exig\u00eancias regulamentares que foram colocadas \u201ccom quest\u00f5es como a t\u00e9rmica, a ac\u00fastica, o pr\u00f3prio dimensionamento, os sistemas construtivos, levam a que seja muito dif\u00edcil fazer habita\u00e7\u00e3o social de forma diferente daquela que \u00e9 a habita\u00e7\u00e3o normal\u201d e isso \u201ctorna a produ\u00e7\u00e3o mais cara\u201d.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Podemos falar de edif\u00edcios inteligentes, mas um edif\u00edcio inteligente \u00e9 um edif\u00edcio que tem de ser sustent\u00e1vel. E temos de ter um plano de manuten\u00e7\u00e3o futura.<\/h3><footer><cite>Pedro Tom\u00e1s, da Dire\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio da Gebalis<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O antigo presidente do IHRU tamb\u00e9m concorda que h\u00e1 comportamentos de utiliza\u00e7\u00e3o das casas depois destas reabilita\u00e7\u00f5es com os quais \u201c\u00e9 preciso ter um particular cuidado\u201d. \u201cEsta quest\u00e3o t\u00e9rmica e da efici\u00eancia energ\u00e9tica na habita\u00e7\u00e3o social coloca alguns desafios interessantes. Porque em casas que \u2018respiram\u2019 \u2013 porque as casas s\u00e3o mais perme\u00e1veis, quando s\u00e3o envolvidas, por exemplo, nos chamados capotos, na esferovite \u2013, a casa fica estanque. Qual \u00e9 o problema? Se a casa n\u00e3o \u00e9 ventilada, come\u00e7am as condensa\u00e7\u00f5es. Primeiro nas janelas, depois nas paredes. Quando as pessoas d\u00e3o por isso, t\u00eam as paredes pretas e come\u00e7am a achar que h\u00e1 infiltra\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o h\u00e1 infiltra\u00e7\u00f5es\u201d, assegura.<\/p>\n\n\n\n<p>Victor Reis recorda tamb\u00e9m comportamentos semelhantes nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. \u201cPessoas que, sa\u00eddas das barracas, iam viver para casas novas e n\u00e3o se conseguiam adaptar ao uso da instala\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Muitas vezes convertiam a instala\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria numa horta ou sabe-se l\u00e1 em qu\u00ea. Portanto, este tipo de fen\u00f3menos ainda hoje acontece, obviamente, com outras caracter\u00edsticas, mas todos os processos de adapta\u00e7\u00e3o devem ser tratados com particular cuidado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No que toca aos bairros de barracas, lembra uma realidade existente entre a d\u00e9cada de 1940 e 1990 que era \u201cquase normal\u201d: \u201cZonas extens\u00edssimas de barracas, aos milhares, com condi\u00e7\u00f5es de viv\u00eancia miser\u00e1veis.\u201d E d\u00e1 como exemplo \u201ca Curraleira, o bairro chin\u00eas de Chelas, o Vale de Alc\u00e2ntara, a Musgueira\u2026\u201d. Ou seja \u2013 explica o antigo presidente do IHRU \u2013, \u201cmuitos daqueles que eram os bairros provis\u00f3rios feitos pelo Estado Novo para o realojamento, quando foi a constru\u00e7\u00e3o da ponte 25 de Abril, na altura a chamada ponte Salazar\u201d. Neste sentido, Victor Reis destaca que a Gebalis \u201c\u00e9 o produto de um trabalho de d\u00e9cadas, de muitas c\u00e2maras municipais, de muitos governos\u201d: \u201c\u00c9bom que n\u00e3o ignoremos o papel dos governos que permitiram que estas 20 mil casas hoje existam e que tenham acabado com uma chaga brutal e gigantesca na cidade.\u201d Por isso, defende: \u201cTodos nos podemos orgulhar desse trabalho, independentemente de quem foram os governos, os presidentes de c\u00e2mara, os partidos pol\u00edticos que ganharam elei\u00e7\u00f5es, quem esteve l\u00e1. H\u00e1 um resultado absolutamente fenomenal que permite hoje dizer que Lisboa n\u00e3o tem barracas.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"uk-inline\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/214\/2025\/04\/Vitor-Reis5-1200x630.jpg\" alt=\"Victor Reis, antigo presidente do IHRU\" loading=\"lazy\" \/><div class=\"uk-visible@s uk-overlay uk-overlay-default uk-position-bottom uk-padding-small uk-margin-bottom uk-text-left\">Victor Reis, antigo presidente do IHRU<\/div><\/div><p class=\"uk-hidden@s uk-text-small uk-text-muted uk-margin-small-top uk-margin-medium-bottom uk-text-left\">Victor Reis, antigo presidente do IHRU<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, as pessoas que, sa\u00eddas das barracas, iam viver para casas novas n\u00e3o se conseguiam adaptar ao uso da instala\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Muitas vezes convertiam a instala\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria numa horta ou sabe-se l\u00e1 em qu\u00ea.<\/h3><footer><cite>Victor Reis, antigo presidente do IHRU<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Concursos que ficam desertos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Gebalis gere, atualmente, um patrim\u00f3nio de \u201c25 mil fra\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 habita\u00e7\u00e3o municipal nas suas diferentes val\u00eancias\u201d. Por\u00e9m \u2013 assegura Pedro Tom\u00e1s \u2013, a empresa municipal \u201cn\u00e3o \u00e9 uma simples gestora de im\u00f3veis\u201d porque \u201cfaz muito mais do que isso\u201d: \u00e9 respons\u00e1vel pela \u201cmanuten\u00e7\u00e3o do edificado\u201d quer seja \u201cpreventiva\u201d ou \u201ccorretiva\u201d e tamb\u00e9m faz \u201cobras de conserva\u00e7\u00e3o e de reabilita\u00e7\u00e3o\u201d enquadradas em v\u00e1rios programas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 gest\u00e3o do arrendamento, tem v\u00e1rias pol\u00edticas conhecidas como as de \u201crenda apoiada e renda acess\u00edvel\u201d, al\u00e9m de ter como \u201cmiss\u00e3o e responsabilidade ligar as comunidades, as culturas e fazer notar os direitos e os deveres de cada um\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo (agora demission\u00e1rio) comprometeu-se a entregar \u00e0s fam\u00edlias 59 mil casas at\u00e9 2030, no \u00e2mbito da estrat\u00e9gia \u201cConstruir Portugal\u201d. Para Victor Reis, \u201coprincipal desafio para alcan\u00e7ar esta meta \u00e9 ter empresas de constru\u00e7\u00e3o e ter m\u00e3o de obra em quantidade suficiente, porque o principal problema que est\u00e1 a acontecer com a execu\u00e7\u00e3o do PRR s\u00e3o concursos que ficam desertos\u201d. Ou cujos pre\u00e7os t\u00eam de ser significativamente aumentados para haver concorrentes. Al\u00e9m disso, o antigo presidente do IHRU sublinha que cerca de metade das 59 mil casas s\u00e3o reabilita\u00e7\u00f5es e, por isso, o trabalho intensivo que a Gebalis est\u00e1 a desenvolver \u00e9 \u201cmuito importante\u201d porque se trata de um \u201cbem escasso\u201d: \u201cSomente 2% do nosso parque habitacional em Portugal \u00e9 de habita\u00e7\u00e3o social, \u00e9 habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u00c9 um bem escasso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Pedro Tom\u00e1s ressalva que, al\u00e9m dos desafios na constru\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o, a Gebalis tem de ter em considera\u00e7\u00e3o \u201cquanto \u00e9 que vai custar a manuten\u00e7\u00e3o futura, principalmente na habita\u00e7\u00e3o nova\u201d porque est\u00e3o em causa \u201celevadores, sistemas de ilumina\u00e7\u00e3o, de ventila\u00e7\u00e3o\u201d, entre outros. \u201cPodemos falar de edif\u00edcios inteligentes, mas um edif\u00edcio inteligente \u00e9 um edif\u00edcio que tem de ser sustent\u00e1vel. E temos de ter um plano de manuten\u00e7\u00e3o futura\u201d, sublinha o respons\u00e1vel da Dire\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio da Gebalis. Victor Reis acrescenta, com algum humor: \u201cE rezar para que durante a obra o empreiteiro n\u00e3o falhe. Porque conhe\u00e7o v\u00e1rios casos em que a obra foi come\u00e7ada por um empreiteiro, ele faliu, fechou a atividade, parou a obra, tivemos de encontrar outro, e\u2026 infelizmente \u00e9 uma hist\u00f3ria que se repete.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Somente 2% do nosso parque habitacional em Portugal \u00e9 de habita\u00e7\u00e3o social, \u00e9 habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u00c9 um bem escasso.<\/h3><footer><cite>Victor Reis, antigo presidente do IHRU<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O problema de entrar nas habita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s reabilita\u00e7\u00f5es, para o antigo presidente do IHRU \u00e9 \u201cmais f\u00e1cil\u201d quando se trata da \u201ccaixa envolvente do edif\u00edcio\u201d, como a cobertura ou as fachadas. O problema \u2013 afirma Victor Reis \u2013 \u201c\u00e9 quando temos de entrar dentro das habita\u00e7\u00f5es\u201d. \u201c\u00c0s vezes, \u00e9 necess\u00e1rio que a fam\u00edlia v\u00e1 temporariamente viver para outro lado, para a casa ser completamente arranjada.\u201d Al\u00e9m disso, quando as casas est\u00e3o \u201c20 ou 30 anos\u201d sem manuten\u00e7\u00e3o, podem precisar de \u201cuma grande obra\u201d e \u201c10 mil euros podem n\u00e3o chegar\u201d. Al\u00e9m das partes comuns dos edif\u00edcios que, muitas vezes, est\u00e3o obsoletas: \u201cAntigamente, os edif\u00edcios coletivos de habita\u00e7\u00e3o social n\u00e3o tinham porta da rua. A escada era aberta. Qualquer pessoa entrava pelo pr\u00e9dio adentro. N\u00e3o existia uma antena comum de televis\u00e3o. E, portanto, quando se pretende dar alguma privacidade a um edif\u00edcio e p\u00f4r a porta na rua, h\u00e1 que instalar campainhas, h\u00e1 que p\u00f4r intercomunicadores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Pedro Tom\u00e1s,<strong>&nbsp; <\/strong>no \u00e2mbito do programa \u201cMorar Melhor\u201d, existem, neste momento, \u201cmais de 30 obras ativas em diferentes freguesias de Lisboa\u201d e, nestes \u00faltimos quatro anos, j\u00e1 foram reabilitadas \u201ccerca de 1.800 casas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos grandes desafios da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa \u00e9 a reabilita\u00e7\u00e3o. No entanto, h\u00e1 casos em que os edif\u00edcios est\u00e3o de tal forma arruinados que a solu\u00e7\u00e3o pode passar mesmo por demolir. Depois sim, edificar, avan\u00e7am os peritos.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":250,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-238","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cobertura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":253,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238\/revisions\/253"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/uma-casa-um-futuro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}