{"id":311,"date":"2022-01-17T12:24:09","date_gmt":"2022-01-17T12:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/?p=311"},"modified":"2024-01-02T10:04:09","modified_gmt":"2024-01-02T10:04:09","slug":"automacao-e-sinonimo-de-empresas-melhor-preparadas-e-pessoas-mais-capacitadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/futuro-do-trabalho\/automacao-e-sinonimo-de-empresas-melhor-preparadas-e-pessoas-mais-capacitadas\/","title":{"rendered":"Automa\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de empresas melhor preparadas e pessoas mais capacitadas"},"content":{"rendered":"\n<p>A tecnologia digital, a automa\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o est\u00e3o a ter impacto na organiza\u00e7\u00e3o do trabalho sobre diferentes setores de atividade, sendo certo que trazem melhorias na produtividade e experi\u00eancia de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o inqu\u00e9rito realizado pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), \u201c<a href=\"https:\/\/www.eib.org\/attachments\/efs\/eibis_2019_report_on_digitalisation_en.pdf\">Who is prepared for the new digital age? \u2013 Evidence from the EIB Investment Survey<\/a>\u201d, o cen\u00e1rio de pandemia da covid-19 veio aumentar o papel da tecnologia digital na manuten\u00e7\u00e3o do dia a dia, da atividade econ\u00f3mica e social e na prevista recupera\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Refere ainda que a pandemia pode mesmo criar as condi\u00e7\u00f5es para se iniciar \u201cuma nova era digital, acelerando a maturidade da tecnologia digital. O que antes era \u2018bom ter\u2019, agora pode-se tornar \u2018crucial ter\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Este relat\u00f3rio analisa o investimento e a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais pelas empresas na Uni\u00e3o Europeia (UE) e nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) e fornece evid\u00eancias sobre o melhor desempenho das empresas digitais em compara\u00e7\u00e3o com as n\u00e3o digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para a realidade portuguesa, o documento do BEI conclui que \u201c<strong>as taxas de ado\u00e7\u00e3o do digital em Portugal est\u00e3o acima da m\u00e9dia da UE para todos os setores, exceto para manufatura<\/strong>, e tamb\u00e9m acima da m\u00e9dia dos EUA para o setor de servi\u00e7os e, ainda mais, para infraestrutura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo relat\u00f3rio detalha que quase 60% das empresas digitais portuguesas afirmam ter aumentado o n\u00famero de funcion\u00e1rios nos \u00faltimos tr\u00eas anos, em compara\u00e7\u00e3o com 50% das empresas n\u00e3o digitais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em Portugal, ao contr\u00e1rio da Uni\u00e3o Europeia e dos EUA, a produtividade m\u00e9dia do trabalho n\u00e3o difere entre empresas digitais e n\u00e3o digitais<\/strong>. No entanto, \u201co sal\u00e1rio m\u00e9dio por funcion\u00e1rio \u00e9 ligeiramente superior para as empresas digitais do que para as n\u00e3o digitais, mas ainda abaixo da m\u00e9dia do da Uni\u00e3o Europeia\u201d. No que se refere aos obst\u00e1culos relatados pelas empresas para o investimento no digital, \u201ca regulamenta\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e tributa\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 o mais citado por empresas digitais, enquanto a \u201cfalta de disponibilidade de pessoal\u201d \u00e9 o mais apontado por empresas n\u00e3o digitais.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-bottom\"> O sal\u00e1rio m\u00e9dio por funcion\u00e1rio \u00e9 ligeiramente superior para as empresas digitais do que para as n\u00e3o digitais, mas ainda abaixo da m\u00e9dia do da Uni\u00e3o Europeia.<\/h3><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novos empregos vs. perda de postos de trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p>Como aferir, no mercado portugu\u00eas, se a robotiza\u00e7\u00e3o e a maior ado\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial (IA) est\u00e3o a tornar as organiza\u00e7\u00f5es mais eficientes e a ter impacto positivo nos colaboradores? O estudo \u201c<a href=\"https:\/\/cip.org.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Relat%C3%B3rio-FoW_NSBE-CIP.pdf\">O futuro do Trabalho em Portugal: O imperativo da Requalifica\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, da autoria da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal e da NOVA SBE, faz o ponto de situa\u00e7\u00e3o quanto ao recurso \u00e0 robotiza\u00e7\u00e3o e conclui que &#8220;<strong>Portugal apresenta um elevado potencial de automa\u00e7\u00e3o, em que 50% do tempo despendido em tarefas laborais \u00e9 suscet\u00edvel de ser automatizado recorrendo a tecnologias j\u00e1 existentes, podendo o mesmo aumentar para 67% em 2030, mediante o aparecimento de novas tecnologias<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo estudo explica que a taxa de ado\u00e7\u00e3o de tecnologias de automa\u00e7\u00e3o face ao potencial na pr\u00f3xima d\u00e9cada \u201cdepende de diversos fatores, tais como o pre\u00e7o do investimento em equipamentos, a resist\u00eancia a novas tecnologias, e o ciclo econ\u00f3mico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o dos autores do relat\u00f3rio, o cen\u00e1rio base assume que, em Portugal, \u201cmetade das tarefas que t\u00eam potencial de ser automatizadas ser\u00e3o automatizadas at\u00e9 2030. <strong>Este cen\u00e1rio base implica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00f5es de postos de trabalho<\/strong>\u201d, e detalham que as maiores redu\u00e7\u00f5es de postos de trabalho em consequ\u00eancia da maior automa\u00e7\u00e3o \u201cest\u00e3o concentradas em ocupa\u00e7\u00f5es previs\u00edveis e f\u00edsicas, processamento e recolha de dados, e nos setores da manufatura, com\u00e9rcio por grosso e a retalho, suporte administrativo e governo, e agricultura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, antecipam que <strong>para o mesmo cen\u00e1rio de ado\u00e7\u00e3o de automa\u00e7\u00e3o, entre 600 mil e 1,1 milh\u00f5es de novos empregos tamb\u00e9m poder\u00e3o ser criados,<\/strong> devido \u201cao crescimento direto dos setores ligados \u00e0 oferta e manuten\u00e7\u00e3o de tecnologias ligadas \u00e0 automa\u00e7\u00e3o e ao crescimento econ\u00f3mico que tem origem no aumento da produtividade que a automa\u00e7\u00e3o proporciona\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores do estudo salientam ainda que a cria\u00e7\u00e3o de emprego depender\u00e1 das medidas adotadas pelo Estado em resposta \u00e0 automa\u00e7\u00e3o e da gera\u00e7\u00e3o de novos tipos de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo estudo pode ler-se ainda que \u201cindependentemente do n\u00famero de postos de trabalho criados ou perdidos em termos l\u00edquidos, cerca de 700 mil trabalhadores ter\u00e3o de alterar a sua ocupa\u00e7\u00e3o ou adquirir novas compet\u00eancias at\u00e9 2030. Este \u00e9 fundamentalmente o grande desafio feito pela automa\u00e7\u00e3o\u201d. Em suma, \u00e9 preciso que a for\u00e7a de trabalho se requalifique atempadamente, para que os postos de trabalho criados em ocupa\u00e7\u00f5es e setores diferentes possam ser ocupados pelos trabalhadores que viram a sua ocupa\u00e7\u00e3o automatizada.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-bottom\">Cerca de 700 mil trabalhadores ter\u00e3o de alterar a sua ocupa\u00e7\u00e3o ou adquirir novas compet\u00eancias at\u00e9 2030.<\/h3><\/blockquote>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/jo%C3%A3o-cerejeira-2283bb20\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jo\u00e3o Cerejeira<\/a>, economista e professor na Universidade do Minho, confirma que h\u00e1 um conjunto muito grande de fun\u00e7\u00f5es que paulatinamente t\u00eam vindo a ser substitu\u00eddas por tecnologia. \u201cTal como a tecnologia anterior conseguiu substituir tarefas manuais de natureza rotineira, tamb\u00e9m a intelig\u00eancia artificial e sistemas mais complexos come\u00e7am a substituir algum trabalho de natureza mais intelectual com compet\u00eancias mais cognitivas\u201d, diz o economista.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Cerejeira refere como exemplo o caso dos atendimentos autom\u00e1ticos, dos chats j\u00e1 com um automatismo elevado, parte dos servi\u00e7os banc\u00e1rios e servi\u00e7o a n\u00edvel fiscal. E admite que esta automa\u00e7\u00e3o acaba por ter um efeito sobre as profiss\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o no meio da distribui\u00e7\u00e3o, ou seja, de complexidade interm\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhece que <strong>h\u00e1 profiss\u00f5es mais manuais que n\u00e3o podem ser substitu\u00eddas por m\u00e1quina<\/strong>s, como, por exemplo, \u201caquelas que s\u00e3o n\u00e3o rotineiras, como o cuidado de idosos, servi\u00e7o de auxiliares na \u00e1rea da sa\u00fade, restaura\u00e7\u00e3o, hotelaria, entre outras. Continua a haver um conjunto de fun\u00e7\u00f5es, mesmo menos qualificadas, mas em que a automa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Cerejeira socorre-se de estudos sobre a digitaliza\u00e7\u00e3o, tanto na Uni\u00e3o Europeia como nos EUA, que concluem que \u201cas empresas que est\u00e3o mais digitalizadas, ou seja, que introduzem tecnologia nos processos de gest\u00e3o, na rela\u00e7\u00e3o com os clientes, na parte produtiva t\u00eam ganhos de produtividade significativos. Este processo tem esse efeito de aumentar a produtividade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No caso portugu\u00eas, o professor de Economia identifica ainda algumas barreiras quanto \u00e0 ado\u00e7\u00e3o das tecnologias mais avan\u00e7adas dizendo que, \u201cpor um lado, precisamos de equipas de gest\u00e3o com melhores n\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o para poderem aproveitar essas oportunidades\u201d, e, \u201cpor outro, ao n\u00edvel da infraestrutura, mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 banda larga, h\u00e1 ainda muitos locais no interior que ainda n\u00e3o t\u00eam um acesso eficiente\u201d.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">As empresas que est\u00e3o mais digitalizadas, ou seja, que introduzem tecnologia nos processos de gest\u00e3o, na rela\u00e7\u00e3o com os clientes, na parte produtiva t\u00eam ganhos de produtividade significativos.<\/h3><footer><cite>Jo\u00e3o Cerejeira, economista e professor na Universidade do Minho<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Do lado dos colaboradores, Jo\u00e3o Cerejeira assume que \u201ch\u00e1 ganhadores e perdedores, uma vez que vamos ter elimina\u00e7\u00e3o de postos de trabalho ao mesmo tempo que haver\u00e1 cria\u00e7\u00e3o de emprego e altera\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es e das compet\u00eancias em postos de trabalho existentes. E isto vai ser importante para um desenvolvimento acelerado.\u201d Por isso, sugere que \u00e9 importante que Portugal consiga ter um sistema de forma\u00e7\u00e3o de ativos que seja eficiente. Ou seja, permitir que as pessoas que est\u00e3o na idade ativa fa\u00e7am requalifica\u00e7\u00e3o, e ganhem novas compet\u00eancias adaptadas aos novos tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esta tem\u00e1tica, o s\u00f3cio da sociedade de advogados Cerejeira Namora, Marinho Falc\u00e3o, e o especialista em temas relacionados com a tecnologia, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/eduardocastromarques\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/eduardocastromarques\/\" target=\"_blank\">Eduardo Castro Marque<\/a>s, lembra que \u201csendo conhecidos os in\u00fameros desafios estruturais que o nosso mercado laboral tem enfrentado ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, muitos s\u00e3o aqueles que defendem que estamos, hoje, perante uma \u2018Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Castro Marques destaca que \u201c<strong>as altera\u00e7\u00f5es potenciadas pela inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u2013 com especial destaque para a expans\u00e3o das plataformas digitais, o desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial, da rob\u00f3tica e da automa\u00e7\u00e3o \u2013 t\u00eam vindo a criar m\u00faltiplos novos desafios, com incontest\u00e1veis repercuss\u00f5es no plano das rela\u00e7\u00f5es laborais, das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e da pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o social<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o impacto da automatiza\u00e7\u00e3o, da rob\u00f3tica e da intelig\u00eancia artificial no crescimento das organiza\u00e7\u00f5es \u00e9 uma realidade, sendo diversos os planos e perspetivas em que se faz sentir. Eduardo Castro Marques detalha que os v\u00e1rios estudos que t\u00eam vindo a ser realizados identificam os efeitos, por exemplo, ao n\u00edvel da produtividade laboral. Isto porque, nas suas palavras, \u201cPortugal enfrenta, h\u00e1 muito, um s\u00e9rio problema de produtividade, apresentando \u00edndices significativamente baixos, por compara\u00e7\u00e3o com os demais pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia\u201d. Por isso, defende que \u201cas inova\u00e7\u00f5es conduzidas pelas referidas ferramentas permitir\u00e3o delegar tarefas de baixo valor (tarefas rotineiras e repetitivas), maximizando, por conseguinte, a produtividade e efici\u00eancia dos trabalhadores nas tarefas mais complexas, nas quais n\u00e3o podem aqueles ser substitu\u00eddos (por exemplo, aquelas que envolvem cria\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado socorre-se tamb\u00e9m do estudo realizado pela CIP e NOVA SBE para dizer que, em 2019, cerca de 52% do tempo laboral despendido em Portugal foi em tarefas repetitivas, com 70% de potencial de automa\u00e7\u00e3o, sendo que apenas 13% dos trabalhadores desempenham tarefas n\u00e3o rotineiras e de elevada qualifica\u00e7\u00e3o. E refere que se prev\u00ea, de acordo com um estudo da Accenture, que o impacto das tecnologias de IA nos neg\u00f3cios aumente a produtividade laboral at\u00e9 40% e permita aos trabalhadores utilizar o seu tempo de forma mais eficiente.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-bottom\">O impacto das tecnologias de Intelig\u00eancia Artificial nos neg\u00f3cios aumente a produtividade laboral at\u00e9 40% e permita aos trabalhadores utilizar o seu tempo de forma mais eficiente.<\/h3><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A mesma fonte identifica, ainda, o impacto no crescimento econ\u00f3mico e no aumento da rentabilidade. Isto porque, \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de tais ferramentas conduz a uma importante difus\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o, o que permitir\u00e1 a otimiza\u00e7\u00e3o de cadeias de produ\u00e7\u00e3o, a agiliza\u00e7\u00e3o de cadeias de distribui\u00e7\u00e3o, a melhoria da efici\u00eancia dos processos, a elimina\u00e7\u00e3o de custos redundantes, a gera\u00e7\u00e3o de novos fluxos de receitas e o consequente aumento da rentabilidade nas organiza\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Castro Marques n\u00e3o tem d\u00favidas de que, <strong>na perspetiva dos trabalhadores, o impacto da IA, da digitaliza\u00e7\u00e3o e da robotiza\u00e7\u00e3o \u201cse repercute, com especial incid\u00eancia na qualidade do trabalho, na (maior) flexibiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o laboral, e no alcance da (t\u00e3o desejada) concilia\u00e7\u00e3o da vida profissional com a vida pessoal<\/strong>\u201d. Para o s\u00f3cio da Cerejeira Namora, Marinho Falc\u00e3o, a presen\u00e7a da intelig\u00eancia artificial, da automa\u00e7\u00e3o e da rob\u00f3tica nas empresas portuguesas \u00e9 j\u00e1 uma realidade. A t\u00edtulo de exemplo refere que, de acordo com os dados do INE (\u201cInqu\u00e9rito \u00e0 Utiliza\u00e7\u00e3o de Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o pelas Empresas\u201d), em 2020, 13% das empresas com dez ou mais pessoas ao servi\u00e7o utilizavam dispositivos ou sistemas interconectados que podiam ser monitorizados ou controlados remotamente atrav\u00e9s da Internet e 9,1% utilizavam rob\u00f4s industriais e\/ou de servi\u00e7o. No entanto, sublinha que \u201ch\u00e1 ainda um longo caminho a percorrer. \u00c9, de facto, incontorn\u00e1vel a conclus\u00e3o de que a maturidade digital das empresas portuguesas muito deixa ainda a desejar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"823\" src=\"http:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-content\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2-1024x823.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-398\" srcset=\"\/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2-1024x823.jpg 1024w, \/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2-300x241.jpg 300w, \/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2-768x617.jpg 768w, \/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2-1536x1234.jpg 1536w, \/\/cdn.xl.pt\/bs\/uploads\/sites\/74\/2022\/01\/trabalho_optimized-scaled-2.jpg 2007w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rob\u00f4s e pessoas de m\u00e3os dadas<\/h2>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 que alguns setores, \u201ctradicionalmente\u201d de pessoas, est\u00e3o a encarar esta tend\u00eancia pela robotiza\u00e7\u00e3o? O diretor de recursos humanos do Grupo UIP, propriet\u00e1rio do YOTEL Porto \u2013 que oferece uma forte componente tecnol\u00f3gica e os dois rob\u00f4s Yolinda e Yogiro, que fazem entregas nos quartos \u2013, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/jaimemoraissarmento\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/jaimemoraissarmento\/\" target=\"_blank\">Jaime Sarmento<\/a>, defende que \u201c<strong>a aposta na robotiza\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os vai permitir desenvolver novos conhecimentos<\/strong>, que ir\u00e3o al\u00e9m dos conhecimentos que temos hoje em dia\u201d. Jaime Sarmento refere que esta \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o que \u201ctem obrigado os recursos humanos a atualizarem-se, a adquirirem mais conhecimentos de diferentes \u00e1reas e, assim, desenvolverem novas compet\u00eancias\u201d. Acredita que a intelig\u00eancia artificial e a sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o de recursos humanos \u201c\u00e9 mais um passo na evolu\u00e7\u00e3o que esta disciplina tem tido e n\u00e3o \u00e9 apenas por ela que se requerem os melhores t\u00e9cnicos para as organiza\u00e7\u00f5es. Iremos continuar a querer as melhores pessoas e torn\u00e1-las nos melhores t\u00e9cnicos\u201d. O mesmo respons\u00e1vel reconhece que a hotelaria &#8220;\u00e9 sustentada na a\u00e7\u00e3o de pessoas, independentemente do papel que desempenham no momento, logo toda a componente emocional existente ser\u00e1 dif\u00edcil de substituir pela intelig\u00eancia artificial. N\u00e3o equacionamos, nos nossos produtos, a substitui\u00e7\u00e3o do ser humano.\u201d No entanto, admite que \u201c<strong>a ado\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial nesta realidade hoteleira procura simplificar processos e apoiar os recursos humanos, no sentido em que estes possam ser direcionados para outras atividades mais relacionais<\/strong>, mas tamb\u00e9m permitir um alcance mais abrangente do que podem ser as expectativas de um determinado mercado\u201d. Detalha que, hoje o mercado \u201c\u00e9 composto por uma gera\u00e7\u00e3o cuja otimiza\u00e7\u00e3o e simplifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do uso de tecnologia \u00e9 preferencial, at\u00e9 outra gera\u00e7\u00e3o para a qual os processos realizados de forma tradicional s\u00e3o um valor acrescentado. Ao oferecer as v\u00e1rias componentes, podemos exceder as expectativas de quem nos procura. Nesta unidade, a utiliza\u00e7\u00e3o da automa\u00e7\u00e3o estende-se por v\u00e1rios servi\u00e7os. A app do YOTEL Porto permite o tratamento dos dados dos clientes e a realiza\u00e7\u00e3o do check-in \u00e0 dist\u00e2ncia, sem ter de passar pela rece\u00e7\u00e3o do hotel. Esta tecnologia permite uma estada totalmente controlada pelo cliente, desde o check-in autom\u00e1tico ao controlo dos equipamentos tecnol\u00f3gicos e ilumina\u00e7\u00e3o dos quartos.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor das telecomunica\u00e7\u00f5es, \u00e9 inevit\u00e1vel haver uma automa\u00e7\u00e3o cada vez maior, logo h\u00e1 que adaptar os colaboradores para esta realidade. A diretora da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunica\u00e7\u00f5es (APDC), <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/fazendaalmeida\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/fazendaalmeida\/\" target=\"_blank\">Sandra Fazenda Almeida<\/a>, lembra que \u201c<strong>a aposta das empresas em solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, envolvendo nomeadamente a <em>cloud<\/em>, intelig\u00eancia artificial, automa\u00e7\u00e3o, <em>machine learning<\/em> e anal\u00edtica de dados, foi claramente acelerada por estes quase dois anos de pandemia\u201d<\/strong>. Nas palavras de Sandra Fazenda Almeida, a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: \u201cPara se manterem no mercado, as organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam, cada vez mais, e antes de tudo, de ser digitais. E as vantagens em termos de ganhos tamb\u00e9m s\u00e3o claras e passam pela redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais, a integra\u00e7\u00e3o de processos, por implementa\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas, aumento da produtividade e maior capacidade de resposta e de reajustamento das suas ofertas \u00e0s necessidades e desejos dos seus clientes\/consumidores.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Para se manterem no mercado de trabalho, as pessoas ter\u00e3o de apostar nas suas compet\u00eancias, sabendo requalificar-se para este novo mundo e apostando at\u00e9 numa forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/h3><footer><cite>Sandra Fazenda Almeida, diretora da APDC<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A diretora da APDC acredita que <strong>os colaboradores saem beneficiados com esta aposta na tecnologia<\/strong>. Isto porque \u201cficam em organiza\u00e7\u00f5es mais competitivas e preparadas para o mercado. Depois, porque ter\u00e3o de ganhar novas compet\u00eancias e qualifica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, passando a desempenhar fun\u00e7\u00f5es com maior cria\u00e7\u00e3o de valor, ao inv\u00e9s de fun\u00e7\u00f5es meramente autom\u00e1ticas\u201d. Ali\u00e1s, salienta ainda Sandra Fazenda Almeida, \u201cesse processo j\u00e1 come\u00e7ou com a pandemia e com a necessidade de recurso massivo ao teletrabalho, que veio criar novas condi\u00e7\u00f5es para desempenharem as suas fun\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s das ferramentas tecnol\u00f3gicas dispon\u00edveis. De tal forma que est\u00e1 a mudar completamente o mercado de trabalho, a evoluir neste momento para um modelo h\u00edbrido\u201d.<strong> Perante a amea\u00e7a de a automa\u00e7\u00e3o cortar postos de trabalho, Sandra Fazenda Almeida contrap\u00f5e com o facto de estarem a ser criados novos empregos que \u201cpoder\u00e3o compensar as perdas dos postos de trabalho menos qualificados. M\u00e1quinas e humanos trabalhar\u00e3o sempre juntos, <\/strong>mas ser\u00e1 sempre o ser humano quem fica com as tarefas mais complexas e com as decis\u00f5es\u201d. Contudo, \u201cpara se manterem no mercado de trabalho, as pessoas ter\u00e3o de apostar nas suas compet\u00eancias, sabendo requalificar-se para este novo mundo e apostando at\u00e9 numa forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d. Por isso, destaca a import\u00e2ncia da implementa\u00e7\u00e3o de programas, como o UPskill, criado pela APDC, que \u201cvisam exatamente dar novas oportunidades a quem quer mudar de vida e ter um emprego mais motivador e desafiante, numa \u00e1rea fundamental como \u00e9 a das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para toda a gente<\/h2>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que a robotiza\u00e7\u00e3o contribui para uma democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento? A resposta positiva parece reunir a unanimidade das opini\u00f5es. Para Eduardo Castro Marques, \u201c<strong>ao investimento na robotiza\u00e7\u00e3o e na intelig\u00eancia artificial poder\u00e1 associar-se uma maior potencialidade para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es inovadoras, para uma maior participa\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o coletiva na estrat\u00e9gia da empresa (e descentraliza\u00e7\u00e3o da tomada de decis\u00f5es), com impactos positivos ao n\u00edvel do (desej\u00e1vel) c\u00e9lere e eficaz acompanhamento das exig\u00eancias de mercado.<\/strong> Mas deixa o alerta: \u201c\u00c9, no entanto, essencial assegurar que ningu\u00e9m \u00e9 deixado para tr\u00e1s neste processo de transi\u00e7\u00e3o digital.\u201d<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">\u00c9, no entanto, essencial assegurar que ningu\u00e9m \u00e9 deixado para tr\u00e1s neste processo de transi\u00e7\u00e3o digital.<\/h3><footer><cite>Eduardo Castro Marques, s\u00f3cio da sociedade de advogados Cerejeira Namora, Marinho Falc\u00e3o<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sandra Fazenda Almeida frisa que, atrav\u00e9s da tecnologia, \u201cas organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o a ficar cada vez mais inteligentes e com maior capacidade de resposta. Os processos de neg\u00f3cio s\u00e3o controlados em tempo real, a recolha de dados \u00e9 permanentemente analisada e utilizada para criar valor, a oferta de produtos e servi\u00e7os aos clientes \u00e9 cada vez mais c\u00e9lere e adequada a consumidores cada vez mais exigentes e em constante mudan\u00e7a.\u201d Ainda assim, a diretora da APDC admite que \u201c<strong>h\u00e1 ainda claramente muito por fazer \u2013 por exemplo, estima-se que pelo menos 80% dos dados produzidos ainda n\u00e3o s\u00e3o estruturados \u2013, mas o caminho \u00e9 claramente este<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Revolu\u00e7\u00e3o digital<\/h2>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/eduardo-caria-42296a\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/eduardo-caria-42296a\/\" target=\"_blank\">Eduardo Caria<\/a>, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Transforma\u00e7\u00e3o e Efici\u00eancia do Grupo Ageas Portugal, acredita que estamos perante uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o digital\u201d e que o mundo est\u00e1 sob press\u00e3o para operar de forma mais eficiente, servir melhor os clientes e proporcionar ambientes e condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais gratificantes para os seus colaboradores. <strong>O Grupo Ageas Portugal tem investido na melhoria e efici\u00eancia dos seus processos, apostando na automa\u00e7\u00e3o, dedicando equipas internas \u00e0 melhoria cont\u00ednua e alavancagem de novas tecnologias (tais como a robotiza\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os cognitivos IA, algoritmos de decis\u00e3o, entre outras\u2026), tendo criado centros de excel\u00eancia em automa\u00e7\u00e3o e laborat\u00f3rios de testes para o efeito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os frutos n\u00e3o se t\u00eam limitado a ganhos de capacidades e efici\u00eancia, mas tamb\u00e9m em tornar <strong>os processos e opera\u00e7\u00f5es mais resilientes e com maiores vantagens ao n\u00edvel da escalabilidade do neg\u00f3cio, sem que isso traga uma sobrecarga nas equipas operacionais<\/strong>. Um dos efeitos positivos chave, tamb\u00e9m se faz sentir ao n\u00edvel do cliente, melhorando em muitos casos os tempos de resposta. Estes resultados tamb\u00e9m se t\u00eam refletido na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho dos nossos colaboradores, que t\u00eam substitu\u00eddo tarefas repetitivas por outras de maior valor acrescentado.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">Estamos perante uma revolu\u00e7\u00e3o digital e que o mundo est\u00e1 sob press\u00e3o para operar de forma mais eficiente, servir melhor os clientes e proporcionar ambientes e condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais gratificantes para os seus colaboradores.<\/h3><footer><cite>Eduardo Caria, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Transforma\u00e7\u00e3o e Efici\u00eancia do Grupo Ageas Portugal<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas estes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos fazem com que este ciclo de mudan\u00e7a seja r\u00e1pido, inevit\u00e1vel e fortemente acelerado pela atual pandemia. A natureza exponencial das novas tecnologias far\u00e1 com que o impacto das mesmas seja sentido muito mais rapidamente que no passado e haver\u00e1 menos tempo para adaptarmos aos seus efeitos. <strong>\u00c9 por isso essencial que, as empresas invistam desde j\u00e1 na adapta\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel das suas organiza\u00e7\u00f5es e nas compet\u00eancias dos seus trabalhadores, preparando-os para os desafios do futuro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Grupo Ageas Portugal tem investido e continuar\u00e1 a investir, na requalifica\u00e7\u00e3o (<em>reskilling<\/em> e <em>upskilling<\/em>) dos seus colaboradores, sendo que a agilidade e a adaptabilidade ser\u00e3o fatores cr\u00edticos de sucesso, mas imprescind\u00edveis para captar a reten\u00e7\u00e3o e atra\u00e7\u00e3o de talentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ado\u00e7\u00e3o de tecnologias avan\u00e7adas j\u00e1 \u00e9 uma realidade na economia portuguesa, sendo que, o contexto de pandemia veio acelerar os processos de robotiza\u00e7\u00e3o. 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