{"id":323,"date":"2022-01-24T16:53:01","date_gmt":"2022-01-24T16:53:01","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/?p=323"},"modified":"2024-01-02T10:04:09","modified_gmt":"2024-01-02T10:04:09","slug":"infraestruturas-sao-essenciais-no-combate-as-alteracoes-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/alteracoes-climaticas\/infraestruturas-sao-essenciais-no-combate-as-alteracoes-climaticas\/","title":{"rendered":"Infraestruturas s\u00e3o essenciais no combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"\n<p>Cumprir com as melhores pr\u00e1ticas de sustentabilidade \u00e9 cada vez mais uma realidade incontorn\u00e1vel em diferentes setores, sob pena de os fen\u00f3menos meteorol\u00f3gicos extremos, trazidos precisamente pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, afetarem o dia a dia das pessoas e das empresas. Criar infraestruturas \u2013 sejam edif\u00edcios, estradas, pontes, linhas de comboio, aeroportos, portos, linhas el\u00e9tricas, esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1guas residuais, entre outros \u2013 sustent\u00e1veis, resistentes e com menor impacto ambiental j\u00e1 n\u00e3o pode estar fora das estrat\u00e9gias de quem investe no imobili\u00e1rio e na constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos realizados a n\u00edvel global n\u00e3o deixam d\u00favidas sobre o impacto do mercado imobili\u00e1rio no ambiente. Numa altura em que os decisores pol\u00edticos e os investidores revelam cada vez maior empenho no combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, \u00e9 ponto assente que existem diversas \u00e1reas em que as empresas de infraestruturas podem ajudar a reduzir as emiss\u00f5es de carbono a n\u00edvel mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o sobre o setor para que haja um maior compromisso com os crit\u00e9rios de sustentabilidade, &nbsp;Ambientais, Sociais e de Governan\u00e7a (ESG), tem sido impulsionada tanto pelos investidores, ocupantes, como pelos pr\u00f3prios colaboradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns indicadores j\u00e1 come\u00e7am a espelhar esta realidade. De acordo com o estudo <em><a href=\"https:\/\/www.cbre.pt\/pt-pt\/research\/Guia-ESG-para-Ocupantes\">Guia ESG para ocupantes<\/a>: Agenda ambiental, social e de governan\u00e7a na ocupa\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel<\/em>, da consultora CBRE, <strong>83% dos investidores antecipam um aumento da procura por parte de arrendat\u00e1rios por edif\u00edcios sustent\u00e1veis. Al\u00e9m de que, mais de 54% dos investidores pretendem alterar a estrat\u00e9gia de projetos em carteira para estar conforme com os crit\u00e9rios de ESG<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo estudo, a CBRE considera que h\u00e1 provas \u201csuficientes de que os edif\u00edcios verdes geram rendimentos mais elevados que os im\u00f3veis n\u00e3o verdes compar\u00e1veis, indicando um potencial consider\u00e1vel para uma desvaloriza\u00e7\u00e3o em im\u00f3veis com um desempenho ambiental relativamente menor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a consultora JLL, no estudo <em><a href=\"https:\/\/www.jll.pt\/content\/dam\/jll-com\/documents\/pdf\/research\/jll-building-a-new-future-with-sustainability.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Building a New Future with Sustainability<\/a><\/em>, lembra que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o um dos maiores desafios da nossa sociedade e obrigam a que cada indiv\u00edduo tenha a consci\u00eancia das suas responsabilidades a n\u00edvel ambiental, social e \u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Integrar medidas de sustentabilidade pesa 5% no or\u00e7amento<\/h2>\n\n\n\n<p>No documento <em>Building a New Future with Sustainability,<\/em> conclui-se que \u201c<strong>o investimento adicional exigido para implementar medidas de sustentabilidade num edif\u00edcio n\u00e3o ir\u00e1 muito al\u00e9m dos 5% face a um im\u00f3vel semelhante onde tais padr\u00f5es n\u00e3o sejam aplicados<\/strong>\u201d. Refere ainda que a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 a evoluir e, os custos para estes investimentos tender\u00e3o a diminuir \u00e0 medida que os padr\u00f5es de sustentabilidade sejam cada vez mais um requisito b\u00e1sico. Para a JLL,<strong> <\/strong>n\u00e3o investir num im\u00f3vel com certifica\u00e7\u00e3o de sustentabilidade \u201cpoder\u00e1 ter um custo futuro muito mais elevado, uma vez que \u00e9 expect\u00e1vel a deprecia\u00e7\u00e3o do valor de um im\u00f3vel n\u00e3o sustent\u00e1vel no tempo, assim como o aumento da carga fiscal para penalizar edif\u00edcios com emiss\u00f5es de carbono excessivas<strong>\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao avaliar os custos operacionais, esta consultora conclui que <strong>a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de sustentabilidade num edif\u00edcio pode ter um impacto muito relevante, estimando-se redu\u00e7\u00f5es de 25% a 50% no consumo de energia, de 40% no gasto de \u00e1gua e de 70% na produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A JLL refere que, apesar de hoje apenas 3% do <em>stock<\/em> de escrit\u00f3rios de Lisboa ter certifica\u00e7\u00e3o de sustentabilidade, \u201ch\u00e1 uma crescente aposta dos promotores e investidores neste caminho, visto que 58% dos 230.000 m<sup>2<\/sup>, atualmente em constru\u00e7\u00e3o, j\u00e1 incorpora certifica\u00e7\u00f5es BREEAM [<em>Building Research Establishment Environmental Assessment Method<\/em>], LEED [<em>Leadership in Energy and Environmental Design<\/em>] ou WELL [sa\u00fade e bem-estar]\u201d. A mesma consultora refere ainda que o inqu\u00e9rito que realizou junto dos clientes na regi\u00e3o EMEA (Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica) \u201cmostra que, em Portugal, 82% dos operadores ativos afirma ter inten\u00e7\u00e3o de avan\u00e7ar no compromisso com a sustentabilidade, uma quota superior \u00e0 registada para a Alemanha, Espanha ou Fran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre este tema, o respons\u00e1vel de sustentabilidade da JLL, <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/caetano-de-bragan%C3%A7a-2a707399\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/caetano-de-bragan%C3%A7a-2a707399\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caetano de Bragan\u00e7a<\/a>, real\u00e7a que \u201c<strong>os n\u00fameros s\u00e3o claros: os edif\u00edcios s\u00e3o respons\u00e1veis por 40% do consumo energ\u00e9tico e por 36% das emiss\u00f5es de carbono na Uni\u00e3o Europeia<\/strong>, e estes s\u00e3o n\u00fameros cada vez mais conhecidos transversalmente pelas empresas participantes do setor\u201d. Da mesma forma, nas palavras de Caetano de Bragan\u00e7a, \u201cos resultados dos question\u00e1rios mais recentes realizados pela JLL indicam que 70% dos nossos clientes investidores j\u00e1 tem uma inten\u00e7\u00e3o ou metas de sustentabilidade para os pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"uk-margin-medium\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-small-bottom\">70% dos nossos clientes investidores j\u00e1 tem uma inten\u00e7\u00e3o ou metas de sustentabilidade para os pr\u00f3ximos anos.<\/h3><footer><cite>Caetano de Bragan\u00e7a, respons\u00e1vel de sustentabilidade da JLL<\/cite><\/footer><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar desta inten\u00e7\u00e3o, a mesma fonte sublinha que \u201cainda existe um desconhecimento generalizado em como definir a melhor estrat\u00e9gia para atingir estas metas e de quais as solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas ou como medir de forma quantitativa e estandardizada o progresso\u201d. \u00c9 expect\u00e1vel que se verifque uma \u201ctransforma\u00e7\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o para a neutralidade carb\u00f3nica \u2013 com a legisla\u00e7\u00e3o que se espera cada vez mais exigente a n\u00edvel da descarboniza\u00e7\u00e3o e sustentabilidade (por exemplo, exig\u00eancias no \u00e2mbito da efici\u00eancia energ\u00e9tica, tanto para edif\u00edcios novos como para a reabilita\u00e7\u00e3o dos existentes).<\/p>\n\n\n\n<p>O gestor da JLL fala ainda na transforma\u00e7\u00e3o do mercado: \u201cGerir o impacto dos riscos clim\u00e1ticos e investir em infraestruturas preparadas para um futuro neutro e resiliente em termos clim\u00e1ticos \u00e9 hoje em dia n\u00e3o s\u00f3 uma exig\u00eancia da press\u00e3o legislativa, como tamb\u00e9m um imperativo comercial.\u201d Caetano de Bragan\u00e7a socorre-se dos estudos de mercado mais recentes da consultora para salientar que \u201cfoi poss\u00edvel identificar que em cidades como Londres, os clientes est\u00e3o dispostos a pagar um <em>premium<\/em> at\u00e9 cerca de 10% para ocupar edif\u00edcios certificados e mais sustent\u00e1veis, especialmente no mercado de escrit\u00f3rios. <strong>Esta tend\u00eancia dever\u00e1 conduzir, a longo prazo, \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis que n\u00e3o integram fatores de sustentabilidade<\/strong>\u201d. Refere ainda novos posicionamentos de responsabilidade clim\u00e1tica, em que \u201cempresas e investidores respondem estrategicamente com pol\u00edticas de sustentabilidade corporativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Riscos reputacionais est\u00e3o associados \u00e0 gest\u00e3o inadequada dos riscos clim\u00e1ticos e ambientais e representam uma amea\u00e7a \u00e0 sustentabilidade econ\u00f3mica das empresas e \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Caetano de Bragan\u00e7a destaca a transforma\u00e7\u00e3o para preven\u00e7\u00e3o de riscos f\u00edsicos: \u201cA transforma\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis em \u00e1reas de maior vulnerabilidade devido a altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas (por exemplo, zonas costeiras). As estat\u00edsticas a n\u00edvel de previs\u00f5es clim\u00e1ticas tornam cada vez mais evidente que \u00e9 mais inteligente investir em prevenir consequ\u00eancias de riscos f\u00edsicos do que remediar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tornar os investimentos mais sustent\u00e1veis, Caetano de Bragan\u00e7a sugere que <strong>os fatores ESG devem ser considerados no processo de tomada de decis\u00f5es de investimento e gest\u00e3o dos portef\u00f3lios<\/strong>. Para a mesma fonte, as medidas \u201cv\u00e3o estar muito centradas na descarboniza\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que no patrim\u00f3nio edificado se aplicam de forma hol\u00edstica na gest\u00e3o de energia e emiss\u00f5es, efici\u00eancia h\u00eddrica, transi\u00e7\u00e3o para uma economia circular atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos de constru\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o, e na sua reutiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Aplica-se ainda \u201cna preven\u00e7\u00e3o e controlo da polui\u00e7\u00e3o, \u00e0 qualidade do ar e \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de materiais com baixos n\u00edveis de toxicidade. Ser\u00e1 tamb\u00e9m importante a inclus\u00e3o do restauro da biodiversidade e ecossistemas, pela integra\u00e7\u00e3o de zonas verdes\u201d, remata o respons\u00e1vel de sustentabilidade da JLL.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Portugal consciente, mas pouco<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o presidente da ZERO \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Sistema Terrestre Sustent\u00e1vel, <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/francisco-ferreira-321ab3169\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/francisco-ferreira-321ab3169\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Francisco Ferreira<\/a>, \u00e9 preciso \u201colhar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas quer do ponto de vista de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es associadas \u00e0s infraestruturas quer para garantir que estas s\u00e3o resistentes tamb\u00e9m a essas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras de Francisco Ferreira, <strong>numa perspetiva de mitiga\u00e7\u00e3o, ao construir um aeroporto deve-se averiguar, \u00e0 partida, que impacto ir\u00e1 ter em termos da descarboniza\u00e7\u00e3o ou das emiss\u00f5es que ir\u00e3o estar associadas ao facto de ter mais voos e o peso em termos de emiss\u00f5es da sua constru\u00e7\u00e3o<\/strong>. Por outro lado, de acordo com o presidente da ZERO, tem de se pensar que \u201cuma infraestrutura destas pode sofrer os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Por exemplo,<strong> se estiver numa localiza\u00e7\u00e3o como o Montijo um dos problemas que se p\u00f5em \u00e9 precisamente a subida do n\u00edvel do mar poder p\u00f4r em causa a pr\u00f3pria infraestrutura e ela estar preparada para cheias, vento forte e todo o conjunto de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que se perspetiva<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na parte da mitiga\u00e7\u00e3o, ou seja, de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, Francisco Ferreira lembra que \u00e9 importante fazer uma avalia\u00e7\u00e3o das infraestruturas, sejam elas quais forem, do ponto de vista n\u00e3o apenas da sua constru\u00e7\u00e3o e funcionamento, mas tamb\u00e9m do seu eventual desmantelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da ZERO admite que, <strong>em Portugal, come\u00e7a a haver consci\u00eancia dos eventuais impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nas infraestruturas, mas lamenta que seja \u201cainda de forma limitada\u201d<\/strong>. Lembra tamb\u00e9m que existe uma <a href=\"https:\/\/apambiente.pt\/clima\/estrategia-nacional-de-adaptacao-alteracoes-climaticas\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/apambiente.pt\/clima\/estrategia-nacional-de-adaptacao-alteracoes-climaticas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrat\u00e9gia Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas 2020<\/a> (ENAAC) e v\u00e1rios setores da sociedade, como as ind\u00fastrias, j\u00e1 integram estas quest\u00f5es das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, como a \u00c1guas de Portugal. A REN tamb\u00e9m j\u00e1 integra \u201ccen\u00e1rios de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para poder assegurar o abastecimento de eletricidade face a determinadas circunst\u00e2ncias que possam acontecer\u201d, exemplifica ainda. No entanto, quanto a \u201cplanos de emerg\u00eancia, investimentos para lidar com uma maior resili\u00eancia das infraestruturas, diria que n\u00e3o existem. Muitas das medidas que deveriam estar no terreno para prevenir e precaver este tipo de eventos j\u00e1 foram identificadas, mas ainda n\u00e3o passaram \u00e0 pr\u00e1tica\u201d, alerta Francisco Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia tem estado preocupada com esta mat\u00e9ria, sendo que tem definida legisla\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do impacto ambiental que obriga a que se fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o do impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sobre determinada infraestrutura \u2013 se vai ter mais emiss\u00f5es de carbono na fase da constru\u00e7\u00e3o e desmantelamento \u2013 e obriga a apresentar dados relativos a resili\u00eancia da \u00e1rea nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, garantindo que est\u00e1 preparada para aquilo que os v\u00e1rios cen\u00e1rios clim\u00e1ticos apresentam face ao aumento da temperatura, bem como maior frequ\u00eancia e intensidade de fen\u00f3menos extremos. O presidente da associa\u00e7\u00e3o ambientalista refere que \u201c\u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o para os novos projetos sujeitos a avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental\u201d, sendo que Portugal j\u00e1 transp\u00f4s a diretiva 2014\/52\/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril, que integra a quest\u00e3o do clima na necessidade de avalia\u00e7\u00e3o do impacto ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo documento desenhado a n\u00edvel europeu, que Francisco Ferreira considera \u201cmuito importante\u201d, datado de 29 de julho de 2021, a Comiss\u00e3o adota novas orienta\u00e7\u00f5es sobre como integrar a resist\u00eancia \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos futuros projetos de infraestruturas. Contempla as orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre a resist\u00eancia \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas das infraestruturas no per\u00edodo de 2021-2027 e refere o que deve ser considerado ao longo da an\u00e1lise das infraestruturas, a saber: os princ\u00edpios da neutralidade clim\u00e1tica, calcular a pegada de carbono dos projetos, avaliar as suas emiss\u00f5es, ter cen\u00e1rios de refer\u00eancia, olhar para o custo do carbono, verificar que \u00e9 compat\u00edvel e \u00e9 cred\u00edvel com a redu\u00e7\u00e3o dos gases com efeito de estufa para 2030 e para 2050. Por fim, o documento contempla a parte da resili\u00eancia clim\u00e1tica, em que se inclui a acessibilidade, a exposi\u00e7\u00e3o, a vulnerabilidade, o impacto e a probabilidade dos riscos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A ideia de atingir a neutralidade carb\u00f3nica e reduzir o impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas depende muito do que se fizer nas nossas casas. Em muitos casos essas a\u00e7\u00f5es ter\u00e3o um impacto maior do que grandes a\u00e7\u00f5es a grande escala no territ\u00f3rio. <strong>A Comiss\u00e3o Europeia, estima que 85 a 95% dos edif\u00edcios v\u00e3o ser os mesmos em 2050. Os edif\u00edcios representam 40% das emiss\u00f5es de carbono e as infraestruturas representam 60%. S\u00e3o ativos f\u00edsicos que temos de transformar, garantir a efici\u00eancia energ\u00e9tica e a resili\u00eancia desses edif\u00edcios \u00e9 fundamental para que Portugal seja mais sustent\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas trouxeram desafios a todos os setores, sendo que o impacto nas infraestruturas \u00e9 uma das componentes a ter em conta, uma vez que os edif\u00edcios s\u00e3o respons\u00e1veis por 40% do consumo energ\u00e9tico e por 36% das emiss\u00f5es de carbono na Uni\u00e3o Europeia. \u00c9 preciso n\u00e3o esquecer que cada vez mais investimentos s\u00e3o feitos em edif\u00edcios sustent\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":329,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[203,50,197,200],"class_list":["post-323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alteracoes-climaticas","tag-cbre","tag-grupo-ageas-portugal","tag-jll","tag-zero"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=323"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":365,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323\/revisions\/365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/vida-sustentavel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}