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Voluntariado, o Tempo que Conta
Voluntariado é energia em Alcântara
Entre as ações dos mais de 120 voluntários que estiveram na Quinta do Cabrinha esteve a pintura de muros
Ações de Voluntariado

Voluntariado é energia em Alcântara

Voluntários uniram-se para requalificar o parque infantil e o campo desportivo da Quinta do Cabrinha, em Alcântara, no âmbito da iniciativa “Voluntariado. O tempo que conta”, da Fundação Galp.

A Quinta do Cabrinha, em Alcântara, Lisboa, recebeu mais de 120 voluntários, entre colaboradores da Galp, parceiros sociais e membros da comunidade, os quais arregaçaram as mangas para recuperar o parque infantil e o campo desportivo do bairro.

A ação integra a iniciativa “Voluntariado. O tempo que conta”, promovida pela Fundação Galp, que pretende contribuir para o bairro onde se inseriu há um ano. Para isso, mobilizou empresas de construção, avós cozinheiras para servirem o almoço, animadores para fazerem o aquecimento e manterem as equipas ativas e garantiu todo o tipo de equipamento necessário à realização das tarefas propostas.

“Devo confessar que nos sentimos em casa em Alcântara. Esta ação é uma forma de devolvermos essa abertura da comunidade e dizermos ‘Alcântara acolhe-nos e também queremos fazer parte de Alcântara e contribuir para que seja um espaço positivo e inclusivo’”, explicou Sandra Aparício, diretora-executiva da Fundação Galp.

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Voluntários posam orgulhosos após terem cumprido a sua missão

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Direito a espaços de qualidade

A escolha das estruturas da Quinta do Cabrinha, um bairro construído na década de 90 para realojamento de famílias oriundas do Casal Ventoso, resultou da parceria com a Junta de Freguesia de Alcântara. O local ao ar livre, utilizado por mais de 800 pessoas, precisava de uma intervenção urgente, conforme concluíram as duas entidades.

“Desde que nos mudámos, promovemos um contacto de proximidade com parceiros sociais, Junta de Freguesia e outras entidades que zelam pelo território. Permite-nos uma perceção clara de onde podemos fazer a diferença, tentando transmitir a mensagem de que o bairro é de todos os moradores e temos de o manter”, justificou Sandra Aparício.

As mensagens de boas-vindas aos voluntários estiveram a cargo de Sara Correia, fadista, voluntária e embaixadora da iniciativa, e de Mauro Santos, presidente da Junta de Freguesia de Alcântara. Depois dos discursos, seguiu-se o trabalho. O resultado está à vista de todos: muros do parque infantil pintados com base numa proposta do artista João Serrano, equipamentos recuperados, restauro do campo multiusos, das bancadas, dos balneários e dos canteiros. Mas o impacto não se resume aos aspetos visíveis. A Fundação Galp aponta três dimensões essenciais nesta ação: o sentimento de contribuição dos participantes, o envolvimento de diferentes entidades e a valorização do voluntariado como ferramenta real de transformação social.

Os voluntários confirmam o espírito de missão cumprida. Isabel Milheiro da Costa, colaboradora da Galp e voluntária desde jovem, reforça-o com a ideia de continuidade: “Este trabalho com a comunidade ao longo do tempo já começou noutras iniciativas. Não acredito que fique por aqui. Vai além da satisfação de crianças e adultos com esta intervenção.”

As parcerias também mereceram aplausos recíprocos. Se esta voluntária afirmou que a ação permite a Alcântara “perceber o papel da Galp na comunidade”, Mauro Santos lembrou que estes contributos “são essenciais para o desenvolvimento social da freguesia, porque permitem chegar mais longe e com mais qualidade”.