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Voluntariado, o Tempo que Conta
Fundação Galp regressa a casa
A intervenção transformou a casa do Vasco da Gama Atlético Clube
Ações de Voluntariado

Fundação Galp regressa a casa

Última ação do programa “Voluntariado. O tempo que conta” juntou cerca de 100 colaboradores e membros da comunidade no Estádio Municipal de Sines, para a recuperação do espaço utilizado pelo Vasco da Gama Atlético Clube.

A última de quatro ações de voluntariado no terreno promovidas pela Fundação Galp, sob o lema “O tempo que conta”, aconteceu no Estádio Municipal de Sines, profundamente ligado à presença da refinaria da empresa. Mais do que uma intervenção de requalificação do espaço cedido ao Vasco da Gama Atlético Clube, a caravana sentiu-se em casa, porque esta missão significou proximidade e coesão.

O Estádio Municipal de Sines viveu um dia movimentado. Entre baldes de tinta e pincéis, cerca de uma centena de voluntários, entre eles os membros da banda Os Vizinhos, ocupou o espaço para uma intervenção que transformou a casa do Vasco da Gama Atlético Clube. Ao longo da manhã, junto ao portão de acesso, figuras e tonalidades alusivas ao território, à Fundação Galp e às modalidades do clube substituíram o branco desgastado pelo tempo. No interior, um grupo de voluntários lixou e pintou os corrimões e as zonas envolventes do campo principal.

A identidade do espaço, omissa do lado de fora, rapidamente começou a desvendar-se. “Estou cá há sete ou oito anos e já conheci as instalações a precisar deste trabalho. Fazíamos pequenas reparações, mas não com esta dimensão. O município faz o que pode e nós não temos meios para isso”, constatou Luís Silva, presidente do clube, grato ao suporte da Fundação Galp. Dotado de mais de 350 atletas, o Vasco da Gama Atlético Clube é uma das principais estruturas desportivas locais, mas depende de apoios, como a parceria com a Fundação Galp em projetos de promoção do sucesso escolar e do desporto jovem. “Por vezes, nem é uma questão de dinheiro. Esta ação vai fazer diferença no dia a dia. O espaço torna-se mais apelativo para os miúdos e também para quem nos visita”, justificou o dirigente.

Encontro de irmãos

Entre os voluntários, sobressaiu a ligação ao clube e à refinaria da Galp. “Estar a pintar o mural é terapêutico. Saímos da nossa rotina e estamos a fazer uma coisa que, no meu caso, não é muito frequente. Fazê-lo com atletas do Vasco da Gama, alguns dos quais meus colegas da refinaria de Sines, é muito recompensador. Sabemos que estamos a melhorar as condições do Estádio Municipal, mas também temos oportunidade de estar em equipa”, explicou Sandra Aparício, diretora-executiva da Fundação Galp, que se juntou à comunidade que, numa manhã luminosa, deu um novo rosto ao recinto.

Muitos colegas encontraram-se fora do contexto habitual de trabalho e até o ex-presidente do clube e colaborador da Galp fez jus ao reconhecido empenho nas causas sociais. Alinhado com a cultura de voluntariado da empresa, Rui Pimenta não se coibiu de manifestar o “orgulho” na intervenção: “Espero que esta ação seja um marco histórico. Ficam valores como a importância de ajudar quem mais precisa, seja a comunidade, através deste clube e de outras associações, ou o País. A parceria com a Fundação Galp é importantíssima porque dá vida a paredes e a estruturas que tanto ajudam os miúdos de Sines e arredores.”

  • Voluntários posaram para a “foto de família”, no fim da ação, em Sines

    Voluntários posaram para a “foto de família”, no fim da ação, em Sines

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Essa proximidade também é destacada pela Fundação Galp. “A escolha de Sines para encerrar estas quatro ações do programa não aconteceu por acaso. Sentimos o ambiente de estarmos em casa, sermos acolhidos, fazermos parte da comunidade”, reforçou Sandra Aparício. A ligação entre o clube e a refinaria instalada em Sines desde 1978 é antiga e visível no próprio tecido associativo, porque o Estádio Municipal é frequentado “por muitos filhos de trabalhadores da Galp, que acabam por se envolver na gestão ou no apoio às atividades”, nas palavras de Luís Silva.

Varinha de condão

Ao final da tarde, com o mural concluído e os materiais arrumados, o estádio apresentava uma nova imagem. A marca de um trabalho coletivo, que envolveu empresa, clube e comunidade, perdurará na memória dos participantes. “Há pouco estava a pintar e a ouvir os meus colegas comentarem que ‘isto é diferente, cada vez que passarmos aqui vamos lembrar-nos de que fomos nós que contribuímos e estamos ali retratados, porque somos atletas’… E isto tem um sentido especial”, contou a diretora-executiva da Fundação Galp.

Em Sines, as duas dimensões centrais da iniciativa, valorização do voluntariado e capacidade de mobilização coletiva, foram particularmente evidentes, segundo Sandra Aparício: “Conseguimos fazer muito mais em conjunto, preservando espaços essenciais para a comunidade. Vemos este envolvimento como uma jornada em que caminhamos em conjunto.”

Apesar do cansaço físico ao fim de quatro ações no terreno, Sandra Aparício não escondeu o sorriso ao avaliar o impacto “tangível e intangível” de um programa que levou a caravana a Leiria, para a limpeza de praia, dunas e matas nacionais, bem como a Alcântara e Sines, com o propósito da preservação de espaços físicos acessíveis à população. O envolvimento de mais de 600 participantes nos quatro eventos, entre voluntários da Galp e de outras empresas, também é motivo para um balanço positivo.

Ainda assim, o “maior impacto” tem sido provocado pelas mensagens de agradecimento recebidas por Sandra Aparício. Muitos voluntários escrevem-lhe a dizer que “viveram um bom momento como pessoas e fizeram algo diferente”. Para a responsável, a partilha deste sentimento “é o verdadeiro indicador de sucesso” e a garantia de que haverá maior adesão ao voluntariado no futuro, com uma participação mais disponível e genuína. “Tocar as pessoas era o principal objetivo.”