{"id":330,"date":"2026-05-04T16:15:47","date_gmt":"2026-05-04T15:15:47","guid":{"rendered":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/?p=330"},"modified":"2026-05-04T16:15:47","modified_gmt":"2026-05-04T15:15:47","slug":"ambicao-energia-e-potencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/evento\/ambicao-energia-e-potencial\/","title":{"rendered":"Ambi\u00e7\u00e3o, energia e potencial"},"content":{"rendered":"\n<p>O painel subordinado ao tema \u201cO voluntariado como for\u00e7a invis\u00edvel que mant\u00e9m a miss\u00e3o social de p\u00e9\u201d revelou um consenso claro entre os cinco intervenientes. H\u00e1 vontade, energia e potencial, mas faltam estrutura, reconhecimento e integra\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para transformar essa disponibilidade em impacto duradouro. Do diagn\u00f3stico da <a href=\"https:\/\/cases.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">CASES (Cooperativa Ant\u00f3nio S\u00e9rgio para a Economia Social)<\/a> \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do voluntariado como experi\u00eancia transformadora, passando pelos exemplos concretos de Maia, Cascais e Vila Nova de Gaia, ficou patente que o desafio j\u00e1 n\u00e3o se resume \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios, mas sim \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para que seja sustent\u00e1vel, vis\u00edvel e parte efetiva das pol\u00edticas p\u00fablicas e da cultura organizacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, o voluntariado vive um paradoxo: a disponibilidade para o voluntariado esbarra na falta de condi\u00e7\u00f5es para o transformar em a\u00e7\u00e3o estruturada. O diagn\u00f3stico \u00e9 tra\u00e7ado por Carla Ventura, a partir do trabalho desenvolvido CASES, e assenta em \u201cn\u00edveis de participa\u00e7\u00e3o a colocar o pa\u00eds na cauda da Europa\u201d, segundo a vice-presidente da entidade respons\u00e1vel pela defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nesta \u00e1rea, em fase de dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito ao trabalho volunt\u00e1rio, promovida em articula\u00e7\u00e3o com o Instituto Nacional de Estat\u00edstica com base na ferramenta conta-sat\u00e9lite da economia social, revelou uma quebra face a 2012. Apenas cerca de seis por cento dos portugueses afirmavam, em 2018, fazer voluntariado de forma regular. Mas o diagn\u00f3stico da CASES, desta vez centrado nas organiza\u00e7\u00f5es promotoras, revela uma realidade mais complexa porque existe \u201cenergia, motiva\u00e7\u00e3o e expectativa de crescimento\u201d, faltando estruturas e recursos.<\/p>\n\n\n<\/div><\/section><section class=\"blockquote uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container\"><blockquote class=\"single-quote uk-margin-medium\"><span class=\"quote-mark\" uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 3.5\"><\/span><p class=\"quote-text uk-margin-small-bottom\">Seis por cento \u00e9 muito abaixo de um pa\u00eds que j\u00e1 teve mais de um milh\u00e3o de pessoas envolvidas em a\u00e7\u00f5es de voluntariado. E o mesmo acontece no resto da Europa.<\/p><footer class=\"quote-author\"><cite>Carla Ventura, vice-presidente da CASES<\/cite><\/footer><\/blockquote><\/div><\/section><section class=\"article-content uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 aqui alguma coisa que n\u00e3o bate certo. Por um lado, as estat\u00edsticas dizem-nos que h\u00e1 um decrescimento das pr\u00e1ticas do voluntariado, que se traduz em n\u00famero de volunt\u00e1rios, mas, curiosamente, encontr\u00e1mos organiza\u00e7\u00f5es com expectativas de crescimento\u201d, questiona Carla Ventura. \u201cSeis por cento \u00e9 muito abaixo de um pa\u00eds que j\u00e1 teve mais de um milh\u00e3o de pessoas envolvidas em a\u00e7\u00f5es de voluntariado. E o mesmo acontece no resto da Europa. Esta diminui\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada com a oferta e reside muito na falta de estrutura e de condi\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma depend\u00eancia muito grande das iniciativas das empresas, organiza\u00e7\u00f5es e universidades. E muitas vezes as organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam recursos limitados.\u201d<\/p>\n\n\n<\/div><\/section><section class=\"uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container\"><div class=\"featured-box-text uk-card uk-card-body uk-padding-large\"><div class=\"featured-box-content\">Este ano, Vila Nova de Gaia \u00e9 a Capital Portuguesa do Voluntariado<\/div><\/div><\/div><\/section><section class=\"article-content uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<p>Este desfasamento entre procura e oferta \u2013 entre cidad\u00e3os dispon\u00edveis e oportunidades organizadas \u2013 \u00e9 um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor. Muitas organiza\u00e7\u00f5es continuam a encarar o voluntariado como \u201csolu\u00e7\u00e3o de recurso e n\u00e3o como um ativo estrat\u00e9gico integrado no planeamento\u201d. Carla Ventura sublinha que \u201cesta mudan\u00e7a de mindset n\u00e3o \u00e9 apenas uma a\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma estrat\u00e9gia duradoura, de continuidade, que faz com que haja uma pr\u00e1tica mais consistente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Peso da matriz cat\u00f3lica<\/h2>\n\n\n\n<p>A presidente da <a href=\"https:\/\/www.bancoalimentar.pt\/federacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome<\/a> e da <a href=\"https:\/\/www.entrajuda.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Entrajuda<\/a>, Isabel Jonet, reconhece uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de volunt\u00e1rios em campanhas espec\u00edficas, mas recusa a ideia de decl\u00ednio generalizado. \u201cSobre a tend\u00eancia de haver mais ou menos voluntariado, acho que h\u00e1 mais. Conta-se dificilmente. Portugal tem uma matriz cat\u00f3lica e o voluntariado ainda est\u00e1 inclu\u00eddo nesta n\u00e3o m\u00e9trica. N\u00e3o atribu\u00edmos valor real ao voluntariado, ao inv\u00e9s dos pa\u00edses anglo-sax\u00f3nicos. [Barack] Obama celebrou o primeiro ano de presid\u00eancia dos Estados Unidos numa a\u00e7\u00e3o de voluntariado com os sem-abrigo. O Presidente Marcelo [Rebelo de Sousa] valorizava o voluntariado e a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica como algo transformador e gerador de impacto nas pessoas\u201d, justifica Isabel Jonet.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Isabel Jonet n\u00e3o ignora os desafios estruturais de um setor social que acompanha de forma permanente h\u00e1 34 anos, atrav\u00e9s do Banco Alimentar. A integra\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios exige \u201ctempo, forma\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o\u201d, o que nem sempre \u00e9 compat\u00edvel com a realidade das institui\u00e7\u00f5es. Em alguns casos, surge at\u00e9 como \u201camea\u00e7a ao emprego no setor social\u201d, gerando resist\u00eancias internas. Por isso, ganha relev\u00e2ncia o voluntariado de compet\u00eancias, capaz de qualificar a interven\u00e7\u00e3o sem substituir fun\u00e7\u00f5es profissionais.<\/p>\n\n\n<\/div><\/section><section class=\"uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container\"><div class=\"featured-box-text uk-card uk-card-body uk-padding-large\"><div class=\"featured-box-content\"><\/p>\n<h2>19.391<\/h2>\n<p> volunt\u00e1rios registados em Cascais, que conta com uma rede de 109 entidades<\/div><\/div><\/div><\/section><section class=\"article-content uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um trabalho muito grande a fazer nas organiza\u00e7\u00f5es sociais, mas \u00e9 muito redutor pensar que se reduz apenas ao setor social. Nesta \u00e1rea, o emprego compete com o voluntariado. Muitas vezes, as t\u00e9cnicas t\u00eam receio de que os volunt\u00e1rios as substituam nos seus postos de trabalho e n\u00e3o acolhem t\u00e3o bem. A Entrajuda tem procurado criar oportunidades noutros setores, al\u00e9m do social, e mostrar que o voluntariado de compet\u00eancias pode fazer com que o tempo consagrado \u00e0s pessoas seja mais bem aproveitado\u201d, justifica a respons\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n<\/div><\/section><section class=\"blockquote uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container\"><blockquote class=\"single-quote uk-margin-medium\"><span class=\"quote-mark\" uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 3.5\"><\/span><p class=\"quote-text uk-margin-small-bottom\">Tenho a certeza de que o voluntariado ser\u00e1 determinante para lidarmos com alguma desumaniza\u00e7\u00e3o que as novas tecnologias v\u00e3o impor \u00e0 sociedade.<\/p><footer class=\"quote-author\"><cite>Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome e da Entrajuda<\/cite><\/footer><\/blockquote><\/div><\/section><section class=\"article-content uk-section uk-section-small\"><div class=\"uk-container uk-container-small\">\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, Isabel Jonet destaca uma transforma\u00e7\u00e3o importante: o voluntariado tornou-se mais acess\u00edvel e vis\u00edvel, sobretudo entre os jovens. H\u00e1 mais propostas, a significar mais \u201cconcorr\u00eancia\u201d entre iniciativas. A chave est\u00e1 na comunica\u00e7\u00e3o e na capacidade de mostrar impacto. \u201cO voluntariado constr\u00f3i-nos e desconstr\u00f3i-nos. Olhamos para tudo o resto com mais simplicidade e sem ideias feitas. Tenho a certeza de que o voluntariado ser\u00e1 determinante para lidarmos com alguma desumaniza\u00e7\u00e3o que as novas tecnologias v\u00e3o impor \u00e0 sociedade\u201d, conclui a convidada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autarquias posicionam-se<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao n\u00edvel local, as autarquias come\u00e7am a assumir um papel determinante na estrutura\u00e7\u00e3o do voluntariado. Os exemplos da <a href=\"https:\/\/www.cm-maia.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Maia<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.cascais.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Cascais<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.cm-gaia.pt\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Vila Nova de Gaia<\/a> ilustram uma mudan\u00e7a de paradigma, com pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes a substitu\u00edrem iniciativas dispersas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Maia, o munic\u00edpio aceitou o desafio de cria\u00e7\u00e3o do centro de voluntariado Compromisso, em 2020. Aposta refor\u00e7ada pela capacita\u00e7\u00e3o de agentes, cria\u00e7\u00e3o de regulamentos e integra\u00e7\u00e3o do voluntariado no contexto escolar. A estrat\u00e9gia deu frutos, com o reconhecimento da Maia como Capital Portuguesa do Voluntariado em 2025 e europeia neste ano. Alinhada com a Agenda 2030 das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que considerou 2026 o Ano dos Volunt\u00e1rios para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. \u201cCrescemos com a aprendizagem daqueles que j\u00e1 tinham centros de voluntariado, num ambiente perfeito, para n\u00e3o cometermos erros passados. Conseguimos p\u00f4r rapidamente em pr\u00e1tica tudo aquilo que fomos aprendendo enquanto munic\u00edpio capacitado para abrir um centro de voluntariado. Tem sido um processo cont\u00ednuo de aprendizagem e melhoramento. Somos uma estrutura de proximidade e procur\u00e1mos incutir este esp\u00edrito de coes\u00e3o social desde o in\u00edcio\u201d, justifica a diretora do Departamento de Desenvolvimento Social, Desporto e Juventude, Mafalda Roriz.<\/p>\n\n\n\n<p>A sensibiliza\u00e7\u00e3o precoce para o voluntariado, promovendo uma cultura de participa\u00e7\u00e3o desde o ensino b\u00e1sico, \u00e9 a receita da Maia para a transforma\u00e7\u00e3o de mentalidades. \u201cAcredito que teremos pessoas diferentes num futuro pr\u00f3ximo. S\u00f3 assim teremos sociedades mais resilientes. Creio que os munic\u00edpios t\u00eam esse poder transformador. Sabemos que a comunidade responde rapidamente a situa\u00e7\u00f5es de crise quando o voluntariado est\u00e1 enraizado\u201d, justifica a respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Cascais apresenta um modelo mais consolidado, porque o voluntariado \u00e9 j\u00e1 uma pol\u00edtica p\u00fablica institucionalizada. Com 19.391 volunt\u00e1rios registados e uma rede de 109 entidades, o munic\u00edpio demonstra que o investimento estruturado gera retorno, estimado em cerca de 15 milh\u00f5es de euros anuais em valor de trabalho, a t\u00edtulo de exemplo. A continuidade pol\u00edtica e a capacidade de medir impacto s\u00e3o considerados fatores essenciais pelo vice-presidente da capital portuguesa do voluntariado em 2024, Lu\u00eds Almeida Cap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 estamos a permitir que pessoas com mais de oito anos se possam organizar em pequenas comunidades para resolverem problemas para os quais a c\u00e2mara ou junta de freguesia acabam por n\u00e3o ter capacidade de resposta. Quest\u00f5es t\u00e3o pequenas que ficam esquecidas numa autarquia como Cascais, que representa 214 mil cidad\u00e3os. J\u00e1 estamos num n\u00edvel tal de impacto na sociedade que \u00e9 imposs\u00edvel estarmos dependentes de um ciclo pol\u00edtico\u201d, justifica o cascalense, que serve o concelho desde 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Vila Nova de Gaia, Capital Portuguesa do Voluntariado neste ano, o desafio passa por organizar e potenciar recursos j\u00e1 existentes, segundo a vereadora Elizabete Silva. A aposta centra-se na articula\u00e7\u00e3o entre autarquia, tecido empresarial e institui\u00e7\u00f5es locais, com foco no voluntariado de compet\u00eancias. A cria\u00e7\u00e3o de uma rede ativa e a melhoria da comunica\u00e7\u00e3o surgem como prioridades para dar visibilidade ao impacto e aumentar a efic\u00e1cia das respostas. \u201cSei que as empresas querem contribuir e faz parte dos seus planos. Como \u00e9 que fazemos o match disto? O ideal seria uma app de encontros. Do ponto de vista das institui\u00e7\u00f5es e das associa\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o no terreno, que conhecem as pessoas nas autarquias, h\u00e1 um conjunto de recursos que j\u00e1 existem e n\u00e3o s\u00e3o aproveitados. Coloc\u00e1mos o desafio \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que est\u00e3o no terreno para nos indicarem os projetos aos quais pretendiam concorrer e o trabalho que estamos a fazer \u00e9 um voluntariado de compet\u00eancias. Como arranque, temos 50 projetos, que fizemos chegar a mais de 300 empresas e j\u00e1 temos um apadrinhado\u201d, explica a respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>No conjunto, as diferentes interven\u00e7\u00f5es convergem num ponto essencial: o futuro do voluntariado em Portugal depende menos da vontade dos cidad\u00e3os e mais da capacidade de cria\u00e7\u00e3o de estruturas, estrat\u00e9gias e reconhecimento, que permitam transformar essa vontade em pr\u00e1tica consistente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o faltam portugueses para fazer voluntariado, mas sim condi\u00e7\u00f5es para o transformar em impacto duradouro. <\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":309,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-evento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=330"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/330\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":417,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/330\/revisions\/417"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/media\/309"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bs.xl.pt\/voluntariado-tempo-conta\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}